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GOYN apresenta soluções para a inclusão produtiva dos jovens das periferias

Evento realizado no último dia 24, reuniu jovens-potência, organizações, empresas e especialistas em inclusão produtiva para apresentar protótipos de projetos que serão implementados em 2021. 

Pautado no mote que defende a equidade de oportunidades para enfrentar as desigualdades de empregabilidade entre os jovens de São Paulo, o Global Opportunity Youth Network (GOYN) foi oficialmente lançado no maior polo econômico da América Latina, no dia 24 de novembro, durante a live transmitida na página do YouTube da United Way Brasil. A organização é responsável, no País, pela articulação e mobilização de uma ampla rede colaborativa, atualmente com mais de 80 atores, para criar oportunidades dignas de trabalho às diferentes juventudes.

O programa global, que está em outras seis cidades do mundo, criado pelo The Aspen Institute, concretiza-se em cada nação por meio de um grupo gestor, responsável por traçar os passos do GOYN localmente, com a participação ativa do Núcleo Jovem, formado por jovens-potência.

No Brasil, esse grupo conta com representantes das instituições Accenture, Em Movimento, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Coca-Cola, Itaú Educação e Trabalho e J. P. Morgan.

Como parceiros globais, o Goyn conta com Aspen Institute, Catholic Relief Services, Global Developer Incubator, Prudential, Youth Build International.

Quem assistiu ao evento do dia 24 pôde mergulhar na proposta e entender como o GOYN atua, seus objetivos de médio e longo prazo e quais as formas de participar dessa onda de mudanças que circula na cidade, desde abril de 2020, e que necessita de mais parceiros para alcançar a meta de inserir produtivamente 100 mil jovens em 10 anos – e beneficiar os mais de 700 mil jovens-potência que vivem, atualmente, em São Paulo.

Soluções concretas, sistêmicas e colaborativas

O auge do evento de lançamento se deu com a apresentação dos jovens sobre as mesas de trabalho realizadas pelo GOYN nos últimos meses, para traçar soluções aos desafios mais urgentes à inclusão dos jovens-potência no ecossistema produtivo da cidade. Tais mesas se configuraram a partir da ampla escuta de múltiplos atores e nos resultados de pesquisas e estudos gerados para o GOYN (veja alguns achados nos boxes Desafios).

A primeira apresentação trouxe a questão da desconexão entre os conteúdos do ensino formal (que leva à evasão escolar e à repetência), a realidade dos jovens-potência e os sistemas de seleção e recrutamento, comumente adotados pelas empresas. Para enfrentar esse desafio, as organizações, empresas e jovens participantes do GOYN desenharam o Programa Trilhando. A proposta é criar uma força-tarefa para realizar a curadoria de instituições de ensino que apoiem os jovens na elaboração de projetos de vida, por meio de formações, e de empresas que os coloquem em contato com as expectativas do mundo do trabalho, por meio do financiamento de mentorias e demais estratégias de capacitação. Dessa forma, as juventudes poderão fazer as conexões necessárias para traçar planos relacionados com seus sonhos de futuro, atendendo, também, às demandas do mercado.

Na mesa de trabalho do Programa Trilhando, além dos jovens-potência estavam representantes do Ceap, Cedaps, Cieds, Fundação Iochpe, Instituto Ayrton Senna, Instituto Reciclar, Novotec, Recode, Vocação e United Way Brasil.

A tecnologia foi tema da segunda apresentação. Grande parte dos jovens-potência até se mantém conectada ao mundo virtual, mas precariamente. Outra parte, nem acesso tem às tecnologias. E a maioria não faz uso delas para promover sua inclusão produtiva. O Programa Perifa Digital se propõe a construir essa mentalidade digital a partir dos territórios onde vivem as juventudes. Para isso, vai capacitar os jovens-potência a fim de que assumam o papel de multiplicadores de uma nova visão. Por meio da criação de projetos práticos, em parceria com organizações influentes nos territórios, de encontros e bate-papos, o objetivo é dar acesso às informações relevantes, às referências do mundo tecnológico e ao desenvolvimento de competências básicas para a inclusão digital.

A mesa de trabalho do Programa Perifa Digital contou com os jovens-potência e os representantes das instituições Fundação Telefônica Vivo, Generation Brasil, Laboratoria e +1 CODE.

Ainda dentro do tema da tecnologia, a terceira apresentação trouxe soluções para qualificar a força produtiva jovem a fim de que atenda à crescente demanda de oportunidades nas áreas de tecnologia. O que se sabe é que existe a procura, mas faltam profissionais qualificados para atendê-la. O Programa Plataforma Digitalis quer justamente contribuir a essa qualificação, por meio de um hub digital de capacitação e empregabilidade gratuito, que também otimize a busca por cursos e oportunidades de trabalho para carreiras na área. Tanto as formações como as vagas, disponibilizadas na plataforma, podem ser ofertadas por empresas e organizações que estão ou não na rede do GOYN. Além de potencializar o preenchimento de vagas, o programa quer apoiar as empresas na contratação mais assertiva para reduzir tempo e custo gerados pelos processos de seleção. 

A mesa de trabalho que desenhou o programa contou com os jovens-potência e as organizações Accenture, Generation Brasil, Laboratoria, Proa, Taqe e Vocação.

A última exposição da live apresentou o programa Rede Empresas-Potência, que tem o objetivo de qualificar a visão do empregador a fim de que identifique os diferentes benefícios que a contratação dos jovens-potência pode trazer à sua empresa. O que se pretende é transformar a atual percepção dessa contratação como um vetor de “riscos” para um vetor de “inovação”. Portanto, é necessário rever os processos de seleção e recrutamento tradicionais, que muitas vezes estão carregados de vieses inconscientes.

Estruturar uma rede que conecte empresas inclusivas, cuja estratégia de contratação contemple inovações para garantir o aproveitamento desses talentos, tende a fortalecer uma nova visão sobre o jovem-potência. Por meio da rede, as empresas poderão alinhar esforços, compartilhar conteúdos, boas práticas, treinamentos para lideranças e cases de sucesso, tornando-se referências no ecossistema produtivo da cidade.

A construção do programa contou com a participação dos jovens e das instituições ABRH SP, Accenture, Cedaps, Digital Innovation One, Eureca, Instituto Coca-Cola Brasil, IOS, Pepsico, Rede Cidadã e United Way Brasil.

