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United Way Brasil e Goyn promovem ações para a inclusão produtiva jovem

As coalizões GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), 1MiO (Um Milhão de Oportunidades), Pacto Coletivo pelos Jovens e Jovens do Brasil se uniram com o mesmo objetivo para lançar duas iniciativas em prol das juventudes.

Em 20 de julho realizam o evento conjunto “Inclusão produtiva dos jovens: o papel das empresas para transformar uma geração”, que lança o estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” e uma comunidade no LinkedIn para troca de experiências entre empresas sobre o tema. As duas iniciativas protagonizadas pelas organizações parceiras pretendem oferecer insumos para que empresas possam compartilhar suas experiências e aprendizados na inclusão produtiva de jovens, estimulando novas empresas a aderirem à prática.

Acompanhe o evento a partir das 9h30
LinkedIn – https://www.linkedin.com/events/liveinclus-oprodutivajovem6820381232300404739/
Facebook – https://www.facebook.com/events/178927277549501/
YouTube – https://youtu.be/oyEEGQ9PqVg

Lançamento do estudo

Com o objetivo de sensibilizar e apoiar as empresas na inclusão produtiva de jovens, o estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” sistematiza e apresenta os principais aprendizados e recomendações para empresas que queiram investir nos jovens. A iniciativa acontece em um momento onde 27,1% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos estão desempregados, de acordo com dados divulgados pelo Atlas das Juventudes e Instituto Veredas.

Essa é a maior geração de jovens da história brasileira e a tendência é que nos próximos 40 anos ela se reduza à metade, portanto, promover oportunidades de educação de qualidade, formação profissional, inclusão digital e acesso ao mundo do trabalho é urgente para essa geração e não é um ato altruísta, é um investimento de médio e longo prazo no desenvolvimento do país. O Atlas das Juventudes também confirma que a inclusão dos jovens na educação ou no mercado de trabalho pode evitar prejuízos de até 1,5% do PIB dos países.

A organização do estudo é da Accenture e do GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), programa global articulado pela United Way Brasil com foco na geração de oportunidades de trabalhos decentes para as juventudes, e que tem em sua rede mais de 80 organizações. O programa GOYN teve início em São Paulo em 2020 e tem o objetivo de melhorar o patamar de renda de 100 mil jovens até 2030.

O estudo “Boas práticas na inclusão de jovens” se apresenta como um guia prático no desenho da Jornada da Inclusão Produtiva em uma empresa, por meio de 4 fases: formação (capacitação do jovem), planejamento (definição de estratégia e fomento), recrutamento (ações de recrutamento) e trabalho (vivência profissional). Cada momento é dividido em 3 etapas descritas em: o que pode ser feito, quem pode ajudar, recomendações e pontos de atenção.

“Esse documento é apenas o começo. Uma empresa que deseja empregar jovens deve, como primeiro passo, entender esse ecossistema e formar parcerias que fortaleçam sua iniciativa. Talvez o maior aprendizado deste estudo esteja em pensar a inclusão produtiva não como uma atividade isolada do empregador e sim como uma ação conjunta que se fortalece com as atividades existentes do terceiro setor e poder público e a partir disso gera as oportunidades de trabalho”, diz Gabriella Bighetti, diretora executiva da United Way Brasil, entidade articuladora do GOYN SP.

Cases de sucesso podem ser replicados em empresas

O documento apresenta também 5 práticas de destaques de programas realizados nas empresas Itaú, Coca-Cola Brasil, Funcional Health Tech, PwC e Magazine Luiza. As práticas selecionadas são exemplos de como executar algumas das recomendações presentes na Jornada.

O Banco Itaú vai além das cotas obrigatórias e promove inclusão de jovens através de programas de jovens aprendizes, estágio, trainee e vagas de perfil júnior. O programa de jovens aprendizes tem registro desde 2012 e alcançou a marca de 17 mil jovens impactados, com um média de 1.500 jovens ao ano. O número de aprendizes efetivados é de 4.490 jovens encarreirados. O programa de estágio começou em 2000 e já impactou 45.618 jovens, dos quais foram efetivados 24.824. Nos últimos 3 anos a média de estagiário por ano é de 4.738 jovens. A taxa de efetivação é de 40% para o programa de jovem aprendiz e 65% para o programa de estágio.

