United Way Brasil e Goyn promovem ações para a inclusão produtiva jovem

As coalizões GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), 1MiO (Um Milhão de Oportunidades), Pacto Coletivo pelos Jovens e Jovens do Brasil se uniram com o mesmo objetivo para lançar duas iniciativas em prol das juventudes.

Em 20 de julho realizam o evento conjunto “Inclusão produtiva dos jovens: o papel das empresas para transformar uma geração”, que lança o estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” e uma comunidade no LinkedIn para troca de experiências entre empresas sobre o tema. As duas iniciativas protagonizadas pelas organizações parceiras pretendem oferecer insumos para que empresas possam compartilhar suas experiências e aprendizados na inclusão produtiva de jovens, estimulando novas empresas a aderirem à prática.

Acompanhe o evento a partir das 9h30
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Lançamento do estudo

Com o objetivo de sensibilizar e apoiar as empresas na inclusão produtiva de jovens, o estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” sistematiza e apresenta os principais aprendizados e recomendações para empresas que queiram investir nos jovens. A iniciativa acontece em um momento onde 27,1% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos estão desempregados, de acordo com dados divulgados pelo Atlas das Juventudes e Instituto Veredas.

Essa é a maior geração de jovens da história brasileira e a tendência é que nos próximos 40 anos ela se reduza à metade, portanto, promover oportunidades de educação de qualidade, formação profissional, inclusão digital e acesso ao mundo do trabalho é urgente para essa geração e não é um ato altruísta, é um investimento de médio e longo prazo no desenvolvimento do país. O Atlas das Juventudes também confirma que a inclusão dos jovens na educação ou no mercado de trabalho pode evitar prejuízos de até 1,5% do PIB dos países.

A organização do estudo é da Accenture e do GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), programa global articulado pela United Way Brasil com foco na geração de oportunidades de trabalhos decentes para as juventudes, e que tem em sua rede mais de 80 organizações. O programa GOYN teve início em São Paulo em 2020 e tem o objetivo de melhorar o patamar de renda de 100 mil jovens até 2030.

O estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” se apresenta como um guia prático no desenho da Jornada da Inclusão Produtiva em uma empresa, por meio de 4 fases: formação (capacitação do jovem), planejamento (definição de estratégia e fomento), recrutamento (ações de recrutamento) e trabalho (vivência profissional). Cada momento é dividido em 3 etapas descritas em: o que pode ser feito, quem pode ajudar, recomendações e pontos de atenção.

“Esse documento é apenas o começo. Uma empresa que deseja empregar jovens deve, como primeiro passo, entender esse ecossistema e formar parcerias que fortaleçam sua iniciativa. Talvez o maior aprendizado deste estudo esteja em pensar a inclusão produtiva não como uma atividade isolada do empregador e sim como uma ação conjunta que se fortalece com as atividades existentes do terceiro setor e poder público e a partir disso gera as oportunidades de trabalho”, diz Gabriella Bighetti, diretora executiva da United Way Brasil, entidade articuladora do GOYN SP.

Cases de sucesso podem ser replicados em empresas

O documento apresenta também 5 práticas de destaques de programas realizados nas empresas Itaú, Coca-Cola Brasil, Funcional Health Tech, PwC e Magazine Luiza. As práticas selecionadas são exemplos de como executar algumas das recomendações presentes na Jornada.

O Banco Itaú vai além das cotas obrigatórias e promove inclusão de jovens através de programas de jovens aprendizes, estágio, trainee e vagas de perfil júnior. O programa de jovens aprendizes tem registro desde 2012 e alcançou a marca de 17 mil jovens impactados, com um média de 1.500 jovens ao ano. O número de aprendizes efetivados é de 4.490 jovens encarreirados. O programa de estágio começou em 2000 e já impactou 45.618 jovens, dos quais foram efetivados 24.824. Nos últimos 3 anos a média de estagiário por ano é de 4.738 jovens. A taxa de efetivação é de 40% para o programa de jovem aprendiz e 65% para o programa de estágio.

A PwC faz inclusão de jovens por meio do programa de jovens aprendizes desde 2006. Em 2016 o programa passou por uma reestruturação que teve como objetivo final o impacto social e inclusão de jovens em contexto de vulnerabilidade, totalizando 570 jovens no período de 2016 a 2021. Em 2020, 81% dos aprendizes foram efetivados.

A Coca-Cola Brasil possui um programa de jovens aprendizes e estágios, criados em 2016, com 60 jovens impactados em 2021. Todos estes jovens provêm do programa Coletivo Jovem, iniciativa de empregabilidade do Instituto Coca-Cola Brasil que oferece formação, apoia na candidatura às vagas e, durante o recrutamento, oferece a infraestrutura para quem precisa.

Para a empresa de tecnologia Funcional Health Tech, investir na parceria com instituições de ensino do terceiro setor foi a oportunidade de reforçar os valores e a cultura organizacional e, consequentemente, contratar profissionais que estão ingressando no mercado de trabalho. Este é o primeiro ano do programa, que conta com a contratação de 10 jovens para os cargos de entrada e previsão de mais 7 vagas até o final de 2021.