Dentre os próximos passos do GOYN em São Paulo estão os objetivos de engajar mais atores nessa grande onda e colocar em prática os protótipos dos programas, em 2021. Qualquer organização, empresa e especialista que comungue dessa urgência pode apoiar e atuar no GOYN. Basta entrar em contato, por meio do preenchimento do formulário de adesão: https://bit.ly/facaparteGOYN

Somos muitos, somos tantas, mas precisamos de mais! Precisamos de você!

*Fontes de dados e informações deste artigo: Análise Accenture para GOYN (2020); Relatório “Juventudes, Educação e Projeto de Vida” (2020); Trabalhos dos sonhos de jovens hoje correm risco de não existir no futuro (2020); Estudo “Competências e Empregos: Uma Agenda para a Juventude” (2018); Relatório “Ações afirmativas das 500 maiores empresas do Brasil” (2016).

Assista à live na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=-BDD4c-2oVk

Quer acessar mais informações sobre a realidade dos jovens-potência? Clique aqui: http://bit.ly/dadosgoyn

Dia Viva Unido Juventude traz diversidade e responsabilidade social como tema de mentoria

Iniciativa anual do Programa Competências para a Vida, da United Way Brasil, o Dia Viva Unido Juventude reuniu colaboradores voluntários das empresas parceiras para trocar informações e experiências sobre suas trajetórias profissionais e discutir temas sociais com os jovens participantes do programa.

No ano marcado pela pandemia gerada pela Covid-19, o Programa Competências para a Vida, voltado às juventudes, realizou mais uma edição do Dia Viva Unido Juventude, no mês de outubro, desta vez no formato digital, respondendo às necessidades de distanciamento social exigidas pela crise sanitária.

Para isso, convidou colaboradores das empresas parceiras do programa para compartilharem suas experiências profissionais durante duas sessões de mentoria para jovens das cidades de São Paulo (SP) e Recife (PE).

Por meio de salas virtuais, criadas em uma plataforma digital, mentores (voluntários) dialogaram com os mentorados (jovens) para contar como chegaram aonde estão profissionalmente, sanar dúvidas e acolher as expectativas dos jovens sobre como superar os desafios que, muitas vezes, tendem a dificultar a caminhada em direção à realização profissional. 

“Neste ano, durante a realização das reuniões on-line do programa, os jovens definiram dois temas para explorar no Dia Viva Unido com os mentores voluntários: diversidade e responsabilidade social das empresas. Por isso, as conversas trouxeram essas duas temáticas como ponto de partida. Cada empresa explicou quais são suas políticas internas e como elas favorecem a inclusão dos diferentes stakeholders, além de apresentar soluções diferentes para lidar com a questão ambiental e social. Essa explanação mostrou o nível de engajamento das empresas com esses temas, que podem servir de parâmetro ao jovem quando tiver que escolher onde ele quer atuar profissionalmente”, conta Cintia Kogeyama, coordenadora da área de juventude da United Way Brasil.

As percepções dos jovens

O Dia Viva Unido Juventude tem como objetivo proporcionar aos jovens mais informações sobre as empresas e as diferentes profissões, com base na trajetória e percepção dos mentores voluntários. Em 2020, 128 jovens, de 16 a 27 anos, participaram dessa experiência. Eles estão ligados às organizações parceiras da United Way: ONG Pró-Morato e Coletivo Ermelino Matarazzo (SP), Coletivos Vila Rica e Cabo (PE) e os jovens aprendizes da empresa Lear (SC).

Nesta edição, os jovens foram mais a fundo para entender o quanto as empresas trabalham a diversidade e a responsabilidade social no dia a dia de suas equipes.

Do total dos participantes, 80 responderam a uma avaliação sobre essa experiência, sendo que, em uma escala de 1 a 5, 65 deram nota 5 para as políticas de diversidade e responsabilidade social das empresas; 63 aprovaram a agenda do Dia Viva Unido e 69 deram a nota máxima (5) ao evento.

“Foi uma experiência muito gratificante. Os voluntários são maravilhosos, sempre com um assunto na ponta da língua”, avaliou um dos jovens participantes. Outro ainda reforçou: “Foi muito bom e me trouxe muito conhecimento sobre as áreas da empresa”.

As percepções dos voluntários

O voluntariado corporativo é um dos pilares de atuação da United Way Brasil, promovido pelo Dia Viva Unido Juventude com o objetivo de fortalecer a causa dos jovens e de estimular a participação dos colaboradores em uma ação que terá impacto no sucesso profissional dos jovens do Programa Competências para a Vida. 

Em 2020, 63 colaboradores das empresas parceiras se candidataram para serem mentores do Dia Viva Unido Juventude. Do total, 34 responderam à pesquisa de avaliação, sendo que 27 deram nota máxima para o evento (5). Todos afirmaram que querem participar dessa experiência novamente e 28 dos respondentes acharam que suas empresas foram eficientes na divulgação da iniciativa para engajar suas equipes.

“Evento e proposta maravilhosos. Eu particularmente gostaria de estar presente em todos os eventos. Fiquei muito feliz”, revela um dos mentores voluntários. Outro ainda reforçou a importância da iniciativa: “Parabéns pela atitude da United Way Brasil e, principalmente, pela disposição dos jovens em participar! É tão bom para todos nós vermos que ainda existem tantas pessoas interessadas em pessoas”.

O Dia Viva Unido Juventude 2020 contou com a parceria e o engajamento das seguintes empresas: Eastman, Ecolab, Eli Lilly, Lear, Learn to Fly, Morgan Stanley, Owens IIIinois Brasil, PricewaterhouseCoopers, P&G.

Para saber mais sobre o voluntariado corporativo da United Way Brasil, acesse: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/voluntariado/

Documentário traz à discussão a relevância da natureza no desenvolvimento infantil

“O Começo da Vida 2- Lá Fora”, lançado dia 12 de novembro, mostra como a relação com a natureza influencia a saúde física e emocional das crianças e pode ser decisiva para o bem-estar coletivo. A United Way é uma das organizações que apoiam a realização do documentário.

O Começo da Vida 2 – Lá fora” é mais que um filme, porque lança um movimento para promover uma vida saudável às pessoas e ao planeta. O documentário traz uma reflexão urgente, especialmente em tempos de pandemia, sobre como vivenciamos nossa conexão com a natureza e de que forma trabalhamos essa relação com nossas crianças.