A PwC faz inclusão de jovens por meio do programa de jovens aprendizes desde 2006. Em 2016 o programa passou por uma reestruturação que teve como objetivo final o impacto social e inclusão de jovens em contexto de vulnerabilidade, totalizando 570 jovens no período de 2016 a 2021. Em 2020, 81% dos aprendizes foram efetivados.

A Coca-Cola Brasil possui um programa de jovens aprendizes e estágios, criados em 2016, com 60 jovens impactados em 2021. Todos estes jovens provêm do programa Coletivo Jovem, iniciativa de empregabilidade do Instituto Coca-Cola Brasil que oferece formação, apoia na candidatura às vagas e, durante o recrutamento, oferece a infraestrutura para quem precisa.

Para a empresa de tecnologia Funcional Health Tech, investir na parceria com instituições de ensino do terceiro setor foi a oportunidade de reforçar os valores e a cultura organizacional e, consequentemente, contratar profissionais que estão ingressando no mercado de trabalho. Este é o primeiro ano do programa, que conta com a contratação de 10 jovens para os cargos de entrada e previsão de mais 7 vagas até o final de 2021.

O Magazine Luiza conta com uma cultura empresarial inclusiva que estimula os estudos com bolsa auxílio e um programa de aprendizagem com taxa de efetivação de 72% nas áreas corporativas. A empresa faz inclusão de jovens através do programa de jovens aprendizes, estágio e trainee. O programa de Jovem Aprendiz atualmente conta com aproximadamente 1670 jovens. No último ano, 450 jovens que tiveram seus contratos encerrados no período foram efetivados e mais 370 foram admitidos no programa.

Outro programa do Magalu com foco em jovens talentos é o Programa Trainee, que gera oportunidade para jovens recém formados em universidades ou às vésperas da formatura. Em 2021, o programa teve 100% de suas vagas dedicadas a contratação de jovens negros. Ao término do programa todos têm oportunidade de assumirem posições em áreas estratégicas da companhia com cargo inicial de Analista Sênior e com forte projeção de carreira para posições de liderança.
União de movimentos pela inclusão

“Os jovens, hoje, mais do que nunca, são o ponto focal da nossa atuação. É buscando criar oportunidades e reduzir barreiras de acesso ao mercado de trabalho que criamos o movimento Pacto Coletivo Pelos Jovens, com o objetivo de convocar empresas e organizações para atuar em conjunto com foco na expansão de vagas de emprego para jovens, em oferecer mais oportunidades de desenvolvimento profissional e em estabelecer processos seletivos mais inclusivos”, conta Daniela Redondo, diretora executiva do Instituto Coca-Cola Brasil. “A trajetória rumo à inclusão produtiva de jovens-potências deve ser um esforço coletivo e intencional, em que todos nós precisamos refletir e estar atentos a vieses e estereótipos a fim de facilitar a criação de espaços para essas pessoas possam prosperar e que ciclos de pobreza sejam interrompidos”.

Além do estudo, será lançado no mesmo dia a Comunidade de Práticas, um espaço na rede social LinkedIn aberto para todas as empresas e profissionais interessados em trocar experiências, boas práticas e desafios sobre a inclusão produtiva jovem. “As empresas estão em níveis diferentes de maturidade na inclusão dos jovens e a troca entre elas é fundamental para potencializar essa agenda, visando não apenas a importância de ampliar o número de vagas para as juventudes, sobretudo os mais afetados pela falta de oportunidades, mas o olhar para a retirada de vieses nos processos seletivos, para o acolhimento, mentoria e desenvolvimento de carreira e o apoio nos casos de violências e violação de direitos”, destaca Gustavo Heidrich, oficial do UNICEF no Brasil para iniciativa Um Milhão de Oportunidades.

A Comunidade já nasce com a força de mais de 90 empresas que fazem parte da rede das iniciativas GOYN, 1MiO, Pacto Coletivos pelos Jovens e Jovens do Brasil e contará com fóruns, conteúdos formativos, apresentação de cases, artigos e histórias de vida.