O Magazine Luiza conta com uma cultura empresarial inclusiva que estimula os estudos com bolsa auxílio e um programa de aprendizagem com taxa de efetivação de 72% nas áreas corporativas. A empresa faz inclusão de jovens através do programa de jovens aprendizes, estágio e trainee. O programa de Jovem Aprendiz atualmente conta com aproximadamente 1670 jovens. No último ano, 450 jovens que tiveram seus contratos encerrados no período foram efetivados e mais 370 foram admitidos no programa.

Outro programa do Magalu com foco em jovens talentos é o Programa Trainee, que gera oportunidade para jovens recém formados em universidades ou às vésperas da formatura. Em 2021, o programa teve 100% de suas vagas dedicadas a contratação de jovens negros. Ao término do programa todos têm oportunidade de assumirem posições em áreas estratégicas da companhia com cargo inicial de Analista Sênior e com forte projeção de carreira para posições de liderança.
União de movimentos pela inclusão

“Os jovens, hoje, mais do que nunca, são o ponto focal da nossa atuação. É buscando criar oportunidades e reduzir barreiras de acesso ao mercado de trabalho que criamos o movimento Pacto Coletivo Pelos Jovens, com o objetivo de convocar empresas e organizações para atuar em conjunto com foco na expansão de vagas de emprego para jovens, em oferecer mais oportunidades de desenvolvimento profissional e em estabelecer processos seletivos mais inclusivos”, conta Daniela Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil. “A trajetória rumo à inclusão produtiva de jovens-potências deve ser um esforço coletivo e intencional, em que todos nós precisamos refletir e estar atentos a vieses e estereótipos a fim de facilitar a criação de espaços para essas pessoas possam prosperar e que ciclos de pobreza sejam interrompidos”.

Além do estudo, será lançado no mesmo dia a Comunidade de Práticas, um espaço na rede social LinkedIn aberto para todas as empresas e profissionais interessados em trocar experiências, boas práticas e desafios sobre a inclusão produtiva jovem. “As empresas estão em níveis diferentes de maturidade na inclusão dos jovens e a troca entre elas é fundamental para potencializar essa agenda, visando não apenas a importância de ampliar o número de vagas para as juventudes, sobretudo os mais afetados pela falta de oportunidades, mas o olhar para a retirada de vieses nos processos seletivos, para o acolhimento, mentoria e desenvolvimento de carreira e o apoio nos casos de violências e violação de direitos”, destaca Gustavo Heidrich, oficial do UNICEF no Brasil para iniciativa Um Milhão de Oportunidades.

A Comunidade já nasce com a força de mais de 90 empresas que fazem parte da rede das iniciativas GOYN, 1MiO, Pacto Coletivos pelos Jovens e Jovens do Brasil e contará com fóruns, conteúdos formativos, apresentação de cases, artigos e histórias de vida.

“A chave para mudar a realidade das juventudes brasileiras e destravar o potencial dessa geração é a oportunidade. E isso não se resume a criação de vagas, vai muito além. Começa na criação de um programa que seja genuinamente inclusivo desde a seleção até a capacitação e progressão de carreira. Precisa ter uma preocupação real em valorizar o que novo esses jovens podem trazer para as organizações e não em enquadrá-los no perfil padrão das atuais referências pouco diversas que povoam grande parte das empresas. Esse é o favor que vemos na troca e evolução contínua de uma comunidade de boas práticas”, finaliza Fernanda Liveri, Coordenadora Geral do Movimento Jovens do Brasil.

A atuação nos territórios vulneráveis e seus resultados sociais

Um dos pilares do trabalho da United Way Brasil (UWB) é a intervenção territorial para oferecer melhores oportunidades de desenvolvimento e bem-estar ao público alvo.

As intervenções nos territórios, propostas pela UWB, acontecem presencialmente, em realidades previamente mapeadas, onde crianças e jovens não têm as oportunidades de que precisam para se desenvolver integralmente.

Em 2019, na área da primeira infância, por meio do programa Crescer Aprendendo, a organização atuou em 12 creches e 1 escola de educação infantil, na região de Campo Limpo, SP. Ofereceu oficinas aos pais, cuidadores e professores, trabalhando temas relacionados aos primeiros anos de vida: a importância do brincar, os direitos da criança, o papel da família, a alimentação saudável, o comportamento e saúde das crianças.

No final do ano, o programa realizou uma pesquisa para saber quais mudanças o Crescer Aprendendo gerou na visão e no comportamento das famílias com relação às crianças, naquele território.

Os resultados apurados nas famílias foram bastante animadores. Um deles mostrou o aumento significativo do acesso a informações qualificadas sobre primeira infância, como contou o membro de uma família do CEI São Luiz II: “Antes eu achava que do meu jeito estava bom. Daí comecei a acessar os conhecimentos e melhorei.”

