Implementação do Crescer Aprendendo avança no Ceará

Programa de primeira infância tem como foco o apoio e o trabalho pela mudança de comportamento das famílias envolvidas. O modelo de transferência da metodologia envolve as redes municipais de educação, para que a implementação aconteça nas creches e escolas de educação infantil e de primeiro ano do ensino fundamental.

A United Way Brasil foi convidada a fazer parte de uma coalização entre diversas organizações e o Governo do Ceará para promover ações de primeira infância no Estado. Por meio de seu programa Crescer Aprendendo, famílias e cuidadores têm acesso a conteúdos e práticas que visam fortalecer vínculos e contribuir ao pleno desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos.

Essa solução social já tem nove anos de aplicabilidade em diferentes cidades do País e agora entra na fase da transferência da metodologia para as redes de ensino de municípios do Ceará. No Estado, a implementação do programa começou em Crato e, cada vez mais customizado à realidade cultural cearense, alcançou mais outras oito cidades (Sobral, Juazeiro do Norte, Chaval, Paramoti, Salitre, Itatira, Granja e Viçosa).

Inicialmente estruturado para ser presencial, com apoio de ferramentas digitais, o programa acabou sendo redesenhado para a versão 100% digital durante a pandemia. No entanto, a expectativa é de que, no médio prazo e com a situação normalizada, volte ao seu formato original, promovendo as interações das famílias no espaço da escola, com a orientação dos profissionais da educação, e reforço de conteúdos e trocas por meio do WhatsApp.

Metas e métodos

O programa, no Ceará, tinha como meta beneficiar 3.800 famílias em 2021. Em pouco mais de seis meses, esses números foram superados e já são mais de 4,2 mil famílias que aderiram e recebem, via WhatsApp, informações, dicas e orientações qualificadas sobre os cuidados com a criança pequena, por meio de vídeos, cards, áudios, textos e interações e lives com especialistas.

A metodologia tem como objetivo fomentar mudanças reais de comportamento para que a parentalidade seja responsiva e positiva, combatendo todo o tipo de negligência contra as crianças. 

Os temas estão relacionados aos marcos do desenvolvimento infantil, mas, também, focam no bem-estar de quem cuida, ou seja, abordam as questões emocionais de pais e responsáveis, aspectos que interferem na estrutura familiar e que tomaram novas proporções diante da crise instalada pela Covid-19.

Para que a transferência da metodologia do programa aconteça com o sucesso esperado, apostou-se na promoção do amplo diálogo com a Secretaria Estadual de Educação, as Coordenações Regionais de Educação e as Secretarias Municipais de Educação. As escolas, cenários da interlocução com as famílias, mantêm a mediação prevista na metodologia. Mas a interação não para por aí: o programa gera demandas nos grupos das famílias que são endereçadas a outras instâncias da gestão municipal. Um exemplo desse trabalho intersetorial foi o de uma avó participante. Ela estava com depressão e procurou a escola pelo WhatsApp. A escola, por sua vez, acionou a psicóloga do programa, que encaminhou a demanda à rede de apoio do município.

Formações e customização de material pedagógico

A transferência da prática do programa é dinâmica, já que o Crescer Aprendendo, nos moldes atuais e focado na realidade regional, vem sendo construído e testado no dia a dia a partir de uma base metodológica consagrada e reconhecida pela sua eficiência e por resultados robustos.

Professores e gestores das redes municipais das nove cidades, envolvidos com a educação infantil, receberam capacitação inicial e online de 15 horas para se apropriarem do método. O protagonismo da educação do Estado confere ao programa a indicação de pontos focais nos entes relacionados à educação estadual e do município, interlocutores na gestão do programa com a United Way Brasil. As escolas realizam a gestão dos atuais 92 grupos no WhatsApp, compartilhando os conteúdos disponibilizados pelo programa, interagindo com pais e responsáveis e monitorando os resultados, captados pelas conversas e demandas que surgem entre os participantes. Situações mais complexas são discutidas com a equipe da United Way Brasil e a psicóloga do programa.

Para atender a realidade das famílias, o programa contratou uma consultoria, formada por psicóloga e enfermeira locais e pedagoga com experiência no tema, para analisar e adaptar o material de formação de professores e gestores das escolas e secretarias. Chamado de linha-guia, o material pedagógico traz a cultura, a linguagem e a realidade social regional para os temas de primeira infância, o que favorece uma escuta e um diálogo adequados com as famílias.

Também foi elaborado um sistema de monitoramento. “Fazemos um acompanhamento semanal com base nos registros realizados pelos pontos focais e com instrumentos que alimentam um dashboard do programa para analisar, no dia a dia, situações que podem ser ajustadas ou fortalecidas”, explicou Naiara Martins, analista da equipe do Crescer Aprendendo. 

O programa está se estruturando para influir e fortalecer políticas públicas que tragam benefícios às crianças e possam contribuir cada vez mais com pais e responsáveis para que fortalecem o seu papel no desenvolvimento integral de seus filhos e filhas.

– Conheça o programa Crescer Aprendendo: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/
– Navegue na plataforma Crescer Aprendendo Digital, uma curadoria de conteúdos relacionados aos primeiros anos de vida:  https://unitedwaybrasil.org.br/crescer-aprendendo-digital/
– Invista na primeira infância, levando essa causa para a sua empresa. Acesse este guia e saiba como: https://empresaseprimeirainfancia.com.br/

United Way Brasil e Goyn promovem ações para a inclusão produtiva jovem

As coalizões GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), 1MiO (Um Milhão de Oportunidades), Pacto Coletivo pelos Jovens e Jovens do Brasil se uniram com o mesmo objetivo para lançar duas iniciativas em prol das juventudes.

Em 20 de julho realizam o evento conjunto “Inclusão produtiva dos jovens: o papel das empresas para transformar uma geração”, que lança o estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” e uma comunidade no LinkedIn para troca de experiências entre empresas sobre o tema. As duas iniciativas protagonizadas pelas organizações parceiras pretendem oferecer insumos para que empresas possam compartilhar suas experiências e aprendizados na inclusão produtiva de jovens, estimulando novas empresas a aderirem à prática.

Acompanhe o evento a partir das 9h30
LinkedIn – https://www.linkedin.com/events/liveinclus-oprodutivajovem6820381232300404739/
Facebook – https://www.facebook.com/events/178927277549501/
YouTube – https://youtu.be/oyEEGQ9PqVg

Lançamento do estudo

Com o objetivo de sensibilizar e apoiar as empresas na inclusão produtiva de jovens, o estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” sistematiza e apresenta os principais aprendizados e recomendações para empresas que queiram investir nos jovens. A iniciativa acontece em um momento onde 27,1% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos estão desempregados, de acordo com dados divulgados pelo Atlas das Juventudes e Instituto Veredas.