Sempre pautada em evidências, a narrativa do documentário indica que doenças como obesidade, hiperatividade, transtorno de sono, baixa motricidade e miopia podem ser prevenidas se a natureza for encarada como necessidade e não como algo secundário, acessado vez ou outra pelas pessoas. Também deixa claro que quando existe essa conexão muitos desafios contemporâneos tendem a ser superados e os indivíduos passam a ter mais chances de construir uma vida bem-sucedida, em diferentes aspectos. Outro ganho social da interação com a natureza, especialmente durante a infância, é a formação de adultos comprometidos com a preservação do meio ambiente. 

Muitas cidades, nas diferentes partes do mundo, já implementam estratégias que promovem essa conexão mais cotidiana e, portanto, estão colhendo frutos para o presente e, consequentemente, o futuro de suas populações. O documentário mostra essas experiências em centros urbanos do Brasil, México, Chile, Peru e Estados Unidos. 

Um movimento coletivo e urgente

Produzido pela Maria Farinha Filmes e realizado pelo Instituto Alana,O Começo da Vida 2 – Lá fora” tem como um de seus apoiadores a United Way. “O documentário mostra claramente a efetiva importância da natureza no desenvolvimento infantil, fato que ainda não está na pauta das questões prioritárias voltadas à primeira infância. Nossas crianças precisam de espaços seguros junto à natureza para que possam fazer suas descobertas a partir do contato com suas raízes, entendendo que elas são parte desse ecossistema. O filme é uma ótima estratégia de mobilização capaz de envolver diferentes atores e incidir em políticas públicas que atuem por essa interação. Também é uma ferramenta para trabalhar o tema com as famílias, que são foco de nosso programa de primeira infância. Essas são algumas das motivações que levaram a United Way a apoiar esse projeto incrível”, explica Gabriella Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil.

Laís Fleury, coordenadora do programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, reforça o papel pedagógico e de conscientização do filme, que “aponta caminhos possíveis para inserir pequenas doses de natureza no dia a dia das crianças, como um potente investimento no bem-estar e no vínculo com o outro, seja dentro da família ou entre amigos.”

Para Luana Lobo, sócia-diretora da Flow (distribuidora de projetos culturais de impacto) e da Maria Farinha Filmes, “este novo documentário é uma importante janela para a sociedade repensar seu contato e vínculo com o meio ambiente. E para que essa mensagem urgente alcance mais pessoas, construímos alianças com os principais interlocutores da sociedade civil, instituições e organizações do mundo que têm legitimidade dentro do assunto. É uma honra termos a United Way com a gente, desde o início desse projeto.”

Você pode assistir ao documentário, disponível no Netflix, ou por meio da plataforma Videocamp, e, também, apoiar esse movimento, ampliando seu impacto na sociedade. Para saber mais, acesse:

Para assistir ao trailer, clique aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9yNv6U02W1M&feature=emb_logo

FICHA TÉCNICAArgumento: Ana Lúcia Villela, Laís Fleury e Renata Terra Direção de Fotografia: Janice D’Avila, David Reeks e Tomaz Viola Montagem: ​Renata Terra e Victor Miaciro Trilha Sonora Original: Arthur Decloedt Roteiro e Direção: ​Renata Terra Produção Executiva: Flavia Dória, Juliana Borges, Mariana Mecchi, Mariana Oliva e Taís Caetano Supervisão de Pós Produção: Geisa França Produzido por: Ana Lúcia Villela, Estela Renner, Marcos Nisti e Luana Lobo.

Ação de voluntariado reúne empresas e colaboradores em favor da primeira infância

O Dia Viva Unido Primeira Infância, realizado pela United Way Brasil, ganhou novo formato para atender às restrições impostas pela pandemia, sem perder o objetivo de apoiar famílias vulneráveis com crianças de 0 a 6 anos.

Um dos pilares do trabalho da United Way Brasil, responsável por articular diferentes atores para que atuem em favor de causas sociais, é o voluntariado corporativo.

Todos os anos, para colaborar com o desenvolvimento infantil e a parentalidade positiva de famílias em situação de vulnerabilidade, a organização promove o Dia Viva Unido Primeira Infância, quando reúne os colaboradores das empresas associadas e parceiras para realizar iniciativas de integração e de melhorias nos espaços frequentados por crianças de 0 a 6 anos (creches, CEIs, praças etc.), atendidas pelo Programa Crescer Aprendendo.

A ação envolve uma ampla mobilização tanto da United Way Brasil como das empresas, que abrem espaço às suas equipes para que integrem a proposta, dando suporte à participação ativa do Dia Viva Unido.

Com a pandemia causada pelo coronavírus, que exigiu o isolamento social, a equipe da United Way Brasil repensou o formato do Dia Viva Unido, imprescindível em um momento tão complexo.

Por isso, a edição do Dia Viva Unido Primeira Infância de 2020 foi totalmente digital para os voluntários, que se inscreveram em no hot site do evento e escolherem uma dentre as atividades propostas: contação de histórias, show de talentos e doação de kit lúdico.

Live promove interação de crianças e suas famílias

No dia 6 de novembro, nas páginas do Facebook e do YouTube da United Way Brasil, as famílias atendidas pelo Programa Crescer Aprendendo e os voluntários se encontraram virtualmente na live Dia Viva Unido Primeira Infância.

Conduzida pela atriz Carol Loback, e com a abertura realizada por Gabriela Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, e Orson Rhazes Ledezma Castro, Presidente do Conselho da organização, a live mostrou os talentos de diferentes voluntários, em um show com música e malabarismo. Também compartilhou cenas do drive-thru, realizado no Centro de Educação Infantil Albertina, em São Paulo, para as crianças que, devidamente protegidas, foram receber os kits lúdicos, doados pelos voluntários, das mãos de professores e funcionários.

Outro ponto forte da live foi o bate-papo com a mãe, blogueira e uma das idealizadoras do site Tempo Junto, Patrícia Camargo. Por quase uma hora, Pat falou sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil e deu dicas de brincadeiras, “agitando” o chat, com muita conversa e trocas sobre as experiências de brincar que pais, responsáveis e crianças estavam vivenciando ao vivo.

O Dia Viva Unido Primeira Infância no formato digital foi um marco no voluntariado corporativo da United Way Brasil, porque, apesar de todos os desafios, conseguiu atingir a marca histórica de mais de 2 mil famílias de 12 cidades e 4 estados beneficiadas pelas ações desenvolvidas.

Essa edição contou com a parceria de 14 empresas e a participação de 160 voluntários que dedicaram tempo, recursos e habilidades para fomentar o desenvolvimento saudável de crianças na primeira infância. 