Outro avanço perceptível, segundo a avaliação, foi a melhora do diálogo dos cuidadores com as crianças e da qualidade do tempo que passam com elas. A família da CEI Cid Franco confirma essa mudança: “A gente se reúne pelo menos uma vez na semana para brincar: eu, minhas filhas e meu marido. Antes a gente não fazia isso.”

Os itens sobre mais qualidade na alimentação que oferecem e mais paciência para se dedicar às crianças também obtiveram várias respostas positivas, denotando como as famílias estão atentas às necessidades e à escuta dos pequenos.

A parceria com a escola, promovida pelo programa, foi outro aspecto analisado pelas famílias, que a considerou essencial para o desenvolvimento da criança acontecer plenamente, sendo as oficinas reconhecidas como um importante apoio para propiciar o fortalecimento dessa relação, como conta a gestão do CEI Cid Franco: “Os pais mudam, eles se tornam mais próximos, eles passam a nos buscar mais quando surgem dúvidas em relação à criança. Porque quando você aproxima os pais, quando você esclarece, eles se tornam mais próximos, como se fossem um parceiro.”

Educadores e professores também aprovaram as capacitações que receberam, por meio de oficinas. “Foram muito boas as atividades que eu participei. Forneceram um outro olhar sobre a nossa prática, porque muitas vezes vamos fazendo as coisas e esquecemos de refletir. Quando tem essas reflexões, de que a gente precisa do outro, fica melhor o trabalho, mais prazeroso”, reforça a educadora do CEI Umarizal.

A avaliação confirmou que atuar em territórios vulneráveis, respeitando características e necessidades próprias, é uma estratégia eficaz de transformação, porque qualifica relações, visões e comportamentos dos que estão envolvidos com o público alvo das intervenções.

Educação e trabalho voluntário são estratégias fundamentais #Depoimento

Cristiane Pereira da Conceição participou do programa de juventude da United Way Brasil quando tinha 19 anos. Sua motivação para frequentar as aulas era a maneira como os profissionais transmitiam os conteúdos. “Eles também queriam aprender com nossas experiências”, recorda-se a jovem, de Francisco Morato, SP. Outro ponto importante foi o local onde o curso acontecia, dentro de uma empresa, o que propiciou a boa sensação de estar em um ambiente profissional, adquirindo conhecimentos e vivenciando a rotina corporativa.

Cristiane decidiu fazer faculdade de pedagogia e a dedicação dos voluntários do programa foi um dos incentivos que teve para optar pela carreira. “A experiência revelou o meu desejo em ajudar o próximo e a entender o papel da educação na vida das pessoas”. Hoje, aos 25 anos, embora não exerça a profissão em que se formou, Cristiane trabalha em e-commerce e gosta do que faz, mas tem outros sonhos: “Quero atuar em escolas e ajudar no processo de letramento e alfabetização para apoiar os indivíduos a exercerem sua cidadania”, conta. “Educação e trabalho voluntário, que vi no programa, são estratégias fundamentais. Podem não mudar o mundo, mas transformam as pessoas”, conclui Cristiane. 

Podcast com Graça Machel convoca a sociedade a rever seu olhar sobre as desigualdades

Graça Machel, uma das maiores ativistas negras do mundo, expõe sua visão do que precisa ser feito para amenizar as desigualdades sociais, mais agravadas pela pandemia.

Graça Machel conectou-se ao Brasil para falar sobre a atual crise, gerada pelo coronavírus, que ampliou as desigualdades, atingindo, especialmente, mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade social. Graça é fundadora das organizações The Graça Machel Trust e Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade e uma das protagonistas da luta pela libertação de Moçambique, em 1975, junto ao seu então companheiro, Samora Machel. Foi ministra da Educação e da Cultura no primeiro governo moçambicano, por cerca de 14 anos. Durante sua militância, Graça conheceu Nelson Mandela e com ele protagonizou a luta contra o Apartheid.

Na sua fala, Graça ressalta a importância de olharmos para as desigualdades como uma situação desconfortável e não como algo que está posto e não se pode mudar, fazendo parte do cotidiano: “Como cidadãos organizados, temos de olhar para a nossa consciência e dizer: ‘esta maneira de ser – e digo a maneira de ser indiferente -, de estar indiferente ao sofrimento do outro (…) é contra o reconhecimento de que todas as pessoas nascem iguais e têm os mesmos direitos, nem mais e nem menos direitos”.

Graça usa exemplos de Moçambique que cabem à realidade brasileira, onde crianças e mulheres são mais sensíveis aos efeitos sociais da pandemia. Mas ela também indica caminhos que podem gerar mudanças profundas, como reconstruir a sociedade pós-Covid-19 a partir de políticas públicas centradas nesses dois públicos: “Ao fazer isso, resolveremos problemas estruturais com os quais temos convivido”, reforça.

Também chamou a atenção para a necessária e urgente participação cidadã ativa: “Temos de confrontar os centros de decisão (…). Usar a força de nosso voto para dizer que não pode continuar assim. Não pode porque não deve. E não deve porque não tem justificação legal, moral para que as coisas continuem como estão.”