Essa é a maior geração de jovens da história brasileira e a tendência é que nos próximos 40 anos ela se reduza à metade, portanto, promover oportunidades de educação de qualidade, formação profissional, inclusão digital e acesso ao mundo do trabalho é urgente para essa geração e não é um ato altruísta, é um investimento de médio e longo prazo no desenvolvimento do país. O Atlas das Juventudes também confirma que a inclusão dos jovens na educação ou no mercado de trabalho pode evitar prejuízos de até 1,5% do PIB dos países.

A organização do estudo é da Accenture e do GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), programa global articulado pela United Way Brasil com foco na geração de oportunidades de trabalhos decentes para as juventudes, e que tem em sua rede mais de 80 organizações. O programa GOYN teve início em São Paulo em 2020 e tem o objetivo de melhorar o patamar de renda de 100 mil jovens até 2030.

O estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” se apresenta como um guia prático no desenho da Jornada da Inclusão Produtiva em uma empresa, por meio de 4 fases: formação (capacitação do jovem), planejamento (definição de estratégia e fomento), recrutamento (ações de recrutamento) e trabalho (vivência profissional). Cada momento é dividido em 3 etapas descritas em: o que pode ser feito, quem pode ajudar, recomendações e pontos de atenção.

“Esse documento é apenas o começo. Uma empresa que deseja empregar jovens deve, como primeiro passo, entender esse ecossistema e formar parcerias que fortaleçam sua iniciativa. Talvez o maior aprendizado deste estudo esteja em pensar a inclusão produtiva não como uma atividade isolada do empregador e sim como uma ação conjunta que se fortalece com as atividades existentes do terceiro setor e poder público e a partir disso gera as oportunidades de trabalho”, diz Gabriella Bighetti, diretora executiva da United Way Brasil, entidade articuladora do GOYN SP.

Cases de sucesso podem ser replicados em empresas

O documento apresenta também 5 práticas de destaques de programas realizados nas empresas Itaú, Coca-Cola Brasil, Funcional Health Tech, PwC e Magazine Luiza. As práticas selecionadas são exemplos de como executar algumas das recomendações presentes na Jornada.

O Banco Itaú vai além das cotas obrigatórias e promove inclusão de jovens através de programas de jovens aprendizes, estágio, trainee e vagas de perfil júnior. O programa de jovens aprendizes tem registro desde 2012 e alcançou a marca de 17 mil jovens impactados, com um média de 1.500 jovens ao ano. O número de aprendizes efetivados é de 4.490 jovens encarreirados. O programa de estágio começou em 2000 e já impactou 45.618 jovens, dos quais foram efetivados 24.824. Nos últimos 3 anos a média de estagiário por ano é de 4.738 jovens. A taxa de efetivação é de 40% para o programa de jovem aprendiz e 65% para o programa de estágio.

A PwC faz inclusão de jovens por meio do programa de jovens aprendizes desde 2006. Em 2016 o programa passou por uma reestruturação que teve como objetivo final o impacto social e inclusão de jovens em contexto de vulnerabilidade, totalizando 570 jovens no período de 2016 a 2021. Em 2020, 81% dos aprendizes foram efetivados.

A Coca-Cola Brasil possui um programa de jovens aprendizes e estágios, criados em 2016, com 60 jovens impactados em 2021. Todos estes jovens provêm do programa Coletivo Jovem, iniciativa de empregabilidade do Instituto Coca-Cola Brasil que oferece formação, apoia na candidatura às vagas e, durante o recrutamento, oferece a infraestrutura para quem precisa.

Para a empresa de tecnologia Funcional Health Tech, investir na parceria com instituições de ensino do terceiro setor foi a oportunidade de reforçar os valores e a cultura organizacional e, consequentemente, contratar profissionais que estão ingressando no mercado de trabalho. Este é o primeiro ano do programa, que conta com a contratação de 10 jovens para os cargos de entrada e previsão de mais 7 vagas até o final de 2021.

O Magazine Luiza conta com uma cultura empresarial inclusiva que estimula os estudos com bolsa auxílio e um programa de aprendizagem com taxa de efetivação de 72% nas áreas corporativas. A empresa faz inclusão de jovens através do programa de jovens aprendizes, estágio e trainee. O programa de Jovem Aprendiz atualmente conta com aproximadamente 1670 jovens. No último ano, 450 jovens que tiveram seus contratos encerrados no período foram efetivados e mais 370 foram admitidos no programa.

Outro programa do Magalu com foco em jovens talentos é o Programa Trainee, que gera oportunidade para jovens recém formados em universidades ou às vésperas da formatura. Em 2021, o programa teve 100% de suas vagas dedicadas a contratação de jovens negros. Ao término do programa todos têm oportunidade de assumirem posições em áreas estratégicas da companhia com cargo inicial de Analista Sênior e com forte projeção de carreira para posições de liderança.
União de movimentos pela inclusão

“Os jovens, hoje, mais do que nunca, são o ponto focal da nossa atuação. É buscando criar oportunidades e reduzir barreiras de acesso ao mercado de trabalho que criamos o movimento Pacto Coletivo Pelos Jovens, com o objetivo de convocar empresas e organizações para atuar em conjunto com foco na expansão de vagas de emprego para jovens, em oferecer mais oportunidades de desenvolvimento profissional e em estabelecer processos seletivos mais inclusivos”, conta Daniela Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil. “A trajetória rumo à inclusão produtiva de jovens-potências deve ser um esforço coletivo e intencional, em que todos nós precisamos refletir e estar atentos a vieses e estereótipos a fim de facilitar a criação de espaços para essas pessoas possam prosperar e que ciclos de pobreza sejam interrompidos”.

Além do estudo, será lançado no mesmo dia a Comunidade de Práticas, um espaço na rede social LinkedIn aberto para todas as empresas e profissionais interessados em trocar experiências, boas práticas e desafios sobre a inclusão produtiva jovem. “As empresas estão em níveis diferentes de maturidade na inclusão dos jovens e a troca entre elas é fundamental para potencializar essa agenda, visando não apenas a importância de ampliar o número de vagas para as juventudes, sobretudo os mais afetados pela falta de oportunidades, mas o olhar para a retirada de vieses nos processos seletivos, para o acolhimento, mentoria e desenvolvimento de carreira e o apoio nos casos de violências e violação de direitos”, destaca Gustavo Heidrich, oficial do UNICEF no Brasil para iniciativa Um Milhão de Oportunidades.

A Comunidade já nasce com a força de mais de 90 empresas que fazem parte da rede das iniciativas GOYN, 1MiO, Pacto Coletivos pelos Jovens e Jovens do Brasil e contará com fóruns, conteúdos formativos, apresentação de cases, artigos e histórias de vida.