Clique no link para ver ou rever os melhores momentos do Dia Viva Unido: https://www.youtube.com/watch?v=m96-Zi3ZSa0&list=PL678y5q5ihcdGQ4lRU77VhxBmYX-omblc&index=13

Para mais informações sobre como fazer parte do voluntariado corporativo da United Way Brasil, acesse: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/voluntariado/

Voluntariado: estratégia para enfrentar as desigualdades sociais

“Como cidadãos organizados, temos de olhar para a nossa consciência e dizer: esta maneira de ser – e digo a maneira de ser indiferente –, de estar indiferente ao sofrimento do outro (…) é contra o reconhecimento de que todas as pessoas nascem iguais e têm os mesmos direitos, nem mais e nem menos direitos.”

Graça Machel, moçambicana, ativista negra e protagonista da independência de Moçambique e do Apartheid, em live realizada pela parceria United Way Brasil, P&G e Lear Corporation

O atípico momento, revelado pela pandemia e suas consequências, tem exigido mudanças estruturais na nossa forma de ver e estar no mundo, se quisermos sair disso tudo melhores, como uma sociedade mais saudável e humana.

Interessante pensar no caráter “democrático” da Covid-19: atinge todos e todas. Por outro lado, o mais inquietante é perceber que, por conta da desigualdade absurda em que estamos inseridos, os efeitos do vírus não seguem essa equidade. Os mais pobres e vulneráveis economicamente são os que têm suas chances de sobrevivência reduzidas quando são confrontados pelos efeitos do coronavírus e do isolamento social. Ou seja, além da maior probabilidade de se contaminarem, ainda sofrem com a falta de recursos para manter suas necessidades básicas. Porém, os impasses não param por aí. Temos que nos perguntar: o que fazer para apoiar quem está na base da pirâmide social e minimizar os efeitos nefastos da pandemia em suas vidas?

Voluntariado em tempos de isolamento 

Uma das vertentes do trabalho mundial da United Way é o voluntariado, especialmente com as empresas que nos apoiam e que direcionam recursos aos nossos programas sociais de primeira infância e juventude.

A pandemia nos colocou diante de um desafio: migrar as ações presenciais para o formato on-line. Fizemos essa mudança estratégica com os programas e, também, com o voluntariado. A situação acabou se transformando em oportunidade para ampliar o alcance de nossas iniciativas, via meios digitais. 

No que diz respeito ao voluntariado, criamos uma ampla estratégia para envolver os colaboradores das empresas nos nossos programas. 

As crianças do Crescer Aprendendo (voltado à primeira infância) serão impactadas por diferentes ações que começaram a ser planejadas em setembro. Desenhamos atividades que vão proporcionar aos pequenos momentos lúdicos, de brincadeiras, convívio familiar, criatividade e faz-de-conta, temas essenciais ao desenvolvimento saudável de toda criança, prejudicados pelos desafios que as famílias enfrentam atualmente.

Nossa equipe está capacitando os voluntários para contarem histórias, elaborar vídeos e participar de um dia especial, em rede, com centenas de crianças e suas famílias. 

Para a juventude, por meio do programa Competências para a Vida, o voluntariado acontece no formato de mentorias, que têm alcançado bons resultados tanto para os mentorados como para os mentores. O objetivo é dar aos jovens oportunidades de repensarem suas vidas pessoais e profissionais para além da pandemia, com suporte de quem já viveu essa fase da vida e, também, teve de vencer tantos desafios. Boa parte dos jovens desanimou e não vê como tocar seus projetos de vida e as mentorias apoiam nesta importante retomada.

Toda essa experiência e a nossa capacidade de articulação vêm mostrando que o voluntariado digital se configura não só como uma medida de urgência, mas como uma estratégia que veio para ficar, por ser segura, eficaz e escalável. As possibilidades de as pessoas colaborarem virtualmente junto às organizações sociais são amplas e incontáveis e abarcam qualquer cidadão que queira colaborar.

Voltando à indignação de Graça Machel, expressa no texto que abre este artigo, é muito importante não naturalizar ou se conformar com desigualdades sociais, porque são elas que agravam – e muito – os efeitos da pandemia.

Por isso, estamos abertos para discutir formatos e maneiras de atuar, especialmente na área de voluntariado digital. Vamos juntos? 

Live reúne empresas e jovens para dialogar sobre inclusão produtiva

Realizada pela Global Opportunity Youth Network (GOYN) do Brasil, no último dia 6, o encontro deu voz a diferentes atores do ecossistema produtivo, tendo como pano de fundo dados e evidências sobre a realidade das juventudes e as oportunidades de inclusão da cidade de São Paulo, além de propor uma ampla estratégia para unir as pontas de forma sistêmica e sustentável.

Gabriela Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, abriu o evento, apresentando o Global Opportunity Youth Network (GOYN/O Futuro é Jovem, no País), sua missão, visão e os objetivos em São Paulo, uma das seis cidades dos cinco países onde o programa acontece (Colômbia, África do Sul, Quênia, Índia e Brasil).

O movimento atua pela inclusão produtiva das diferentes juventudes para que o desenvolvimento global, em todos os seus âmbitos, possa ser sustentável. Mas por que São Paulo? “De um lado, a cidade possui quase 800 mil jovens, com 15 a 29 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica que estão sem trabalho e/ou sem estudos. Do outro, temos uma infinidade de projetos de fundações familiares e empresariais, políticas públicas, startups e corporações que focam essa inclusão, mas nem sempre chegam aos que mais precisam de oportunidades. O papel do GOYN é reunir todos esses atores, que têm perspectivas diferentes sobre as juventudes, ou do lado da demanda ou do lado da oferta, para uma atuação colaborativa e coletiva, a fim de provocar uma mudança sistêmica e sustentável que responda ao desafio da inserir os jovens nesse ecossistema”, explanou Gabriella.

Em cada país, o GOYN seleciona uma organização-âncora para organizar sua atuação. No Brasil, a United Way é responsável por articular os diferentes atores, com o apoio do grupo gestor e parceria com empresas e organizações. “Trabalhamos juntos desde janeiro e, até agora, articulamos 60 instituições voltadas à educação formal, empreendedorismo, rede de formação técnica e de competências socioemocionais, organizações de pesquisa, advocacy e startups. Neste momento estamos na etapa do desenho de soluções. Nosso objetivo é incluir 100 mil jovens para que a iniciativa se torne sistêmica e escalável”, complementou Gabriella.