Em tempos de pandemia, a fala de Graça Machel convoca todos a olharem para os desafios que estão sendo traçados no presente e precisam de soluções eficientes no cenário pós-pandemia. Essa equação só terá saídas eficazes se for solucionada a partir de um trabalho coletivo, que envolva os diferentes setores, para que a sociedade se torne mais justa, acolhendo todas e todos.

Ouça e compartilhe o podcast com Graça Machel e aproveite para curtir a nossa página no YouTube, acompanhando outras ações que realizaremos este ano.

https://youtu.be/ITICtjCjbdQ

*A fala de Graça Machel faz parte da live “Desigualdades e Pandemia”, realizada em 23 de junho, que, por problemas técnicos, não foi concluída.

Empresas e primeira infância: tudo a ver

A United Way Brasil (UWB) tem se dedicado, cada vez mais, a envolver diferentes atores para encontrarem, juntos, soluções efetivas e sustentáveis aos problemas que afetam o desenvolvimento infantil, especialmente na fase da primeira infância (0 a 6 anos). Essa mobilização está diretamente relacionada ao conceito de impacto coletivo – diferentes setores sociais atuam por uma mesma causa relevante a fim de alcançar objetivos comuns -, o modus operandi da United Way no mundo todo.

Um dos atores desse ecossistema são as empresas, que representam o que chamamos de segundo setor (o primeiro é o poder público e o terceiro são as organizações da sociedade civil, como a UWB). Sua relevância à causa é indiscutível e por isso se tornou foco de iniciativas da United Way.

No Brasil, em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a UWB e a Rede América Latina realizaram, em 2017, o Estudo Empresarial sobre Investimento Social em Desenvolvimento da Primeira Infância, com participação de 136 empresas de 6 países. Em 2018, junto à Great Place to Work, a UWB e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal criaram uma cartilha com orientações de como pensar em políticas corporativas, voltadas à primeira infância, como as licenças-maternidade e paternidade estendidas, e o que essas ações trazem de retorno para os envolvidos (como motivação da equipe e o consequente aumento de produtividade). Em 2019, essa mesma parceria criou uma categoria no prêmio Melhores Empresas para Trabalhar com o objetivo de reconhecer as corporações que adotam iniciativas nesse sentido.

Um guia de indicadores de primeira infância

Com o objetivo de mobilizar outras empresas, independentemente do tamanho que possuam, a United Way Brasil e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal estão elaborando um guia, alocado em uma plataforma on-line. Nele estarão disponibilizados indicadores de primeira infância para as corporações identificarem iniciativas que contribuam ao pleno desenvolvimento das crianças nos primeiros anos de vida.

Ainda em construção, a plataforma prevê ações organizadas em temas centrais, como: licenças, auxílio financeiro, orientação parental, apoio a instituições que tratam do tema, aleitamento materno etc.

Cada corporação poderá optar por temas, e respectivas iniciativas, que estejam conectados à realidade de mães, pais e demais familiares de crianças pequenas – os colaboradores da empresa.

Uma empresa de tecnologia e outra do ramo de alimentação para pets aceitaram o convite para realizar um projeto-piloto, acrescentando ao que já fazem algumas iniciativas do documento. Dessa forma, será possível monitorar e avaliar os avanços que as ações podem trazer não só para o público a que se destinam (especialmente gestantes, mães e pais), mas também à comunidade do entorno e à própria empresa, que irá reter novos valores a sua marca, como credibilidade, responsabilidade social, reconhecimento pela equipe e pela comunidade ao redor, dentre outras.

A plataforma será lançada em breve. Até lá, acompanhe as páginas da United Way Brasil nas redes sociais e as notícias que compartilhamos por aqui.

Empresas e jovens profissionais: é preciso melhorar esse diálogo

A antiga crise econômica, ampliada pela pandemia, não é a única responsável pela difícil inserção dos mais jovens no mercado de trabalho. Há muito tempo a juventude das periferias enfrenta essa exclusão, mas por outros motivos.

Baixa escolaridade, fragilidade da formação educacional, longas distâncias entre periferia e centros urbanos, falta de recursos econômicos e preconceitos. Estes são os principais problemas enfrentados pela juventude brasileira que mora no entorno dos grandes centros econômicos.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-2011), o percentual de jovens entre 15 e 24 que fazem parte do mercado de trabalho, diminuiu de 57,7% em 2001 para 53,6% em 2011, diferentemente da taxa de atividade da população em geral, que permaneceu relativamente estável nesse período.

O contingente de jovens é o maior que o Brasil já teve, somando 47,3 milhões de brasileiros com 15 a 29 anos. É justamente entre eles que as desigualdades de renda aumentaram nos últimos cinco anos (Pnad-2019).

Em grande parte dos casos de inserção precoce no mercado, os jovens acabam alocados em postos precários em que as chances de crescimento profissional quase inexistem.