“A chave para mudar a realidade das juventudes brasileiras e destravar o potencial dessa geração é a oportunidade. E isso não se resume a criação de vagas, vai muito além. Começa na criação de um programa que seja genuinamente inclusivo desde a seleção até a capacitação e progressão de carreira. Precisa ter uma preocupação real em valorizar o que novo esses jovens podem trazer para as organizações e não em enquadrá-los no perfil padrão das atuais referências pouco diversas que povoam grande parte das empresas. Esse é o favor que vemos na troca e evolução contínua de uma comunidade de boas práticas”, finaliza Fernanda Liveri, Coordenadora Geral do Movimento Jovens do Brasil.

Conselho Deliberativo da United Way Brasil tem novos membros empossados hoje

Na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária anual, a organização elegeu o novo conselho, garantindo mais diversidade e vozes para a tomada de decisões. Auditoria externa aprovou, sem ressalvas, números do balanço financeiro de 2020, reforçando a transparência da atuação da United Way Brasil.

Na manhã de 29 de abril, equipe gestora, empresas e instituições associadas à United Way Brasil se reuniram para realizar a Assembleia Ordinária e Extraordinária com o objetivo de eleger presidente, vice e novos membros do Conselho Deliberativo, aprovar as demonstrações financeiras do exercício de 2020 e conhecer o parecer da auditoria externa sobre o balanço financeiro.

Na primeira parte da reunião virtual, candidatos à eleição foram apresentados e aberta a votação. Para assumir a presidência do Conselho Deliberativo, nos próximos dois anos, elegeram Juliana de Azevedo (Presidente da P&G) e para a vice-presidência, Luciene Lopes Sanfilippo (vice-presidente de RH da Lear do Brasil). Passaram a também compor o conselho: Leonardo Framil (CEO Accenture), Marcelo Oromendia (presidente da 3M do Brasil), Nina Silva (fundadora do Movimento Black Money) e Tony Marlon (educador e comunicador social), garantindo mais diversidade à gestão, uma das premissas assumidas pela United Way Brasil para fortalecer a sua governança. 

Nos últimos dois anos, Orson Rhazes (vice-presidente da Ecolab) esteve à frente da presidência desse conselho e sua gestão impecável foi marcada pela equipe da organização por meio de uma homenagem durante o evento. O legado de Orson é essencial para a continuidade de um trabalho que, apesar das constantes crises locais e mundiais, tem avançado no objetivo de apoiar o desenvolvimento das novas gerações de brasileiros.

Clique aqui e conheça todos os membros de nosso Conselho Deliberativo. 

Excelência na prestação de contas 

Na segunda parte da reunião, foi compartilhado o relatório da TATTICA Auditores Independentes, com a análise das demonstrações contábeis da organização, denotando a transparência das informações que compõem todos os tópicos do balanço, aprovado pelos auditores na sua totalidade, sem qualquer ressalva. 

A prestação de contas da United Way Brasil, assim como a formação de um conselho diverso, reflete o trabalho totalmente focado na causa da infância e juventude para apoiar a construção de uma sociedade mais justa para todos. Trabalho este que, em 2021, completa 20 anos no País.

Neste link, acesse o Relatório de Atividades 2020, com descrição da atuação da organização, os resultados alcançados, as demonstrações contábeis e o parecer da auditoria: https://unitedwaybrasil.org.br/wp-content/uploads/2021/04/RA_ABRIL_2021-_.pdf 

Os 20 anos da United Way Brasil e o futuro de um grande legado

A United Way Brasil completa, este ano, duas décadas de atividades no País. Todo a bagagem construída até aqui nos conduz a uma nova etapa com um novo posicionamento institucional: queremos ser reconhecidos como uma organização que investe no desenvolvimento das novas gerações de forma colaborativa junto às empresas associadas para gerar impacto coletivo e mudanças sociais sistêmicas. 

Para tanto, todo o nosso empenho em 2021 se dará para o fortalecimento de um ecossistema que atue conjuntamente, mobilizando empresas e negócios para que assumam o seu papel nas transformações que temos de empreender. 

É essencial ressaltar que a pandemia gerada pela Covid-19 exigiu novos olhares e ações que demandaram aprendizados em um curto espaço de tempo para garantir que as operações das iniciativas pudessem ser preservadas, apesar de toda a crise sanitária que enfrentamos e que ainda persiste, ampliando as desigualdades sociais, com graves consequências à primeira infância e juventudes, nossos públicos-alvo.

A expertise da United Way Brasil foi determinante para enfrentar os desafios de 2020 e indicar a trajetória que queremos empreender a partir de agora. Nosso DNA reúne características que não só ajudaram a fortalecer projetos e programas no auge da crise como os levaram muito além, ganhando escala.

Devemos esse avanço à capacidade de conectar empresas à sociedade, por meio de causas essenciais ao bem-estar coletivo.  Ou seja, não atuamos sozinhos e o trabalho em rede é o nosso principal pilar. Por isso, para 2021, vamos dedicar grande parte de nossos esforços para comunicar a importância do Segundo Setor na solução de questões que afetam o desenvolvimento social do País. Para tanto, estaremos ao lado das empresas, oferecendo apoio e consultoria, a fim de que possam definir os aspectos ambientais, sociais e de governança para favorece a sustentabilidade de suas marcas, seguindo a pauta ESG investing (Environmental, Social and Governance).

Objetivos para 2021

Certos de nossa missão, conhecedores de nossos limites e nossas capacidades, vamos aportar diferentes recursos para ampliar a abrangência dos nossos programas de primeira infância e juventude.

Essa ampliação não se limita aos públicos-alvo das iniciativas. Por meio de uma estratégia estruturada, queremos mobilizar mais empresas para que passem a também fazer parte dessa rede colaborativa. Também está em nosso escopo intensificar nossa influência, com base em conhecimentos e práticas bem-sucedidas, sobre políticas públicas voltadas às populações que atendemos.

Para a primeira infância, vamos nos dedicar a atender mais famílias e levar a experiência digital do programa Crescer Aprendendo a outras partes do País, inclusive com o objetivo de transferir essa solução social para municípios e estados interessados. Nas regiões em que o controle pandêmico seja seguro, a atuação do programa poderá se dar de forma híbrida, ou seja, com encontros presenciais e formações virtual das famílias.

Para as  juventudes, temos como meta atender mais jovens de São Paulo e Recife, fazendo o recorte de vulnerabilidade e raça. Por meio do programa Competências para a Vida, iremos apoiar a juventude negra e das periferias na construção de um projeto de vida que contemple seus sonhos e possibilite uma carreira profissional bem-sucedida. Esse trabalho terá suporte de uma rede de mentores voluntários, formada pelos colaboradores de nossas empresas parceiras.

A iniciativa pretende mitigar os problemas causados pela crise sanitária, como o aumento da evasão escolar e do desemprego entre os jovens, especialmente os mais vulneráveis. Daremos ênfase a oportunidades de formação e trabalho para negros e negras nas carreiras digitais, em que há vagas disponíveis, mas falta de mão de obra especializada para preenchê-las. 