Para Vivianne Naigerborin, Superintendente da Fundação Arymax, que compõe o grupo gestor do GOYN no Brasil, o conceito de Inclusão produtiva ganha ainda mais relevância no atual contexto e abarca a inserção por meio do empreendedorismo urbano e rural e da empregabilidade, levando em conta os mercados mais promissores e as novas relações profissionais. “Um amplo estudo que a Fundação realizou no ano passado, em parceria com o Instituto Veredas, mostrou que temos hoje a maior força jovem disponível na história do País e que é preciso apoiar o jovem antes, durante e após a inserção, o que inclui métodos adequados de seleção e recrutamento, formação conectada à realidade das juventudes e detecção de talentos”.

Vagas que sobram versus alta do desemprego: dicotomia das desigualdades

Leonardo Framil, CEO da Accenture da América Latina, que também integra o grupo gestor, reforçou a importância dos dados e evidências para a tomada de decisões sobre o tema. Ampla pesquisa realizada pela Accenture detectou informações importantes que têm embasado as estratégias da ação em São Paulo. A cidade possui 2.7 milhões de jovens na faixa de 15 a 29 anos, com cerca de 810 mil em situação vulnerável, sendo que pouco mais de 47 mil estão empregados e têm nível superior completo. Pouco menos de 800 mil jovens estão sem trabalho e/ou sem estudo, sendo 70% deles moradores de bairros nos extremos leste e sul da cidade e 20% responsáveis pelos seus domicílios.

“Quando verificamos o perfil do primeiro emprego, temos uma preocupação adicional: grande parte desses jovens inicia a carreira em vagas impactadas pela automação. Esse dado é mais um fator que reforça o senso de urgência em atuar pela inserção desses jovens. Em contrapartida, as carreiras que mais aumentaram as demandas estão focadas na tecnologia, especialmente no pós-pandemia, mas não são as mais acessadas pelos jovens. Temos vagas que sobram, enquanto o desemprego permanece, porque não existe mão de obra especializada para preenchê-las. Essa dicotomia vai aumentar e se potencializar caso não ajamos coletivamente”, reforça Framil.

Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, trouxe dados da iniciativa mundial, lançada pela ONU, em 2018, Generation Unlimited  (Um Milhão de Oportunidades, no Brasil), para corroborar a importância de se investir em ações coletivas que promovam uma mudança sistêmica de inclusão e permanência do jovem no mundo produtivo. Para ela, crianças e jovens são vítimas ocultas da pandemia e irão sofrer consequências de curto, médio e longo prazo por causa, por exemplo, do fechamento das escolas, que amplia o risco da evasão, assim como a falta de acesso à internet para manter os estudos a distância.

“É o momento-chave para garantir oportunidades de formação, educação formal, trabalho, inclusão digital. Por isso, o movimento Um Milhão de Oportunidades criará uma plataforma virtual para reunir, no mesmo espaço, quem busca a oportunidade e quem a oferece”, explica Florence.

Unir pontas para trabalharem juntas

Na última parte, o evento promoveu o diálogo entre as pontas do ecossistema produtivo. Ana Inez Eurico (28 anos) e Henrique Medeiros (20 anos), participantes do Núcleo Jovem do GOYN, compartilharam suas experiências e desafios. “A primeira questão é a do transporte, as distâncias. Sendo mãe, negra e da periferia, o recorte ainda é maior, como mostram as estatísticas. Como mãe, preciso acordar mais cedo, organizar a rotina dos meus filhos, além de pensar na volta do trabalho e na logística com as crianças. Outro aspecto são os estereótipos e o preconceito, como o de que a mulher negra da periferia é barraqueira, se veste mal, não tem postura. Na entrevista de emprego – aconteceu comigo – a gente se coloca de uma forma que quebra esses paradigmas e as pessoas se chocam. Isso é muito ruim em vários sentidos. Hoje vejo a inserção produtiva a partir de várias perspectivas, tanto como aluna de projetos e educadora social como participante da construção e viabilização de iniciativas de inserção”, comenta Ana.

Henrique ressaltou a potência dos coletivos e de como os territórios podem atender várias demandas das empresas. “Dados da Aliança Bike que mostram que 75% dos entregadores de aplicativos em São Paulo tem até 27 anos e 40% destes só cursaram o ensino fundamental, questões estruturais importantes para nos atentarmos. Os coletivos têm um grande papel nesse contexto, porque são espaços que nos ajudam a sonhar e viabilizar projetos. Com todo o avanço digital, o jovem não precisa mais perder duas horas para chegar ao trabalho. Temos nas periferias coletivos de educação, de comunicação, de designer, por exemplo. Podemos suprir muitas demandas das empresas com qualidade”, reforça.

Juliana, CEO da P&G no Brasil, acredita que este momento é um divisor de águas e, embora a crise sanitária e econômica traga uma pressão maior para a juventude em situação de vulnerabilidade, pode, também, gerar oportunidades, porque, segundo ela, a pandemia sensibilizou a sociedade e as empresas como nunca aconteceu antes.  “Na P&G, por exemplo, reconhecemos que ainda não temos a diversidade racial necessária em nossos escritórios. Grande parte das pessoas negras e pardas mora nas periferias, mas a tecnologia tem ajudado muito a aproximá-las. Os processos de recrutamento presencial eram uma primeira barreira para esses jovens. Durante a pandemia, mais do que dobramos a presença desses jovens nas seleções virtuais. Vimos que o inglês e outras questões estavam atrapalhando a inserção dos jovens. Criamos o programa P&G pra Você, que oferece curso de inglês e mentoria. Os resultados são excelentes e trazem benefícios a longo prazo para os jovens e para a empresa. É um exemplo simples que traduz uma parte do trabalho do GOYN, em garantir diversidade e equidade na inserção produtiva, o que é muito estratégico para nós. Esforços como esse podem me dar as pontes de contato e me fazer conhecer barreiras que eu não sabia que existiam para encontrar saídas que garantam a inserção produtiva dos jovens”, concluiu Juliana.

O GOYN no Brasil (O Futuro é Jovem) é gerido pelas seguintes instituições: Accenture, Em Movimento, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Coca-Cola Brasil, J.P. Morgan e United Way Brasil (parceiro-âncora).

Confira a live completa no link: https://www.youtube.com/watch?v=zMAWasdzTos&t=22s
Faça parte do GOYN: daniela@unitedwaybrasil.org.br
Saiba mais: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/goyn/

Famílias interagem com especialistas em live sobre pandemia e comportamento da criança

No dia 24 de setembro, a convite do programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil, Alexandre Coimbra, Daniel Becker e Maria Beatriz Linhares dialogaram sobre como os pais podem apoiar seus filhos neste momento da pandemia, sem perder de vista os limites, o uso moderado das telas e a calma com os comportamentos adversos das crianças.  