“A chave para mudar a realidade das juventudes brasileiras e destravar o potencial dessa geração é a oportunidade. E isso não se resume a criação de vagas, vai muito além. Começa na criação de um programa que seja genuinamente inclusivo desde a seleção até a capacitação e progressão de carreira. Precisa ter uma preocupação real em valorizar o que novo esses jovens podem trazer para as organizações e não em enquadrá-los no perfil padrão das atuais referências pouco diversas que povoam grande parte das empresas. Esse é o favor que vemos na troca e evolução contínua de uma comunidade de boas práticas”, finaliza Fernanda Liveri, Coordenadora Geral do Movimento Jovens do Brasil.

Do que as famílias precisam para cuidar das crianças nestes tempos?

É essencial criar ações intencionais para apoiar pais, mães e responsáveis a fim de que cumpram o seu papel no desenvolvimento integral dos pequenos, especialmente nesta fase complexa pela qual passamos. Confira que ações são estas, segundo Gilvani Pereira Grangeiro, especialista em primeira infância.

 “As famílias precisam de apoio e o tripé bem-estar físico, mental e social é essencial para que possam cuidar de forma plena da saúde das crianças”, explica Gilvani Pereira Grangeiro, Mestre em Saúde Materno Infantil pela Fiocruz, com formação em Liderança Executiva para o Desenvolvimento da Primeira Infância pelo Center on the Developing Child, da Havard University. Dentre outras atuações, Gilvani é consultora do programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil. 

Para ela, é fundamental criar espaços de escuta qualificada, compartilhar sentimentos e sensações, e refletir sobre temas que promovam a parentalidade positiva. 

O diálogo é o melhor caminho para se chegar até as famílias, para trocar experiências, para dividir preocupações e pensar soluções que superem os desafios decorrentes do distanciamento social gerado pela pandemia.

 “Ao conversarem com seus pares, mães, pais e responsáveis se sentem menos desconfortáveis com a situação complexa que vivenciam, porque percebem que não estão sozinhos e que outros passam pelos mesmos dilemas”, reforça.

Outro aspecto que Gilvani destaca como essencial é a possibilidade de encaminhar as demandas à rede de atendimento. “É importante que os profissionais mostrem às famílias os equipamentos públicos que podem ajudá-las a cuidar do seu bem-estar e de seus filhos e filhas. Além disso, esse movimento tende a demandar da rede de atenção ações que fortalecem os serviços para atender melhor a criança”, ressalta.

Gilvani também defende que este tempo de maior permanência em casa pode ser otimizado em favor do fortalecimento dos pais e cuidadores. Ao criar meios de levar informação e formação aos adultos, ampliam-se o olhar e o cenário da percepção das famílias sobre a importância dos seis primeiros anos para toda a vida da criança. 

Os efeitos da pandemia

Há mais de um ano e meio vivenciando o isolamento social, que retira as crianças do convívio saudável com seus pares e com outros adultos, são justificáveis as regressões no comportamento infantil que vêm ocorrendo com frequência, preocupando as famílias.

Um exemplo é o aumento da birra decorrente do pouco gasto de energia, pela falta da escola, muitas vezes, que gera diminuição da convivência social e comunitária. Retorno a estágios anteriores do desenvolvimento, como voltar a fazer xixi na cama depois de ter sido desfraldada, choros constantes, falta de sono e de apetite e apatia são alguns dos efeitos na criança de uma rotina de restrições. Ou seja, a saúde dos pequenos pode estar em risco.

Nesse momento, o papel da família faz toda a diferença. Acolher no lugar de isolar, envolver no lugar de confrontar, dialogar no lugar de castigar são alguns encaminhamentos que tendem a ajudar os dois lados dessa relação: a criança, porque se sentirá amada e respeitada, e o adulto, que terá meios positivos de lidar com questões difíceis trazidas pelo atual momento. Reforça-se assim a saúde emocional. 

Entender o cenário e ter estrutura para atuar positivamente no convívio com a criança são habilidades que nem todos os cuidadores possuem, por isso, eles precisam de estímulos para as desenvolverem, o que exige ações intencionais que promovam essa consciência e sensibilização.

Programa Crescer Aprendendo: estratégia para fortalecer a parentalidade positiva

“O Crescer Aprendendo oferece um espaço qualificado de escuta e diálogo com as famílias. Dá suporte psicológico e de segurança alimentar. Mesmo com ações virtuais, por conta da pandemia, consegue chegar aos pais e responsáveis por meio de informações lúdicas sobre temáticas fundamentais para a garantia da saúde plena de seus filhos e filhas”, opina Gilvani. 