Ainda com relação à juventude, somos o parceiro articulador do Aspen Institute, idealizador da iniciativa global GOYN. Em São Paulo, lançamos mão da nossa capacidade de reunir e organizar diferentes atores para construir coletivamente soluções voltadas à inclusão produtiva dos jovens das periferias. Contamos com a participação de mais de 80 empresas, instituições e pessoas e, em 2021, vamos, conjuntamente, implementar protótipos e prospectar parceiros e jovens para concretizá-los nos territórios. Nossa meta, até 2030, é apoiar 100 mil jovens da cidade para que ocupem postos de trabalho dignos ou empreendam o próprio negócio.

Um trabalho integrado e intersetorial

Outro “pulo do gato” de nosso planejamento em 2021 é atuar de forma interprogramática, ou seja, as iniciativas de um programa podem envolver os demais, por meio de ações, estratégias comuns, campanhas e diálogos para fortalecer objetivos e alcançar metas. Vamos sair das “caixinhas” e derrubar muros. Essa mesma lógica pretende envolver empresas parceiras e aquelas que passarão a nos apoiar este ano, seja por meio do programa de Voluntariado Corporativo, seja por meio de oportunidades intersetoriais para ampliar nosso impacto e abrangência. Dessa forma, também iremos ajudar as corporações a qualificar sua atuação social em favor das novas gerações. 

Só assim conseguiremos avançar no desejo de uma sociedade mais inclusiva, que semeie a justiça e a equidade desde as primeiras fases da existência humana. Mas, para isso, precisamos ampliar a rede, contar com mentes e corações que pensem como nós e acreditem na nossa capacidade de influenciar e transformar realidades coletivamente. É dessa maneira que queremos celebrar os 20 anos da United Way Brasil: com você e sua empresa ao nosso lado! Vamos juntos?

GOYN apresenta soluções para a inclusão produtiva dos jovens das periferias

Evento realizado no último dia 24, reuniu jovens-potência, organizações, empresas e especialistas em inclusão produtiva para apresentar protótipos de projetos que serão implementados em 2021. 

Pautado no mote que defende a equidade de oportunidades para enfrentar as desigualdades de empregabilidade entre os jovens de São Paulo, o Global Opportunity Youth Network (GOYN) foi oficialmente lançado no maior polo econômico da América Latina, no dia 24 de novembro, durante a live transmitida na página do YouTube da United Way Brasil. A organização é responsável, no País, pela articulação e mobilização de uma ampla rede colaborativa, atualmente com mais de 80 atores, para criar oportunidades dignas de trabalho às diferentes juventudes.

O programa global, que está em outras seis cidades do mundo, criado pelo The Aspen Institute, concretiza-se em cada nação por meio de um grupo gestor, responsável por traçar os passos do GOYN localmente, com a participação ativa do Núcleo Jovem, formado por jovens-potência.

No Brasil, esse grupo conta com representantes das instituições Accenture, Em Movimento, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Coca-Cola, Itaú Educação e Trabalho e J. P. Morgan.

Como parceiros globais, o Goyn conta com Aspen Institute, Catholic Relief Services, Global Developer Incubator, Prudential, Youth Build International.

Quem assistiu ao evento do dia 24 pôde mergulhar na proposta e entender como o GOYN atua, seus objetivos de médio e longo prazo e quais as formas de participar dessa onda de mudanças que circula na cidade, desde abril de 2020, e que necessita de mais parceiros para alcançar a meta de inserir produtivamente 100 mil jovens em 10 anos – e beneficiar os mais de 700 mil jovens-potência que vivem, atualmente, em São Paulo.

Soluções concretas, sistêmicas e colaborativas

O auge do evento de lançamento se deu com a apresentação dos jovens sobre as mesas de trabalho realizadas pelo GOYN nos últimos meses, para traçar soluções aos desafios mais urgentes à inclusão dos jovens-potência no ecossistema produtivo da cidade. Tais mesas se configuraram a partir da ampla escuta de múltiplos atores e nos resultados de pesquisas e estudos gerados para o GOYN (veja alguns achados nos boxes Desafios).

A primeira apresentação trouxe a questão da desconexão entre os conteúdos do ensino formal (que leva à evasão escolar e à repetência), a realidade dos jovens-potência e os sistemas de seleção e recrutamento, comumente adotados pelas empresas. Para enfrentar esse desafio, as organizações, empresas e jovens participantes do GOYN desenharam o Programa Trilhando. A proposta é criar uma força-tarefa para realizar a curadoria de instituições de ensino que apoiem os jovens na elaboração de projetos de vida, por meio de formações, e de empresas que os coloquem em contato com as expectativas do mundo do trabalho, por meio do financiamento de mentorias e demais estratégias de capacitação. Dessa forma, as juventudes poderão fazer as conexões necessárias para traçar planos relacionados com seus sonhos de futuro, atendendo, também, às demandas do mercado.

Na mesa de trabalho do Programa Trilhando, além dos jovens-potência estavam representantes do Ceap, Cedaps, Cieds, Fundação Iochpe, Instituto Ayrton Senna, Instituto Reciclar, Novotec, Recode, Vocação e United Way Brasil.

A tecnologia foi tema da segunda apresentação. Grande parte dos jovens-potência até se mantém conectada ao mundo virtual, mas precariamente. Outra parte, nem acesso tem às tecnologias. E a maioria não faz uso delas para promover sua inclusão produtiva. O Programa Perifa Digital se propõe a construir essa mentalidade digital a partir dos territórios onde vivem as juventudes. Para isso, vai capacitar os jovens-potência a fim de que assumam o papel de multiplicadores de uma nova visão. Por meio da criação de projetos práticos, em parceria com organizações influentes nos territórios, de encontros e bate-papos, o objetivo é dar acesso às informações relevantes, às referências do mundo tecnológico e ao desenvolvimento de competências básicas para a inclusão digital.

A mesa de trabalho do Programa Perifa Digital contou com os jovens-potência e os representantes das instituições Fundação Telefônica Vivo, Generation Brasil, Laboratoria e +1 CODE.

Ainda dentro do tema da tecnologia, a terceira apresentação trouxe soluções para qualificar a força produtiva jovem a fim de que atenda à crescente demanda de oportunidades nas áreas de tecnologia. O que se sabe é que existe a procura, mas faltam profissionais qualificados para atendê-la. O Programa Plataforma Digitalis quer justamente contribuir a essa qualificação, por meio de um hub digital de capacitação e empregabilidade gratuito, que também otimize a busca por cursos e oportunidades de trabalho para carreiras na área. Tanto as formações como as vagas, disponibilizadas na plataforma, podem ser ofertadas por empresas e organizações que estão ou não na rede do GOYN. Além de potencializar o preenchimento de vagas, o programa quer apoiar as empresas na contratação mais assertiva para reduzir tempo e custo gerados pelos processos de seleção. 

A mesa de trabalho que desenhou o programa contou com os jovens-potência e as organizações Accenture, Generation Brasil, Laboratoria, Proa, Taqe e Vocação.