“Cuidar das crianças em tempo de pandemia: o papel da família” foi a primeira de uma série de lives que serão realizadas pelo programa Crescer Aprendendo, de primeira infância, da United Way Brasil.

A inciativa faz parte da estratégia de formação de quase 3 mil famílias em situação vulnerável de 12 cidades, em 4 estados, que recebem conteúdos diários sobre desenvolvimento infantil, por meio de grupos no WhatsApp.

Durante o evento, temas como a flexibilização com relação a limites e rotinas no isolamento social, eventos de birra e irritabilidade, briga entre irmãos, a forma como regular as emoções das crianças e dos adultos permearam a discussão. 

O estresse e cansaço dos pais e cuidadores também foram abordados com dicas de como não perder a paciência quando a criança tem um comportamento inadequado: sair de cena, respirar fundo, pensar um pouco e voltar mais calmo, chamando ao diálogo.

“As crianças podem não ter sido impactadas pela doença do vírus, mas foram impactadas em cheio no lado emocional. Elas estão sofrendo. Elas precisam brincar ao ar livre, perderam o contato com os amigos, com a escola. A gente pode falar com outro adulto para compartilhar nossas angústias. As crianças, não. Elas não conseguem se expressar. E aí regridem, voltam a fazer xixi na cuequinha ou calcinha, comem demais, ou não querem comer, sentem cansaço, fazem birra… Comportamentos que expressam o medo que está dentro delas. Primeira coisa é acolher essa criança. Ela pode e tem direito de sentir raiva, porque, no fundo, essa raiva é a angústia que ela sente. Brigar com ela não adianta. Nós somos os adultos. Nós podemos nos controlar, mesmo com raiva também. A melhor maneira de curar tudo isso é brincar e, se possível, ao ar livre”, explica o pediatra Daniel Becker.

Sobre a agressividade, especialmente entre irmãos, Beatriz Linhares explica: “Se a criança tem dois anos e está ali disputando um brinquedo, isso se chama agressividade instrumental. Os adultos têm um papel importante para ensinar a criança a compartilhar, a ser cooperativo. Mas a criança maior pode ter uma agressividade mais hostil, de querer agredir para machucar. De novo, os pais também têm um papel importante nesse momento, porque é hora de ensinar a se relacionar, mediando esse processo que a criança está exercitando. Aprender a se colocar no lugar do outro”.

Não rotule a criança

Uma das questões trazidas pelo público foi sobre a inquietação das crianças, que nesta fase estão mais agitadas e não param nunca, deixando os pais sem saber o que fazer. A agitação pode estar ligada à angústia que a criança sente com toda a situação atual. Alexandre Coimbra reforça que “muitas vezes queremos entender as angústias da criança e dar conta delas. É muito difícil que a gente entenda, o que gera angústia na gente. Por isso, não devemos guardar as nossas angústias. É importante buscar pessoas perto de você que você acha que podem te ajudar a entender seu filho, a não julgar seu filho, a não colocar um rótulo no seu filho, porque, na hora que a gente resolve uma angústia  com um rótulo – ‘ele é danado’, ‘ele é preguiçoso’ –, quando a gente coloca esses rótulos, a gente deixa de escutar a criança, a gente perde a curiosidade de entender que pessoa é aquela e o que está acontecendo com ela”. 

Durante uma hora, os especialistas puderam levar às famílias do programa e demais internautas informações importantes para qualificar a relação familiar, dentro de um contexto tão complexo imposto pela pandemia.

A interação do público com perguntas e comentários, tanto na página da United Way Brasil no Facebook como na do YouTube, mostrou não só o interesse pelo tema, mas como essas famílias precisam e querem apoio para zelar pelo desenvolvimento de seus filhos. Também denotou que elas se sentiram contempladas pelo evento, foram escutadas e puderam falar de suas dores, justamente porque os especialistas esmiuçaram questões cruciais de suas relações com seus filhos e filhas.

Durante a transmissão, 550 pessoas assistiram a live, sendo que, no Facebook, mais de 3.700 pessoas foram alcançadas, com 941 visualizações e 426 comentários. No YouTube, a live teve 2.500 visualizações.

O evento contou com o apoio das empresas parceiras do programa Crescer Aprendendo, Ecolab, Lear, O-I, P&G, Phoenix Tower e 3M.

Para assistir ou rever a live, é só clicar em um dos links:

Facebook: https://www.facebook.com/unitedway.brasil/videos/2387819868180610

YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=yXt8Jtd8QO0&t=28s

Parceria convida jovens a se tornarem empreendedores sociais

A Fundação Telefônica Vivo, o Instituto Coca Cola e a United Way Brasil se uniram para apoiar jovens da periferia na elaboração de projetos de vida, com ênfase no empreendedorismo. 

Um celular: esta é a principal ferramenta para entrar em uma aventura diferente, que dialoga com as expectativas de futuro e de trabalho da juventude. Pense Grande é um aplicativo gratuito, da Fundação Telefônica Vivo, para qualquer jovem, a partir dos 15 anos, baixar e participar. 

Focado nas juventudes das diferentes periferias, o projeto começa fazendo um convite inusitado: escalar o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil.

A partir daí, os participantes têm contato com desafios e temas ligados ao empreendedorismo, à tecnologia e comunidade, em um universo lúdico que reúne conteúdos dinâmicos para ajudá-los a desvendar toda a complexidade da construção de um negócio de impacto social.

Percurso formativo gamificado 

O percurso formativo conta com elementos e recursos gamificados para ser percorrido em até 80 horas. O objetivo é conduzir os participantes por 12 etapas que compõem o desenvolvimento de um negócio, encarando desafios que os levarão a conquistar o topo do Pico da Neblina. Os jovens também contam com apoio de mediadores quando precisam discutir algum tópico mais complexo. 

O mediador “social media” estimula a interação e o engajamento dos participantes. Para isso, posta comentários e constrói estratégias de interação. Já o mediador curador tem uma função pedagógico-formativa, dando feedbacks para aprimorar o olhar dos jovens sobre as atividades. Também esclarece dúvidas conceituais e monitora o desempenho dos participantes.