Desde 2020, o programa migrou suas ações presenciais para o formato virtual e já atendeu a mais de 3 mil famílias, por meio de interações no WhatsApp, distribuição de cartões-alimentação e apoio de psicólogas. Também realiza lives com especialistas para promover interações e acesso a conhecimentos sobre questões primordiais ao desenvolvimento infantil.

“Neste momento ainda confuso, de retomadas e isolamento parciais, o programa apoia a família até na tomada de decisões conscientes, como a de mandar ou não suas crianças para a escola. O mais importante é dar informações de maneira didática que ajude os pais naquilo que irão realizar para garantir o melhor para seus filhos, especialmente as famílias mais vulneráveis, o público-alvo do programa”, reforça Sofia Rebehy, coordenadora do Crescer Aprendendo.

“Precisamos, cada vez mais, estruturar soluções que fortaleçam os cuidadores, ampliem seus conhecimentos e promovam a escuta. O Crescer Aprendendo tem essa missão, que vem cumprindo em 16 cidades de 5 estados, apoiando quase 2,5 mil famílias, em 2021”, ressalta Gilvani.

Clique aqui e conheça mais sobre o programa: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/

Navegue pelos temas sobre primeira infância e use esse conhecimento no seu trabalho pelo desenvolvimento infantil: https://unitedwaybrasil.org.br/crescer-aprendendo-digital/

E fique ligado: no dia 27 de agosto, das 17 às 18h, nas redes sociais da United Way Brasil, participe da live “A importância da parentalidade na promoção do desenvolvimento infantil”. Não perca!

Coalizão de movimentos sociais, liderados por empresários, lança estudo de boas práticas para a inclusão produtiva das juventudes

Evento realizado no último dia 20 de julho reuniu CEOs e executivos de grandes corporações engajados na promoção da empregabilidade e formação de jovens-potência, o grupo de brasileiros que mais perdeu emprego e renda durante a pandemia. 

A live “Inclusão produtiva jovem: o papel das empresas para transformar uma geração” marcou a história do ecossistema corporativo brasileiro. Realizado pela coalizão GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo), 1MiO (Um Milhão de Oportunidades), Pacto Coletivo pelos Jovens e Jovens do Brasil, o evento reuniu em um só dia as lideranças das maiores corporações do País com o objetivo de lançar o estudo “Empresas potentes: boas práticas na inclusão de jovens-potência”, que analisa os processos de recrutamento, seleção e manutenção de jovens nos quadros de colaboradores de empresas-potência, compartilhando orientações, recomendações e pontos de atenção para qualquer corporação que queira implementar ou revistar suas políticas de inclusão de jovens nas suas equipes.

O estudo, que tem sido pauta dos grandes veículos de comunicação, é um guia de boas práticas produzido pela parceria GOYN SP e Accenture Brasil, que recebeu o apoio e as contribuições das instituições representadas no lançamento.

Apresentado no evento por Fagner Lima, Designer de Serviços da Fjord/Accenture Brasil, o estudo ouviu, de um lado, as “dores” dos Recursos Humanos (RHs) na hora de contratar jovens-potência para os postos de entrada nas corporações. Do outro lado, escutou as expectativas e necessidades das juventudes antes e depois da contratação.

O estudo se aprofundou na literatura sobre o tema, especialmente no conhecimento já construído pelo GOYN SP, utilizou entrevistas e grupos focais com equipes de RHs, com gestores que atuam com os jovens nas empresas e com os próprios jovens. O conteúdo foi analisado e validado pelas organizações que compõem a rede GOYN SP.

“Vimos que o melhor jeito de compartilhar as boas práticas e os aprendizados é por meio de uma jornada, que apresente o percurso, sem ser uma receita pronta. Ela é orientadora e inspiradora, trazendo ações e indicações quem pode ajudar na sua implementação”, explicou Fagner.

O estudo reúne, também, cases de corporações que assumiram o compromisso de incluir, formar e promover a ascensão dos jovens, com exemplos concretos para cada etapa da jornada das juventudes nas empresas: PwC, Coca Cola Brasil, Funcional Health Tech, Itaú e Magalu.