A escola, que deveria melhor prepará-los para uma vida profissional ativa, está ainda distante disso, embora tenha obtido alguns avanços nos últimos anos, no Ensino Médio. Segundo a pesquisa Juventude, Educação e Projeto de Vida (Plano CDE e Fundação Roberto Marinho), questões como desorganização, falta de infraestrutura, existência de bullying, violência e preconceito, aulas monótonas, materiais didáticos ruins são alguns dos empecilhos que os jovens apontam para não se sentirem estimulados a estudar. Obstáculos que acabam prejudicando não só a formação para o mundo do trabalho como a permanência do jovem na escola.

Como país, ainda estamos longe de inserir a mão de obra jovem no mercado de trabalho. Políticas públicas se mostram pouco eficientes nesse sentido diante da urgente demanda. Por isso, o papel das organizações da sociedade civil, que fazem a ponte entre a juventude das periferias e as empresas, buscando essa inserção, tem se tornado essencial para mudar o cenário.

Desafios para garantir o primeiro emprego

Muitas empresas se mostram interessadas em abrir espaços para os jovens nos seus quadros de colaboradores. No entanto, ainda existe um descompasso entre o que elas querem e o que os jovens têm a oferecer.

O primeiro obstáculo, que acaba barrando uma boa parte dos candidatos, é o conhecido ‘CEP’: “A distância da casa do jovem até a empresa parece ser intransponível para aqueles que contratam”, explica Elaine Souza, assistente social e coordenadora geral de projetos no Brasil da organização social Viração, parceria da United Way Brasil. Para ela, é preciso entender que a conjuntura estrutural da cidade foi concebida com base em um processo social que excluiu as periferias do dia a dia dos grandes centros. “O CEP coloca os jovens nesse lugar, no lado de fora”, complementa.

Para ela, outras questões antigas, que ainda influenciam muito a escolha dos profissionais para uma vaga, são a cor da pele e o gênero. “Mulheres jovens, negras, da periferia são as que encontram maior dificuldade de inserção”, afirma Elaine.

Um aspecto alegado nas seleções de diferentes RHs para não contratar jovens é a falta de experiência anterior. “Acho que é preciso melhorar esse diálogo entre a empresa e o jovem para entender quais habilidades ele possui. O que vejo nas periferias, especialmente onde o Viração atua, no Grajaú (SP), é um lado empreendedor bastante ativo dos jovens do território. Eles acabam empreendendo porque percebem o quanto é difícil entrar no tradicional mercado de trabalho”, explica Elaine.

Para Benigna Alves Siqueira, Coordenadora Pedagógica da Associação Pró-Morato, em Francisco Morato (SP), parceira da United Way Brasil, existem faixas etárias na juventude que sofrem ainda mais com o desemprego. “A realidade do jovem da periferia é muito diferente, por exemplo, da do jovem da classe média. Aos 15 anos, ele sofre a pressão da família para colaborar com as finanças da casa. Essa faixa de idade é a que menos consegue emprego nas empresas, que buscam por jovens mais velhos”. E complementa: “Aos 18 anos, muitos deles já moram sozinhos ou são pais e têm de dar conta de demandas de adultos”.

Benigna também acredita que, em algumas situações, existe uma desconexão entre empresa e o jovem da periferia. “Já encaminhamos dezenas de jovens para uma vaga. Nenhum foi aceito e eu sei que naquele grupo existiam ótimos candidatos, com grandes potenciais. As empresas poderiam considerar que o jovem que mora longe dos grandes centros vive uma realidade diferente por uma série de circunstâncias. Muitos deles têm dificuldades para falar o português corretamente, têm vícios de linguagem, de postura… questões contornáveis, que a empresa pode trabalhar e mudar, porque esse jovem traz diferenciais que muitos não têm: vontade de fazer parte, desejo de superação, resiliência… São pessoas que lutam todos os dias para vencer desafios”, afirma a pedagoga.

Para ela, é preciso que as empresas revejam a abordagem, incluam a exclusão econômica no campo das diversidades e possam, a partir daí, adequar as seleções de RH para que façam sentido ao jovem. “As corporações têm muito a ganhar. Esses jovens são os mais motivados, porque desejam virar o jogo da realidade difícil de suas famílias”, conclui.

Investir em treinamentos, em mentorias, em vivências cotidianas com outros profissionais para compartilhar experiências, também são maneiras de preparar esse jovem para os desafios do trabalho.

A United Way Brasil, com seus parceiros, realiza o programa Competências para a Vida, cujo objetivo é justamente apoiar os jovens no seu projeto de vida e na carreira profissional. Isto porque acredita que a juventude é um dos pilares essenciais para a sustentabilidade e o desenvolvimento do país, assim como representa uma das forças mais ativas e criativas no combate às desigualdades.

Covid-19: cuidar dos jovens para que cuidem da sociedade

Os números de contaminação por coronavírus no Brasil, compartilhados pelos boletins oficiais diários, mostram que as populações menos afetadas pela pandemia são as crianças e os jovens. Mas será que a despreocupação da juventude com a doença pode ser um problema para as demais faixas etárias?