Empreendedorismo que gere mudanças

A matéria-prima para essa escalada é o reconhecimento das histórias pessoais dos jovens e, a partir da reflexão sobre emoções, paixões e prazeres, a relação delas com seus sonhos e necessidades, traçando objetivos claros para suas vidas. A proposta é ir além da compreensão sobre empreendedorismo social, impactando toda a comunidade onde estão inseridos.

O Pense Grande Digital quer desenvolver as competências necessárias para um futuro empreendedor mapear cenários, propor soluções a problemas, divulgar seus projetos e, o mais importante, aprender como engajar pessoas na sua ideia.

Os 1.200 jovens dos coletivos que fazem parte das ações da parceria entre United Way Brasil e Instituto Coca Cola foram convidados a baixar o aplicativo e embarcar nessa viagem. Victor Souza Lopes, de 21 anos, morador de Ermelino Matarazzo (SP), conta que aprendeu muito com a experiência e se aplicou ao máximo para concluir todas as etapas. Tanto que foi o primeiro a finalizar a jornada, antes do tempo previsto, sendo destaque no grupo: “Eu sempre pensava em ter o próprio negócio. Agora sei que posso realizar esse sonho. Quero fazer um curso de administração. O Pense Grande também me fez perceber que é preciso um trabalho em equipe para que as coisas deem certo. Sempre fui tímido e agora me sinto mais confiante. Entendi que preciso de força de vontade, de dedicação e muita paciência para chegar aonde quero. Não é fácil, mas vou conseguir”, afirma o rapaz.

Ao final da formação, cada participante grava um pitch. Os três pitchs/vídeos mais votados, dentro do ambiente do app, serão reconhecidos e destacados em uma matéria exclusiva para o site do Pense Grande, com divulgação nas redes da Fundação Telefônica Vivo. Também receberão um selo virtual de reconhecimento do Pense Grande Digital para compartilharem em suas redes.

O aplicativo está aberto para qualquer jovem começar a sua expedição pelo empreendedorismo voltado ao negócio social. Basta baixá-lo e se aventurar: http://pensegrande.org.br/pensegrandedigital-app

Evento discutirá o papel das empresas na inclusão produtiva dos jovens das periferias

Você está convidado a participar, no dia 6 de outubro, do encontro a ser realizado pela United Way Brasil, articuladora do Global Opportunity Youth Network, em São Paulo, para conhecer os resultados do mapeamento sobre jovens e oportunidades na cidade, os principais desafios, como a desigualdade racial e questões de gênero, e políticas de RH que promovem a inclusão. Evento imperdível para empresas e instituições que acreditam no potencial e na força empreendedora dos jovens. 

A cidade de São Paulo carrega a tradição de ser um lugar de oportunidades, mas, na verdade, essa máxima não condiz com a realidade de uma boa parte dos jovens que moram na metrópole, especialmente os que residem nas regiões periféricas. Problemas como distâncias, falta de recursos, preconceito racial e de gênero são alguns dos muitos obstáculos que enfrentam.

Segundo dados reunidos em uma ampla pesquisa realizada pela Accenture Brasil, existem 2.571.297 jovens (15 a 29 anos) na capital do Estado, sendo que cerca de 812 mil estão em situação de vulnerabilidade social. Destes, pouco mais de 47 mil possuem formação superior e um emprego formal. Ou seja, existem 765,5 mil jovens sem trabalho e/ou sem seguir os estudos, por falta de boas oportunidades (IBGE –Censo Demográfico 2010 e Estimativa 2019).

Também já se sabe que em 2020 o País passa pelo fenômeno da inversão da pirâmide etária, ou seja, até 2060 teremos a maioria da população formada por idosos (pessoas com mais de 60 anos). Isso significa que a juventude brasileira de hoje, criativa e empreendedora, pode não se desenvolver e se tornar uma população adulta bem-sucedida por conta das desigualdades de oportunidades, especialmente no que diz respeito à inserção produtiva. 

Estes impasses e as soluções para resolvê-los vão direcionar o evento “Inclusão produtiva dos jovens nas empresas: uma relação ganha-ganha” que o Goyn SP irá realizar no dia 6 de outubro, por meio da United Way Brasil, articuladora da ação no País, e as empresas que compõem o grupo gestor. O movimento, que já existe em outras cidades do mundo, tem como objetivo, especificamente em São Paulo, incluir produtivamente 100 mil jovens em postos de trabalho ou em ações empreendedoras, até 2030.

Na programação estão previstas a apresentação do Goyn SP, seus objetivos e estratégias, dados do mapeamento sobre as juventudes da cidade e as oportunidades de inserção, os desafios que os jovens das periferias enfrentam e as soluções adotadas por corporações para garantir processos de recrutamento e seleção mais justos e inclusivos (confira a programação). 

Em uma realidade difícil, agravada pelos impactos trazidos pela pandemia, discutir como incluir cada vez mais as diferentes juventudes na cadeia produtiva da sociedade e no ecossistema das empresas não só se faz necessário como urgente. 

Por isso, a sua participação nessa conversa é essencial para que possamos avançar e mitigar os efeitos nefastos das desigualdades, ampliadas pela Covid-19, no presente e futuro dos jovens, que influenciarão a sustentabilidade e o desenvolvimento de nosso País. 

Faça já a sua inscrição gratuita: www.bit.ly/GOYN_inscricao

“INCLUSÃO PRODUTIVA DOS JOVENS NAS EMPRESAS: UMA RELAÇÃO GANHA-GANHA”
6 de outubro de 2020, das 9 às 10h30 

ProgramaçãoO que é o Goyn SP e sua agenda – Gabriella Bighetti, Diretora-Executiva United Way Brasil (organização articuladora do Goyn SP, no Brasil)  

A inclusão produtiva dos jovens e o papel das empresas – Vivianne Naigeborin, Superintendente da Fundação Arymax (membro do grupo gestor do Goyn SP) 

Dados do mapeamento de oportunidades e de juventudes de São Paulo –Leonardo Framil, Presidente da Accenture América Latina(empresa responsável pelo mapeamento e membro do grupo gestor do Goyn SP)  

Os efeitos da pandemia para os jovens e a urgência em gerar oportunidades para todos – Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil (convidado para contribuir com o tema e com soluções)  

DIÁLOGO: OS JOVENS E AS EMPRESAS
Juliana Azevedo, CEO da P&G Brasil (empresa que inclui os jovens na sua equipe)
Ana Inez Eurico e Henrique Medeiros (jovens-potência que atuam com o grupo gestor do Goyn SP) 

Realização: Global Opportunity Youth Network São Paulo, United Way Brasil, Accenture, Em Movimento, Fundação Arymax, Instituto Coca-Cola Brasil

Webinar discute práticas para fortalecer a primeira infância na pandemia

Realizado pela GPTW em parceria com a United Way Brasil e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, o evento contou com a IBM e a Special Dog Company para compartilhar suas políticas de RH focadas na promoção da primeira infância.