Além disso, para as companhias que não se veem em condições de fazer um processo mais amplo para a inclusão produtiva jovem, o estudo propõe ações mínimas e viáveis que podem ser adotadas por quaisquer empresas.

“O maior aprendizado trazido pelo estudo é que a inclusão dos jovens é uma atividade coletiva e não individual da companhia. Uma ação que deve se somar às ações que já existem no terceiro setor, no poder público, potencializando o alcance e a efetividade da corporação. Compartilhar essas práticas é uma maneira de inspirar novas ações, efetivar parcerias e fomentar esse ecossistema”, concluiu Fagner.

Muito além de marcas e negócios

A coalizão de diferentes movimentos voltados à inclusão produtiva das juventudes, que contam com a participação ativa dos C-levels das corporações, é um exemplo claro de como a urgência dessa pauta precisa de ações coletivas e colaborativas para avançar na velocidade necessária. 

Como bem pontuou a mediadora da live, Isabelle Christina, jovem negra da periferia, que superou diferentes desafios para conquistar seu espaço na Oracle, o papel das empresas é crucial para reverter o atual e desolador cenário: “Atualmente temos 27,1% dos jovens brasileiros desempregados e 1 em cada 4 jovens gostaria de trabalhar, mas não consegue, deixando de procurar uma colocação, segundo o Atlas das Juventudes. Quase metade dos 50 milhões de jovens de 15 a 29 anos quer deixar o País por falta de perspectivas”, pontuou a jovem-potência. Isabelle também ressaltou: “Ao mesmo tempo em que vivemos essa realidade, temos agora a maior chance de revertê-la. Se a gente olhar para nações como Japão e Coreia do Sul, que também viveram o boom demográfico… Nessa fase eles incentivaram os jovens a produzir tecnologia, inovação e assim chegaram aonde estão hoje. O Brasil está perdendo a oportunidade de ser uma grande potência.”

Para Juliana Azevedo, Presidente da P&G Brasil e do Conselho Deliberativo da United Way Brasil, “quando falamos da inclusão produtiva dos jovens, estamos falando de formação, de uma agenda digital de educação e profissional, que precisa ser reciclada, de condições de emprego e de empreendedorismo. E a gente pode atuar mais rápido se alavancar o que já está sendo feito pela empresa A ou B. O desafio é grande, a urgência é enorme, mas juntos podemos mudar essa realidade. Podemos fortalecer a potência desses jovens maravilhosos que estão aí para ajudar a construir o nosso país.”

“Nós não precisamos dar o valor, porque o jovem já tem o seu valor. Nós temos de gerar e fomentar oportunidades. E é através da oportunidade gerada pelo gestor, pelo líder que vamos inspirar nossos times. Se não diversificarmos o pensamento, nós não inovamos, não transformamos. Precisamos ter essa consciência de que juntos vamos mais longe”, reforçou Rachel Maia, Founder e Ceo @RM Consulting e Presidente do Conselho Consultivo do Unicef.

Julio Campos, Presidente da Unilever Marketplace América Latina e fundador do Movimento Jovens do Brasil, lembrou que as lideranças precisam usar suas influências para fazer a diferença. “As pessoas que estão aqui transcendem suas posições nos negócios. São brasileiros que querem transformar a realidade. Somos como plantadores de tâmara, que precisa de 80 anos para dar frutos. Talvez a gente não veja tudo realizado, mas, definitivamente, estamos atuando para que nossos filhos e netos possam ter um mundo melhor para viver.”

O papel das corporações vai muito além de contratar os jovens, segundo Pedro Massa, VP, General Manager Coca Cola Brasil e Conselheiro do Instituto Coca Cola Brasil: “Precisamos vencer barreiras de entrada, muitas oportunidades não chegam à população com menor renda e há ainda muita discriminação de grupos sociais em processos de seleção. O papel da liderança é crucial nesse sentido. Além de abrir portas, são necessárias ações de engajamento da força de trabalho atual, para que o ambiente profissional e de educação não seja hostil e possa acolher, de fato, o jovem.”

No evento, a coalização também lançou a Comunidade de Práticas, apresentada por Thiago Reis, diretor de criação no Zuma. A comunidade é um espaço aberto no Linkedin para trocas, reflexões e experiências bem-sucedidas sobre a inclusão produtiva das juventudes para que jovens, empresas, organizações e pessoas interessadas no tema possam ter acesso, também, a estudos, pesquisas e documentos inspiradores. Clique aqui, navegue e faça parte dessa comunidade, que já conta com 90 corporações participantes. 