No mundo, em países que os picos da contaminação já foram vivenciados ou estão acontecendo agora, o quadro é menos otimista: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca dos 20% de infectados que precisam de internação têm entre 20 a 44 anos, sendo que 12% desse grupo precisou de UTI. Pensando em números absolutos, a quantidade de jovens que correm risco não é pequena. Para aqueles que ainda apresentam doenças pré-existentes, como diabetes, patologias do sistema respiratório, problemas cardíacos e obesidade, a realidade é mais preocupante.

Na França, um outro exemplo, dos quase 14 mil casos confirmados em 20 de março, 30,6% tinham entre 15 e 44 anos, sendo que, de uma amostra de 362 pessoas internadas na UTI, 8% eram dessa faixa etária e mais da metade não tinha fator de risco conhecido.

Portanto, é preciso que a sociedade brasileira também se preocupe com a geração jovem e ajude a conter a contaminação, especialmente porque boa parte das pessoas nessa etapa da vida não apresenta os sintomas, mas pode transmitir a doença para os grupos de risco.

Momento de exercer a cidadania

O fato de a comunicação sobre a pandemia reforçar todos os dias que a doença atinge, em sua maioria, indivíduos com mais de 60 anos pode favorecer a despreocupação de uma parte dos jovens com relação à orientação do isolamento social.

No entanto, este é o momento de mostrar à juventude que ela tem um papel essencial no controle da contaminação. Ou seja, ficar em casa previne que transmita o vírus a quem não pode ser contaminado de jeito nenhum (avós, pais, tios…). Este é um ponto.

Outro ponto é manter-se isolado também para a autopreservação mas, se for sair, que respeite as regras de autocuidado (uso de máscaras, luvas, higienização das mãos, distanciamento etc.) e utilize esse momento para ajudar aqueles que não têm como sair de casa (idosos e pessoas com doenças pré-existentes).

As redes sociais e matérias veiculadas pela imprensa têm mostrado atitudes empáticas de jovens que se oferecem para fazer compras, ir à farmácia, levar ou buscar alguma encomenda para os que compõem os grupos de risco. Essa maneira de usar certa imunidade ao desenvolvimento da doença pode promover a postura cidadã e comprometida com o coletivo, preparando esses jovens para outras situações em que seu papel ativo também seja importante, tanto quanto é na pandemia.

A United Way Brasil atua com a juventude, por meio do programa Competências para a Vida, porque acredita ser essencial fortalecer valores e ajudar os jovens a construírem um projeto de vida em que o olhar para a coletividade esteja contemplado e faça parte do dia a dia de cada um.

Portanto, conversar com os jovens, passar informações fundamentadas sobre o Covid-19, é uma maneira de contribuir para que uma expressiva parcela da população, essencial à sustentabilidade presente e futura do país, possa não só ser preservada como também ajudar a fortalecer o bem mais preciso de uma nação: o seu capital humano.

Os efeitos da pandemia na saúde financeira das organizações sociais

As organizações da sociedade civil têm atuado de forma decisiva para garantir o bem-estar das populações mais vulneráveis, tentando conter a pandemia nas comunidades e bairros mais pobres. No entanto, elas também são vítimas desta crise, que não tem hora para acabar.

Todos os movimentos e ações do terceiro setor estão voltados à contenção da contaminação pelo Covid-19. Desde campanhas para arrecadação de recursos e doações de alimentos e insumos de higiene pessoal até a atuação presencial para atender a população mais vulnerável são iniciativas que acontecem nos quatro cantos do País, protagonizadas por pessoas (voluntários e funcionários) que atuam por causas distintas.

No entanto, como consequência da crise econômica que se arrasta há anos, muitas instituições têm perdido patrocínios e doações. Com a pandemia, essa escassez de recursos aumenta dia após dia, colocando em risco a funcionalidade de serviços essenciais para grupos e populações específicas.

Como manter funcionários, especialistas, benefícios aos assistidos, sem recursos? Essa equação não tem uma resposta simples e é por isso que as instituições que sobrevivem ao atual caos terão de buscar alternativas para manter sua operação, sem prejudicar aqueles que necessitam de seus serviços.

Para Rodrigo Alvarez, diretor da Mobiliza Consultoria, empresa especializada em captação de recursos e comunicação do terceiro setor, “algumas organizações precisam redesenhar suas ações”. Segundo ele, o cenário de médio prazo é incerto e, o que preocupa, “é que pouca gente está olhando para além do curto prazo. Quais políticas públicas de apoio às ONGs estão sendo pensadas para a crise e pós-crise?”, questiona e complementa: “Não podemos esquecer que as ONGs, muitas vezes, são as que mais conhecem a realidade das comunidades e suas necessidades e demandas. Ou seja, são potentes aliadas no combate a este e a qualquer outro desafio que o país tenha de enfrentar”.