A última exposição da live apresentou o programa Rede Empresas-Potência, que tem o objetivo de qualificar a visão do empregador a fim de que identifique os diferentes benefícios que a contratação dos jovens-potência pode trazer à sua empresa. O que se pretende é transformar a atual percepção dessa contratação como um vetor de “riscos” para um vetor de “inovação”. Portanto, é necessário rever os processos de seleção e recrutamento tradicionais, que muitas vezes estão carregados de vieses inconscientes.

Estruturar uma rede que conecte empresas inclusivas, cuja estratégia de contratação contemple inovações para garantir o aproveitamento desses talentos, tende a fortalecer uma nova visão sobre o jovem-potência. Por meio da rede, as empresas poderão alinhar esforços, compartilhar conteúdos, boas práticas, treinamentos para lideranças e cases de sucesso, tornando-se referências no ecossistema produtivo da cidade.

A construção do programa contou com a participação dos jovens e das instituições ABRH SP, Accenture, Cedaps, Digital Innovation One, Eureca, Instituto Coca-Cola Brasil, IOS, Pepsico, Rede Cidadã e United Way Brasil.

Dentre os próximos passos do GOYN em São Paulo estão os objetivos de engajar mais atores nessa grande onda e colocar em prática os protótipos dos programas, em 2021. Qualquer organização, empresa e especialista que comungue dessa urgência pode apoiar e atuar no GOYN. Basta entrar em contato, por meio do preenchimento do formulário de adesão: https://bit.ly/facaparteGOYN

Somos muitos, somos tantas, mas precisamos de mais! Precisamos de você!

*Fontes de dados e informações deste artigo: Análise Accenture para GOYN (2020); Relatório “Juventudes, Educação e Projeto de Vida” (2020); Trabalhos dos sonhos de jovens hoje correm risco de não existir no futuro (2020); Estudo “Competências e Empregos: Uma Agenda para a Juventude” (2018); Relatório “Ações afirmativas das 500 maiores empresas do Brasil” (2016).

Assista à live na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=-BDD4c-2oVk

Quer acessar mais informações sobre a realidade dos jovens-potência? Clique aqui: http://bit.ly/dadosgoyn

Dia Viva Unido Juventude traz diversidade e responsabilidade social como tema de mentoria

Iniciativa anual do Programa Competências para a Vida, da United Way Brasil, o Dia Viva Unido Juventude reuniu colaboradores voluntários das empresas parceiras para trocar informações e experiências sobre suas trajetórias profissionais e discutir temas sociais com os jovens participantes do programa.

No ano marcado pela pandemia gerada pela Covid-19, o Programa Competências para a Vida, voltado às juventudes, realizou mais uma edição do Dia Viva Unido Juventude, no mês de outubro, desta vez no formato digital, respondendo às necessidades de distanciamento social exigidas pela crise sanitária.

Para isso, convidou colaboradores das empresas parceiras do programa para compartilharem suas experiências profissionais durante duas sessões de mentoria para jovens das cidades de São Paulo (SP) e Recife (PE).

Por meio de salas virtuais, criadas em uma plataforma digital, mentores (voluntários) dialogaram com os mentorados (jovens) para contar como chegaram aonde estão profissionalmente, sanar dúvidas e acolher as expectativas dos jovens sobre como superar os desafios que, muitas vezes, tendem a dificultar a caminhada em direção à realização profissional. 

“Neste ano, durante a realização das reuniões on-line do programa, os jovens definiram dois temas para explorar no Dia Viva Unido com os mentores voluntários: diversidade e responsabilidade social das empresas. Por isso, as conversas trouxeram essas duas temáticas como ponto de partida. Cada empresa explicou quais são suas políticas internas e como elas favorecem a inclusão dos diferentes stakeholders, além de apresentar soluções diferentes para lidar com a questão ambiental e social. Essa explanação mostrou o nível de engajamento das empresas com esses temas, que podem servir de parâmetro ao jovem quando tiver que escolher onde ele quer atuar profissionalmente”, conta Cintia Kogeyama, coordenadora da área de juventude da United Way Brasil.

As percepções dos jovens

O Dia Viva Unido Juventude tem como objetivo proporcionar aos jovens mais informações sobre as empresas e as diferentes profissões, com base na trajetória e percepção dos mentores voluntários. Em 2020, 128 jovens, de 16 a 27 anos, participaram dessa experiência. Eles estão ligados às organizações parceiras da United Way: ONG Pró-Morato e Coletivo Ermelino Matarazzo (SP), Coletivos Vila Rica e Cabo (PE) e os jovens aprendizes da empresa Lear (SC).

Nesta edição, os jovens foram mais a fundo para entender o quanto as empresas trabalham a diversidade e a responsabilidade social no dia a dia de suas equipes.

Do total dos participantes, 80 responderam a uma avaliação sobre essa experiência, sendo que, em uma escala de 1 a 5, 65 deram nota 5 para as políticas de diversidade e responsabilidade social das empresas; 63 aprovaram a agenda do Dia Viva Unido e 69 deram a nota máxima (5) ao evento.

“Foi uma experiência muito gratificante. Os voluntários são maravilhosos, sempre com um assunto na ponta da língua”, avaliou um dos jovens participantes. Outro ainda reforçou: “Foi muito bom e me trouxe muito conhecimento sobre as áreas da empresa”.

As percepções dos voluntários

O voluntariado corporativo é um dos pilares de atuação da United Way Brasil, promovido pelo Dia Viva Unido Juventude com o objetivo de fortalecer a causa dos jovens e de estimular a participação dos colaboradores em uma ação que terá impacto no sucesso profissional dos jovens do Programa Competências para a Vida. 

Em 2020, 63 colaboradores das empresas parceiras se candidataram para serem mentores do Dia Viva Unido Juventude. Do total, 34 responderam à pesquisa de avaliação, sendo que 27 deram nota máxima para o evento (5). Todos afirmaram que querem participar dessa experiência novamente e 28 dos respondentes acharam que suas empresas foram eficientes na divulgação da iniciativa para engajar suas equipes.

“Evento e proposta maravilhosos. Eu particularmente gostaria de estar presente em todos os eventos. Fiquei muito feliz”, revela um dos mentores voluntários. Outro ainda reforçou a importância da iniciativa: “Parabéns pela atitude da United Way Brasil e, principalmente, pela disposição dos jovens em participar! É tão bom para todos nós vermos que ainda existem tantas pessoas interessadas em pessoas”.

O Dia Viva Unido Juventude 2020 contou com a parceria e o engajamento das seguintes empresas: Eastman, Ecolab, Eli Lilly, Lear, Learn to Fly, Morgan Stanley, Owens IIIinois Brasil, PricewaterhouseCoopers, P&G.

Para saber mais sobre o voluntariado corporativo da United Way Brasil, acesse: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/voluntariado/

Ação de voluntariado reúne empresas e colaboradores em favor da primeira infância

O Dia Viva Unido Primeira Infância, realizado pela United Way Brasil, ganhou novo formato para atender às restrições impostas pela pandemia, sem perder o objetivo de apoiar famílias vulneráveis com crianças de 0 a 6 anos.