Confira, na íntegra, o evento de lançamento do estudo e da comunidade de práticas: https://www.youtube.com/watch?v=oyEEGQ9PqVg 

O GOYN SP é uma coalizão que tem o propósito de incluir produtivamente 100 mil jovens de São Paulo até 2030 e impactar a vida dos mais de 700 mil jovens-potência da cidade. Conta com as seguintes organizações parceiras: Accenture, The Aspen Institute, Catholic Relief Services, GDI – Global Development Incubator, Prudential, United Way Brasil​, Youth Build, Fundação Arymax, Fundação Tide Setubal, Em Movimento, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Coca-Cola Brasil, Itaú Educação e Trabalho, FIESP, Vocação.

Programa Competências para a Vida promove letramento racial para jovens e mentores

Iniciativa da United Way Brasil, em parceria com empresas associadas e parceiras, o programa tem como objetivo promover o desenvolvimento de jovens negros e negras em situação de vulnerabilidade para que construam seus projetos de vida e possam ocupar espaços na sociedade e no mundo do trabalho.

O racismo estrutural é um desafio que precisa ser enfrentado para que possamos avançar como sociedade e combater as desigualdades. No mundo do trabalho, o problema tem se tornado pauta das políticas das corporações, para incluir negros e negras nas equipes, mas ainda é preciso fazer muito mais.

Diante do boom demográfico, em que os jovens ainda são maioria – e a pirâmide etária começa a se inverter, com progressivo envelhecimento da população brasileira –, outro desafio se une ao primeiro e vencê-los é prioridade se quisermos construir uma nova história, que passa pela inclusão da juventude negra no ecossistema produtivo.

No entanto, um cenário, que já era crítico, foi agravado a partir de 2020, com a pandemia gerada pela Covi-19, afetando a oferta de trabalho. Os índices de desemprego entre os grupos de 14 a 17 anos e de 18 a 24 anos, de 42,8% e 29,7%, respectivamente, foram os maiores dentre as demais faixas da população (IBGE, 2020). No contexto geral, a taxa de desemprego entre os brancos ficou em 9,8%, bem abaixo das pessoas pardas (14%) e pretas (15,2%). Os motivos que levam a esse desnível, além da crise, são a baixa escolaridade, a falta de conectividade e o preconceito, obstáculos enfrentados pelas camadas mais pobres que, por sua vez, são formadas por uma maioria negra.

Portanto, para que jovens negros e negras possam ocupar seus espaços, são necessárias políticas públicas que garantam educação e trabalho de qualidade. Também é essencial que o setor privado assuma o seu compromisso com essa causa e, por meio de seus Recurso Humanos (RHs) e comitês de diversidade, promova a entrada e permanência das juventudes negras em suas corporações. O papel do programa Competências para a Vida é justamente apoiar essa inclusão, preparando, de um lado, os jovens para as demandas das empresas aliadas aos seus sonhos e propósitos. Do outro, estimulando os colaboradores das companhias para que sejam mentores voluntários desses novos talentos, apoiando-os na sua caminhada pessoal e profissional, um passo importante na busca pela diversidade nas corporações. 

Letramento racial, a formação necessária

Com os crescentes movimentos sociais para combater o racismo estrutural, a United Way Brasil assumiu o compromisso de realizar ações intencionais com o objetivo de debater, enfrentar e desenhar soluções para a inclusão de jovens negros e negras no mercado de trabalho. O Competências para a Vida é uma delas. Por isso, em 2021, tem realizado parcerias com organizações, consultores e especialistas que são referência no tema. Uma delas é a jornalista e consultora em gênero e raça, Kelly Quirino, que atualmente é professora da disciplina Comunicação e Diversidade e Epistemologias Negras, na Universidade de Brasília, que está apoiando nas formações dos atores envolvidos no Competências para a Vida.