A escassez afeta todo o tipo de organizações: as que vivem de doações de pessoas físicas, de realização de eventos, de recursos públicos etc., e as que se mantêm, basicamente, com aportes de empresas. “As empresas estão investindo no combate ao Covid-19, especialmente nas ações de Saúde e de Assistência Social. Provavelmente, cumprirão os acordos já fechados com as organizações sociais este ano. Mas e depois? Terão novos aportes para que as ONGs deem continuidade ao necessário trabalho que virá com os impactos da crise financeira?”, pergunta Rodrigo.

O consultor acredita que 2020 e 2021 serão anos difíceis, de recessão, que afetará ainda mais as famílias, principalmente as que sofrem com a falta de bens e serviços essenciais, faltas estas que as ONGs ajudam a minimizar com seu trabalho na ponta. “Existem outras crises semelhantes ao coronavírus, nas periferias das grandes cidades, que vivem um isolamento social cotidiano, sem poder usufruir de seus direitos por não terem condições econômicas, de mobilidade, de saúde, de trabalho…”, alerta o consultor. “As organizações sociais assumiram um papel incontestável de lutar pela inclusão dessas pessoas, por isso são tão necessárias em nosso país”, conclui.

Cada um pode fazer mais

Assim como as demais instituições de terceiro setor, a United Way Brasil (UWB) também vem atuando junto às comunidades mais vulneráveis para combater o avanço do Covid-19, mobilizando empresas e pessoas a contribuírem com essa causa (leia matéria sobre campanha, no link: Vamos juntos contra o Corona vírus). No entanto, a UWB precisa manter sua equipe e os serviços que têm oferecido à população que atende por meio do programa Crescer Aprendendo, voltado a famílias de baixa renda com crianças até seis anos (fase da primeira infância).

Uma das formas de contribuir, que está nas mãos de pessoas físicas, mas é pouca utilizada por elas, é a doação do imposto de renda para causas sociais. Por isso, a UWB lançou uma campanha de arrecadação desses recursos.

A doação é simples e rápida e pode ser feita até 30 de junho. Ao finalizar a sua declaração na versão completa, clique em Resumo da Declaração e em Doações Diretamente na Declaração-ECA. Escolha São Paulo, na seleção do Estado. Tanto CNPJ quanto o valor para doar vão aparecer automaticamente na página. Selecione o valor que quer destinar ao Crescer Aprendendo. Imprima o darf e pague até 30 de junho. Por fim, a parte mais importante: envie o DARF e o comprovante de pagamento para o CONDECA com a mensagem que deixamos neste tutorial, com todos os detalhes da doação: www.bit.ly/IR_UWB

Contamos com sua colaboração para continuar atuando em favor do desenvolvimento integral na primeira infância, fortalecendo nosso trabalho para beneficiar as famílias que, após a crise, precisarão ainda mais de nosso apoio.

O mundo se abriu e Thays embarcou nele

Quando tinha 16 anos, Thays Moia Ribeiro ainda não sabia que profissão seguir. Ela começou a frequentar um programa da United Way Brasil, graças à ONG Pró-Morato. Nas aulas, teve a oportunidade de explorar o mundo com outro olhar que, até então, se resumia ao que ela vivenciava em Francisco Morato, sua cidade, em SP. Conversar com profissionais experientes abriu os horizontes. Foi quando Thays encontrou seu rumo e decidiu, entre engenharia, administração e advocacia, ser advogada. De lá para cá, trabalhou na UWB, depois na PwC, dentre outras empresas.

Hoje, aos 25 anos, já formada em Direito, a jovem está se preparando para fazer um intercâmbio nos EUA para aprimorar o inglês e se aprofundar na sua profissão. No início dessa jornada, ela enfrentou a resistência dos pais, que achavam que as idas e vindas da menina a São Paulo, para o curso, não dariam em nada. Ela persistiu e logo perceberam que Thays estava no caminho certo. “Meus pais acabaram me apoiando. Sou a única pessoa que tem faculdade na minha família. Um fato importante nessa fase é que meu pai, Gilberto, decidiu terminar o Ensino Médio. Ele fez o EJA e nós nos formamos juntos. Foi uma emoção incrível e um grande incentivo para eu continuar em frente”, revela a jovem, que também emocionou a gente!

Vamos juntos contra o Corona Vírus

Iniciativa da United Way Brasil une empresas, indivíduos e organizações da sociedade civil para apoiar populações vulneráveis de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Há mais de 130 anos atuando em 41 países com o propósito de gerar bem-estar a diferentes populações, a United Way Brasil também realiza ações de combate ao Covid-19 para minimizar os efeitos da pandemia nas famílias que vivem em bairros e comunidades vulneráveis.

No entanto, no lugar de criar novas campanhas, a United Way Brasil (UWB) decidiu apoiar e fortalecer o movimento UniãoBR (Instagram: @uniaobrorg), que promove a hashtag #TÔDENTRO, uma iniciativa voluntária, de pessoas e organizações da sociedade brasileira, sem vínculos partidários ou religiosos. A ação vai beneficiar comunidades vulneráveis das cidades de São Paulo (@uniãoSP) e Rio de Janeiro (@uniãoRJ) no enfrentamento do Covid-19.