Um dos pilares do trabalho da United Way Brasil, responsável por articular diferentes atores para que atuem em favor de causas sociais, é o voluntariado corporativo.

Todos os anos, para colaborar com o desenvolvimento infantil e a parentalidade positiva de famílias em situação de vulnerabilidade, a organização promove o Dia Viva Unido Primeira Infância, quando reúne os colaboradores das empresas associadas e parceiras para realizar iniciativas de integração e de melhorias nos espaços frequentados por crianças de 0 a 6 anos (creches, CEIs, praças etc.), atendidas pelo Programa Crescer Aprendendo.

A ação envolve uma ampla mobilização tanto da United Way Brasil como das empresas, que abrem espaço às suas equipes para que integrem a proposta, dando suporte à participação ativa do Dia Viva Unido.

Com a pandemia causada pelo coronavírus, que exigiu o isolamento social, a equipe da United Way Brasil repensou o formato do Dia Viva Unido, imprescindível em um momento tão complexo.

Por isso, a edição do Dia Viva Unido Primeira Infância de 2020 foi totalmente digital para os voluntários, que se inscreveram em no hot site do evento e escolherem uma dentre as atividades propostas: contação de histórias, show de talentos e doação de kit lúdico.

Live promove interação de crianças e suas famílias

No dia 6 de novembro, nas páginas do Facebook e do YouTube da United Way Brasil, as famílias atendidas pelo Programa Crescer Aprendendo e os voluntários se encontraram virtualmente na live Dia Viva Unido Primeira Infância.

Conduzida pela atriz Carol Loback, e com a abertura realizada por Gabriela Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, e Orson Rhazes Ledezma Castro, Presidente do Conselho da organização, a live mostrou os talentos de diferentes voluntários, em um show com música e malabarismo. Também compartilhou cenas do drive-thru, realizado no Centro de Educação Infantil Albertina, em São Paulo, para as crianças que, devidamente protegidas, foram receber os kits lúdicos, doados pelos voluntários, das mãos de professores e funcionários.

Outro ponto forte da live foi o bate-papo com a mãe, blogueira e uma das idealizadoras do site Tempo Junto, Patrícia Camargo. Por quase uma hora, Pat falou sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil e deu dicas de brincadeiras, “agitando” o chat, com muita conversa e trocas sobre as experiências de brincar que pais, responsáveis e crianças estavam vivenciando ao vivo.

O Dia Viva Unido Primeira Infância no formato digital foi um marco no voluntariado corporativo da United Way Brasil, porque, apesar de todos os desafios, conseguiu atingir a marca histórica de mais de 2 mil famílias de 12 cidades e 4 estados beneficiadas pelas ações desenvolvidas.

Essa edição contou com a parceria de 14 empresas e a participação de 160 voluntários que dedicaram tempo, recursos e habilidades para fomentar o desenvolvimento saudável de crianças na primeira infância. 

Clique no link para ver ou rever os melhores momentos do Dia Viva Unido: https://www.youtube.com/watch?v=m96-Zi3ZSa0&list=PL678y5q5ihcdGQ4lRU77VhxBmYX-omblc&index=13

Para mais informações sobre como fazer parte do voluntariado corporativo da United Way Brasil, acesse: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/voluntariado/

Voluntariado: estratégia para enfrentar as desigualdades sociais

“Como cidadãos organizados, temos de olhar para a nossa consciência e dizer: esta maneira de ser – e digo a maneira de ser indiferente –, de estar indiferente ao sofrimento do outro (…) é contra o reconhecimento de que todas as pessoas nascem iguais e têm os mesmos direitos, nem mais e nem menos direitos.”

Graça Machel, moçambicana, ativista negra e protagonista da independência de Moçambique e do Apartheid, em live realizada pela parceria United Way Brasil, P&G e Lear Corporation

O atípico momento, revelado pela pandemia e suas consequências, tem exigido mudanças estruturais na nossa forma de ver e estar no mundo, se quisermos sair disso tudo melhores, como uma sociedade mais saudável e humana.

Interessante pensar no caráter “democrático” da Covid-19: atinge todos e todas. Por outro lado, o mais inquietante é perceber que, por conta da desigualdade absurda em que estamos inseridos, os efeitos do vírus não seguem essa equidade. Os mais pobres e vulneráveis economicamente são os que têm suas chances de sobrevivência reduzidas quando são confrontados pelos efeitos do coronavírus e do isolamento social. Ou seja, além da maior probabilidade de se contaminarem, ainda sofrem com a falta de recursos para manter suas necessidades básicas. Porém, os impasses não param por aí. Temos que nos perguntar: o que fazer para apoiar quem está na base da pirâmide social e minimizar os efeitos nefastos da pandemia em suas vidas?

Voluntariado em tempos de isolamento 

Uma das vertentes do trabalho mundial da United Way é o voluntariado, especialmente com as empresas que nos apoiam e que direcionam recursos aos nossos programas sociais de primeira infância e juventude.

A pandemia nos colocou diante de um desafio: migrar as ações presenciais para o formato on-line. Fizemos essa mudança estratégica com os programas e, também, com o voluntariado. A situação acabou se transformando em oportunidade para ampliar o alcance de nossas iniciativas, via meios digitais. 

No que diz respeito ao voluntariado, criamos uma ampla estratégia para envolver os colaboradores das empresas nos nossos programas. 

As crianças do Crescer Aprendendo (voltado à primeira infância) serão impactadas por diferentes ações que começaram a ser planejadas em setembro. Desenhamos atividades que vão proporcionar aos pequenos momentos lúdicos, de brincadeiras, convívio familiar, criatividade e faz-de-conta, temas essenciais ao desenvolvimento saudável de toda criança, prejudicados pelos desafios que as famílias enfrentam atualmente.

Nossa equipe está capacitando os voluntários para contarem histórias, elaborar vídeos e participar de um dia especial, em rede, com centenas de crianças e suas famílias. 

Para a juventude, por meio do programa Competências para a Vida, o voluntariado acontece no formato de mentorias, que têm alcançado bons resultados tanto para os mentorados como para os mentores. O objetivo é dar aos jovens oportunidades de repensarem suas vidas pessoais e profissionais para além da pandemia, com suporte de quem já viveu essa fase da vida e, também, teve de vencer tantos desafios. Boa parte dos jovens desanimou e não vê como tocar seus projetos de vida e as mentorias apoiam nesta importante retomada.

Toda essa experiência e a nossa capacidade de articulação vêm mostrando que o voluntariado digital se configura não só como uma medida de urgência, mas como uma estratégia que veio para ficar, por ser segura, eficaz e escalável. As possibilidades de as pessoas colaborarem virtualmente junto às organizações sociais são amplas e incontáveis e abarcam qualquer cidadão que queira colaborar.