No último dia 22, André Bersano (GPTW) abriu a webinar com um provérbio africano que pautou todo o diálogo desse encontro: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, referindo-se ao papel que as empresas também exercem para a garantia do pleno desenvolvimento de filhos, netos e crianças de seus colaboradores e das comunidades.

Diante do cenário da pandemia, as empresas reviram o seu modus operandi, adotando iniciativas que mantivessem o fornecimento de produtos e serviços e preservassem a saúde das equipes.

Ao mesmo tempo, com a permanência em casa, uma boa parte dos funcionários passou a conviver com suas crianças em tempo integral, o que exigiu de todos (famílias e empresas) uma flexibilização de posturas e rotinas. Exigiu, também, um olhar apurado para garantir a saúde mental e física de pais e crianças na primeira infância.

Pesquisa realizada pela GPTW, em 2019, indicou que 31% das corporações tidas como melhores para se trabalhar possuíam salas exclusivas para lactação; 11% ofereciam creches ou berçários no local ou próximas a ele; 69% concediam licenças para cuidar de crianças ou familiares doentes. Ou seja, cuidar do outro, e da criança, está cada vez mais na pauta das políticas de RH.

Paula Creen, da United Way Brasil, referiu-se ao mapeamento realizado em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal que reuniu cerca de 600 iniciativas focadas na primeira infância, de empresas de diferentes áreas e portes, que irão compor uma plataforma a ser disponibilizada às corporações que queiram adotar iniciativas ou ampliar as que já realizam em favor dos primeiros anos de vida. A IBM e a Special Dog Company, com a assessoria da United Way Brasil, revisitaram suas políticas e, com base no mapeamento, ampliaram as ações de suas políticas.

A experiência da IBM

Ana Paula Mendes, da IBM, uma das corporações que figuram seguidamente no ranking do prêmio da GPTW, reforçou que 60% dos funcionários engajados estão em empresas que oferecem diferentes benefícios para promover o bem-estar (Gallup).  Quando se fala em primeira infância, a sensação de fazer parte de uma instituição que preza e apoia a família só tende a favorecer o envolvimento, a produtividade, a permanência, a saúde mental e física dos colaboradores. 

Por isso, a IBM investe em ações como o dia da família na empresa e programas que atuam nas escolas para falar de diversidade, gênero e combate ao bullying, por exemplo. Também estimula a formação de “tribos” com funcionários voluntários que se unem por temas de interesse. Um deles dedica-se a pensar em estratégias para fomentar entre os colaboradores a importância da primeira infância, como a criação de uma página no site da empresa para compartilhar informações e conteúdos sobre desenvolvimento infantil e os benefícios oferecidos pela IBM para pais e familiares de crianças pequenas.

Durante a pandemia, cuidar do bem-estar mental e emocional das famílias, isoladas em casa, foi foco das ações. Aulas de ioga, cafés da manhã, contação de histórias, construção de brinquedos com sucata reuniram adultos e crianças. A empresa reforçou canais que já existiam, voltados à assessoria jurídica, contábil, coach, sessões com psicólogo, nutricionista, dentre outros. Deram suporte aos gerentes e lideranças das equipes para que mantivessem contato com seus subordinados e suas famílias, apoiando-os da melhor maneira.

“Convidamos homens ‘improváveis’, da alta liderança da companhia, para falar de suas rotinas aos colaboradores homens, mostrando que o papel do pai não é ajudar, mas dividir e assumir a responsabilidade do cuidado com os filhos. Pessoas que todos imaginavam que não tinham tempo para se dedicar à família. Eles reforçaram que é possível ser profissional, pai e ainda cuidar de si”, revela Ana.

A política da Special Dog Company

Outra empresa que sempre está no ranking da GPTW, a Special Dog Company em 2015, reviu sua atuação social, dedicando-se ao desenvolvimento sustentável para cocriar projetos de diferentes atores dos setores público e privado, com foco na primeira infância. Ações pensados para dentro da empresa e além dela, desde a formação de pais sobre os temas relacionados ao desenvolvimento infantil até o apoio à criação do Plano Municipal de Primeira Infância da cidade onde a fábrica tem sede. 

Durante a pandemia, realizou iniciativas para garantir saúde e prevenção aos colaboradores e seus familiares com distribuição de máscaras, álcool em gel, aplicação de vacinas, disponibilização de um psicólogo etc. Para a sociedade, doou testes Covid-19 e respiradores para hospitais.

“O contato com a United Way Brasil foi fundamental para revisitar e avaliar nossas práticas focadas na primeira infância. Nos engajamos e criamos um comitê interno com diferentes áreas para intensificar esse cuidado que a nossa política quer expressar concretamente. Elaboramos um programa que vai apoiar os pais desde a gestação até os seis anos de vida da criança”, conta João Paulo Figueira, da Special Dog. 

Para Paula, “embora a IBM e Special Dog sejam grandes empresas, é possível realizar ações de primeira infância em corporações menores, sem grandes custos, como o day off para o funcionário passar o dia do aniversário com os filhos, por exemplo. O importante é começar com uma ação e ampliar conforme a adesão e o engajamento”, explica

Quando as empresas estimulam a parentalidade positiva, elas ajudam a promover o desenvolvimento pessoal e profissional de seus colaboradores. Porque, ao cuidar da criança, o adulto “qualifica a comunicação e a leitura de ambientes e situações, descobre e fortalece habilidades, aprende a gerir conflitos, adquiri uma postura mais empática, sabe ser flexível diante de situações de impasse e consegue ser criativo na hora de resolver problemas”, conclui André.

Os participantes reforçaram um aspecto importante quando se fala em criar ações para promover a primeira infância no ambiente de trabalho e fora dela: é essencial ouvir os colaboradores, convidá-los a pensar em iniciativas, saber de suas demandas e expectativas para a tomada de decisões. Dessa forma, qualquer política que tenha o aval das equipes será bem-sucedida e alcançará seus objetivos, ou seja, favorecer o pleno desenvolvimento infantil.

Para assistir ao webinar na íntegra, acesse: encurtador.com.br/nrBN0