Para isso, a UWB tem convidado empresas, especialmente suas associadas, e o maior número possível de pessoas, para que também se engajem na campanha.

PESSOA FÍSICA: COMO AJUDAR

Todos podem participar, doando recursos que serão revertidos em cestas básicas entregues às famílias dos bairros mais suscetíveis ao contágio.

Doações para São Paulo

O movimento BR São Paulo é uma iniciativa de diversos grupos da sociedade civil para impedir uma crise humanitária em consequência do coronavírus no Estado, criando um Fundo Emergencial de Apoio à População Ameaçada pelo COVID-19, formado por recursos privados, realocados de maneira coordenada. Uma curadoria feita pelos responsáveis – pessoas que voluntariamente atuam nessa ação – compra e distribui produtos, de acordo com a demanda em cada momento.
Para participar, acesse o site https://www.uniaosp.org/ e siga o passo a passo.

Até agora, em São Paulo foram arrecadadas mais de 111 mil cestas básicas pelo movimento, realizado pelo Península e Renova BR, com o apoio das seguintes organizações:

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Doações para o Rio de Janeiro

O movimento independente União Rio é formado por pessoas e grupos da sociedade civil local comprometidos com o bem-estar das populações vulneráveis do Estado.

Os indivíduos podem ajudar as comunidades com recursos financeiros (recebidos pelo Instituo PHI) que serão utilizados para a compra de alimentos e itens de limpeza (negociados e adquiridos pelo Banco da Providência), distribuídos às famílias das comunidades mapeadas (papel do Instituto Ekloos).

No site do Movimento está o passo a passo para fazer a contribuição: http://www.movimentouniaorio.org

Até o momento, foram entregues a 17.200 famílias de 33 comunidades, 34 mil litros de produtos de limpeza, 137 toneladas de alimentos, graças a 1.329 doadores cujas contribuições somaram mais de R$ 1,1MM.

Depois de realizar sua doação, ajude a divulgar a inciativa, compartilhando nas suas redes sociais e enviando o link para amigos e familiares.

O movimento conta com a realização e o apoio destas organizações e empresas:

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Família que apoia família vence o coronavírus juntas!

Além contribuir com as inciativas voltada às pessoas de regiões mais suscetíveis ao vírus, a UWB também considera essencial o fortalecimento do trabalho de organizações sociais que atuam diretamente com populações em situação de vulnerabilidade, especialmente neste momento complexo em que os recursos estão escassos nessas instituições.

Por isso, também é parceira da plataforma aberta Família apoia Família, criada por organizações do Terceiro Setor, com o objetivo de doar insumos a ONGs que precisam de apoio para entregar cestas básicas aos seus beneficiários.

Qualquer pessoa que queira fazer diferença pode dar a sua contribuição. Basta acessar a plataforma da benfeitoria (https://benfeitoria.com/canal/familias) e seguir o passo a passo.

Você define qual organização quer ajudar, mas, se tiver dúvidas, sugerimos que doe à Fundação Julita, com quem a United Way Brasil já atuou.

Na página, você acompanha os avanços das doações gerais (recebidas por todas as ONGs participantes) e da instituição que você apoiou.

Até o momento, no total, foram arrecadados R$ 3.05 MM de 211 colaboradores.

É simples, rápido e transformador!

Acesse a plataforma, faça a sua parte e compartilhe com mais pessoas: https://benfeitoria.com/canal/familias

Esta iniciativa conta com as seguintes instituições:

Tela de celular com texto preto sobre fundo branco Descrição gerada automaticamente

RESULTADOS ATÉ O MOMENTO

A UWB conseguiu mobilizar diferentes instituições e corporações (com seus respectivos colaboradores) para que abracem a causa e façam suas doações. Já temos alguns resultados para comemorar:

Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

Doação de 263 cestas básicas a famílias em situação vulnerável da região do Campo Limpo, em São Paulo.

Morgan Stanley

Engajamento dos seus colaboradores para doação na plataforma Família Apoia Família.

O-I

Campanha de engajamento com os colaboradores da empresa, para que doem em folha. A cada real doado pelo funcionário, a empresa doará mais um real. O recurso será destinado a cestas básicas para famílias de catadores de cooperativas.

P&G

Doação de 4 mil litros de shampoo, das marcas Pantene e Head&Shoulders, item essencial à higiene capilar no combate ao coronavírus, doados para a comunidade Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, onde está sediada uma das fábricas da empresa, além de recursos para a compra de cestas básicas que serão distribuídas em comunidades de São Paulo. Também estão realizando uma campanha para engajamento de seus colaboradores: a cada real doado em folha, a empresa fará uma doação de igual valor. Ao longo de três meses, esses recursos serão destinados à compra de cestas básicas para famílias de São Paulo e Rio de Janeiro.

PWC

Doação de recursos para aquisição de itens de higiene e de alimentação para populações em situação de risco em São Paulo e Rio de Janeiro. Campanha com seus colaboradores para doações em folha, com matching da empresa (a cada um real doado, a empresa doará um real)