Voltando à indignação de Graça Machel, expressa no texto que abre este artigo, é muito importante não naturalizar ou se conformar com desigualdades sociais, porque são elas que agravam – e muito – os efeitos da pandemia.

Por isso, estamos abertos para discutir formatos e maneiras de atuar, especialmente na área de voluntariado digital. Vamos juntos? 

Live reúne empresas e jovens para dialogar sobre inclusão produtiva

Realizada pela Global Opportunity Youth Network (GOYN) do Brasil, no último dia 6, o encontro deu voz a diferentes atores do ecossistema produtivo, tendo como pano de fundo dados e evidências sobre a realidade das juventudes e as oportunidades de inclusão da cidade de São Paulo, além de propor uma ampla estratégia para unir as pontas de forma sistêmica e sustentável.

Gabriela Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, abriu o evento, apresentando o Global Opportunity Youth Network (GOYN/O Futuro é Jovem, no País), sua missão, visão e os objetivos em São Paulo, uma das seis cidades dos cinco países onde o programa acontece (Colômbia, África do Sul, Quênia, Índia e Brasil).

O movimento atua pela inclusão produtiva das diferentes juventudes para que o desenvolvimento global, em todos os seus âmbitos, possa ser sustentável. Mas por que São Paulo? “De um lado, a cidade possui quase 800 mil jovens, com 15 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica que estão sem trabalho e/ou sem estudos. Do outro, temos uma infinidade de projetos de fundações familiares e empresariais, políticas públicas, startups e corporações que focam essa inclusão, mas nem sempre chegam aos que mais precisam de oportunidades. O papel do GOYN é reunir todos esses atores, que têm perspectivas diferentes sobre as juventudes, ou do lado da demanda ou do lado da oferta, para uma atuação colaborativa e coletiva, a fim de provocar uma mudança sistêmica e sustentável que responda ao desafio da inserir os jovens nesse ecossistema”, explanou Gabriella.

Em cada país, o GOYN seleciona uma organização-âncora para organizar sua atuação. No Brasil, a United Way é responsável por articular os diferentes atores, com o apoio do grupo gestor e parceria com empresas e organizações. “Trabalhamos juntos desde janeiro e, até agora, articulamos 60 instituições voltadas à educação formal, empreendedorismo, rede de formação técnica e de competências socioemocionais, organizações de pesquisa, advocacy e startups. Neste momento estamos na etapa do desenho de soluções. Nosso objetivo é incluir 100 mil jovens para que a iniciativa se torne sistêmica e escalável”, complementou Gabriella.

Para Vivianne Naigerborin, Superintendente da Fundação Arymax, que compõe o grupo gestor do GOYN no Brasil, o conceito de Inclusão produtiva ganha ainda mais relevância no atual contexto e abarca a inserção por meio do empreendedorismo urbano e rural e da empregabilidade, levando em conta os mercados mais promissores e as novas relações profissionais. “Um amplo estudo que a Fundação realizou no ano passado, em parceria com o Instituto Veredas, mostrou que temos hoje a maior força jovem disponível na história do País e que é preciso apoiar o jovem antes, durante e após a inserção, o que inclui métodos adequados de seleção e recrutamento, formação conectada à realidade das juventudes e detecção de talentos”.

Vagas que sobram versus alta do desemprego: dicotomia das desigualdades

Leonardo Framil, CEO da Accenture da América Latina, que também integra o grupo gestor, reforçou a importância dos dados e evidências para a tomada de decisões sobre o tema. Ampla pesquisa realizada pela Accenture detectou informações importantes que têm embasado as estratégias da ação em São Paulo. A cidade possui 2.7 milhões de jovens na faixa de 15 a 29 anos, com cerca de 810 mil em situação vulnerável, sendo que pouco mais de 47 mil estão empregados e têm nível superior completo. Pouco menos de 800 mil jovens estão sem trabalho e/ou sem estudo, sendo 70% deles moradores de bairros nos extremos leste e sul da cidade e 20% responsáveis pelos seus domicílios.

“Quando verificamos o perfil do primeiro emprego, temos uma preocupação adicional: grande parte desses jovens inicia a carreira em vagas impactadas pela automação. Esse dado é mais um fator que reforça o senso de urgência em atuar pela inserção desses jovens. Em contrapartida, as carreiras que mais aumentaram as demandas estão focadas na tecnologia, especialmente no pós-pandemia, mas não são as mais acessadas pelos jovens. Temos vagas que sobram, enquanto o desemprego permanece, porque não existe mão de obra especializada para preenchê-las. Essa dicotomia vai aumentar e se potencializar caso não ajamos coletivamente”, reforça Framil.

Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, trouxe dados da iniciativa mundial, lançada pela ONU, em 2018, Generation Unlimited  (Um Milhão de Oportunidades, no Brasil), para corroborar a importância de se investir em ações coletivas que promovam uma mudança sistêmica de inclusão e permanência do jovem no mundo produtivo. Para ela, crianças e jovens são vítimas ocultas da pandemia e irão sofrer consequências de curto, médio e longo prazo por causa, por exemplo, do fechamento das escolas, que amplia o risco da evasão, assim como a falta de acesso à internet para manter os estudos a distância.

“É o momento-chave para garantir oportunidades de formação, educação formal, trabalho, inclusão digital. Por isso, o movimento Um Milhão de Oportunidades criará uma plataforma virtual para reunir, no mesmo espaço, quem busca a oportunidade e quem a oferece”, explica Florence.

Unir pontas para trabalharem juntas

Na última parte, o evento promoveu o diálogo entre as pontas do ecossistema produtivo. Ana Inez Eurico (28 anos) e Henrique Medeiros (20 anos), participantes do Núcleo Jovem do GOYN, compartilharam suas experiências e desafios. “A primeira questão é a do transporte, as distâncias. Sendo mãe, negra e da periferia, o recorte ainda é maior, como mostram as estatísticas. Como mãe, preciso acordar mais cedo, organizar a rotina dos meus filhos, além de pensar na volta do trabalho e na logística com as crianças. Outro aspecto são os estereótipos e o preconceito, como o de que a mulher negra da periferia é barraqueira, se veste mal, não tem postura. Na entrevista de emprego – aconteceu comigo – a gente se coloca de uma forma que quebra esses paradigmas e as pessoas se chocam. Isso é muito ruim em vários sentidos. Hoje vejo a inserção produtiva a partir de várias perspectivas, tanto como aluna de projetos e educadora social como participante da construção e viabilização de iniciativas de inserção”, comenta Ana.

Henrique ressaltou a potência dos coletivos e de como os territórios podem atender várias demandas das empresas. “Dados da Aliança Bike que mostram que 75% dos entregadores de aplicativos em São Paulo tem até 27 anos e 40% destes só cursaram o ensino fundamental, questões estruturais importantes para nos atentarmos. Os coletivos têm um grande papel nesse contexto, porque são espaços que nos ajudam a sonhar e viabilizar projetos. Com todo o avanço digital, o jovem não precisa mais perder duas horas para chegar ao trabalho. Temos nas periferias coletivos de educação, de comunicação, de designer, por exemplo. Podemos suprir muitas demandas das empresas com qualidade”, reforça.

Juliana, CEO da P&G no Brasil, acredita que este momento é um divisor de águas e, embora a crise sanitária e econômica traga uma pressão maior para a juventude em situação de vulnerabilidade, pode, também, gerar oportunidades, porque, segundo ela, a pandemia sensibilizou a sociedade e as empresas como nunca aconteceu antes.  “Na P&G, por exemplo, reconhecemos que ainda não temos a diversidade racial necessária em nossos escritórios. Grande parte das pessoas negras e pardas mora nas periferias, mas a tecnologia tem ajudado muito a aproximá-las. Os processos de recrutamento presencial eram uma primeira barreira para esses jovens. Durante a pandemia, mais do que dobramos a presença desses jovens nas seleções virtuais. Vimos que o inglês e outras questões estavam atrapalhando a inserção dos jovens. Criamos o programa P&G pra Você, que oferece curso de inglês e mentoria. Os resultados são excelentes e trazem benefícios a longo prazo para os jovens e para a empresa. É um exemplo simples que traduz uma parte do trabalho do GOYN, em garantir diversidade e equidade na inserção produtiva, o que é muito estratégico para nós. Esforços como esse podem me dar as pontes de contato e me fazer conhecer barreiras que eu não sabia que existiam para encontrar saídas que garantam a inserção produtiva dos jovens”, concluiu Juliana.

O GOYN no Brasil (O Futuro é Jovem) é gerido pelas seguintes instituições: Accenture, Em Movimento, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Coca-Cola Brasil, J.P. Morgan e United Way Brasil (parceiro-âncora).

Confira a live completa no link: https://www.youtube.com/watch?v=zMAWasdzTos&t=22s
Faça parte do GOYN: daniela@unitedwaybrasil.org.br
Saiba mais: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/goyn/

Famílias interagem com especialistas em live sobre pandemia e comportamento da criança

No dia 24 de setembro, a convite do programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil, Alexandre Coimbra, Daniel Becker e Maria Beatriz Linhares dialogaram sobre como os pais podem apoiar seus filhos neste momento da pandemia, sem perder de vista os limites, o uso moderado das telas e a calma com os comportamentos adversos das crianças.  

“Cuidar das crianças em tempo de pandemia: o papel da família” foi a primeira de uma série de lives que serão realizadas pelo programa Crescer Aprendendo, de primeira infância, da United Way Brasil.

A inciativa faz parte da estratégia de formação de quase 3 mil famílias em situação vulnerável de 12 cidades, em 4 estados, que recebem conteúdos diários sobre desenvolvimento infantil, por meio de grupos no WhatsApp.

Durante o evento, temas como a flexibilização com relação a limites e rotinas no isolamento social, eventos de birra e irritabilidade, briga entre irmãos, a forma como regular as emoções das crianças e dos adultos permearam a discussão. 

O estresse e cansaço dos pais e cuidadores também foram abordados com dicas de como não perder a paciência quando a criança tem um comportamento inadequado: sair de cena, respirar fundo, pensar um pouco e voltar mais calmo, chamando ao diálogo.

“As crianças podem não ter sido impactadas pela doença do vírus, mas foram impactadas em cheio no lado emocional. Elas estão sofrendo. Elas precisam brincar ao ar livre, perderam o contato com os amigos, com a escola. A gente pode falar com outro adulto para compartilhar nossas angústias. As crianças, não. Elas não conseguem se expressar. E aí regridem, voltam a fazer xixi na cuequinha ou calcinha, comem demais, ou não querem comer, sentem cansaço, fazem birra… Comportamentos que expressam o medo que está dentro delas. Primeira coisa é acolher essa criança. Ela pode e tem direito de sentir raiva, porque, no fundo, essa raiva é a angústia que ela sente. Brigar com ela não adianta. Nós somos os adultos. Nós podemos nos controlar, mesmo com raiva também. A melhor maneira de curar tudo isso é brincar e, se possível, ao ar livre”, explica o pediatra Daniel Becker.

Sobre a agressividade, especialmente entre irmãos, Beatriz Linhares explica: “Se a criança tem dois anos e está ali disputando um brinquedo, isso se chama agressividade instrumental. Os adultos têm um papel importante para ensinar a criança a compartilhar, a ser cooperativo. Mas a criança maior pode ter uma agressividade mais hostil, de querer agredir para machucar. De novo, os pais também têm um papel importante nesse momento, porque é hora de ensinar a se relacionar, mediando esse processo que a criança está exercitando. Aprender a se colocar no lugar do outro”.

Não rotule a criança

Uma das questões trazidas pelo público foi sobre a inquietação das crianças, que nesta fase estão mais agitadas e não param nunca, deixando os pais sem saber o que fazer. A agitação pode estar ligada à angústia que a criança sente com toda a situação atual. Alexandre Coimbra reforça que “muitas vezes queremos entender as angústias da criança e dar conta delas. É muito difícil que a gente entenda, o que gera angústia na gente. Por isso, não devemos guardar as nossas angústias. É importante buscar pessoas perto de você que você acha que podem te ajudar a entender seu filho, a não julgar seu filho, a não colocar um rótulo no seu filho, porque, na hora que a gente resolve uma angústia  com um rótulo – ‘ele é danado’, ‘ele é preguiçoso’ –, quando a gente coloca esses rótulos, a gente deixa de escutar a criança, a gente perde a curiosidade de entender que pessoa é aquela e o que está acontecendo com ela”. 

Durante uma hora, os especialistas puderam levar às famílias do programa e demais internautas informações importantes para qualificar a relação familiar, dentro de um contexto tão complexo imposto pela pandemia.

A interação do público com perguntas e comentários, tanto na página da United Way Brasil no Facebook como na do YouTube, mostrou não só o interesse pelo tema, mas como essas famílias precisam e querem apoio para zelar pelo desenvolvimento de seus filhos. Também denotou que elas se sentiram contempladas pelo evento, foram escutadas e puderam falar de suas dores, justamente porque os especialistas esmiuçaram questões cruciais de suas relações com seus filhos e filhas.

Durante a transmissão, 550 pessoas assistiram a live, sendo que, no Facebook, mais de 3.700 pessoas foram alcançadas, com 941 visualizações e 426 comentários. No YouTube, a live teve 2.500 visualizações.

O evento contou com o apoio das empresas parceiras do programa Crescer Aprendendo, Ecolab, Lear, O-I, P&G, Phoenix Tower e 3M.

Para assistir ou rever a live, é só clicar em um dos links:

Facebook: https://www.facebook.com/unitedway.brasil/videos/2387819868180610

YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=yXt8Jtd8QO0&t=28s