O programa conta com uma coordenação, um grupo de facilitadores e os mentores que se encontram virtualmente com os jovens durante o período de capacitação. “Começamos pelos colaboradores das empresas, que se voluntariaram para serem mentores dos jovens, e os formadores do programa. Falamos sobre uma questão que, às vezes, é confusa para os brancos. Muitos não querem opinar sobre racismo porque acham que esse lugar de fala não lhes pertence. Mas não é assim. Todos e todas precisam debater o tema. Ficar em silêncio, porque é branco, mantém a estrutura do jeito que está, ou seja, excludente. É importante falar e, também, ouvir, considerar e privilegiar a voz dos negros e negras nesse diálogo, porque eles sentem na pele o preconceito”, explica Kelly. Ela gostou da conversa que teve com os mentores porque pode conhecer as diferentes ações das corporações onde trabalham, relacionadas ao enfrentamento do racismo estrutural. “O que percebemos é a importância de oferecer aos funcionários oportunidades de letramento sobre racismo para que entendam o que é, já que muitas coisas estão enraizadas e naturalizadas”, reforçou.

Mulher com vestido colorido

Descrição gerada automaticamenteKelly Quirino é doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), Mestre em Comunicação Midiática e Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Fez doutorado-sanduíche na Tulane University (EUA) como pesquisadora visitante financiada pela Capes. Na área de Educação, atuou como tutora do Curso de Especialização em Políticas Públicas de Gênero e Raça na Faculdade de Educação da UnB.

O Competências para a Vida, com o apoio da consultora, criou um acervo virtual com indicações de leitura e de filmes sobre a temática para orientar mentores e formadores no entendimento de como o preconceito afeta a vida pessoal e produtiva das juventudes negras. “Na conversa com os mentores, ressaltei que eles têm total condição de dar aos jovens negros e negras exemplos pessoais de como vencer obstáculos, no entanto, é importante que ampliem seus olhares, considerando realidades como pobreza, racismo e violência”, ressaltou Kelly. Ela lembra que essa juventude já passou por muita coisa e se chegou até o Competências para a Vida é porque venceu inúmeras dificuldades. Por isso, é essencial mostrar a esse jovem que seu sonho é possível e que ele possui meios para conquistar seus objetivos. “Não existe meritocracia para essas juventudes. A lógica aqui é outra”, defendeu Kelly. Para ela também cabe aos mentores ajudarem os jovens a acessar informações e oportunidades, afinal, a grande maioria vive em condições de vulnerabilidade. A conectividade e o uso qualificado da tecnologia são realidades distantes. 

A consciência de ser negro e negra nesse contexto 

A formação com a temática começou este ano, no segundo semestre, para um grupo de 320 jovens. “Temos trabalhado o que é o racismo, porque, muitos deles, não têm essa consciência. Então, partimos das suas experiências e aí as situações vão aparecendo. O objetivo é instrumentalizá-los para que possam entender e enfrentar o preconceito que sofrem”, explicou Kelly. “Daí vale usar a charge, o texto, um podcast ou um filme para a partir do exemplo, ajudar o jovem a entender o conceito e a teoria”, complementa. 

Parte da capacitação realizada com mentores.

Vários estudos indicam o impacto negativo do preconceito racial na identidade e na autoestima dos jovens. O Competências para a Vida tem a proposta de fortalecer esses dois aspectos, apoiando os participantes do programa no desenvolvimento de competências socioemocionais e no acesso a ferramentas que os ajudem a ocupar espaços dos quais, historicamente, os negros foram sempre excluídos. “Os jovens do programa precisam entender que a questão do racismo é coletiva e que precisa ser enfrentada como tal. Que construir uma carreira, conquistar um bom emprego é um direito”, reforçou a consultora.

Com a proposta de trazer o racismo estrutural como tema de formação dos colaboradores e dos jovens, o programa Competências para a Vida pretende intervir positivamente na vida desses atores e, também, fomentar a diversidade nas empresas, a partir de um processo colaborativo que une diferentes pontas para promover a inclusão produtiva das juventudes. Por isso, se sua empresa ainda não vestiu a camisa da diversidade e do combate ao preconceito racial, a hora é agora! Começar pelos jovens é uma maneira de plantar mudanças estruturais no presente e futuro de nossa sociedade. 

Clique no link e saiba mais sobre o programa Competências para a Vida: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/competencias-para-a-vida/ 

Live debate a importância da parceria família-escola para retorno seguro

Realizado no dia 25 de junho, o evento reuniu especialistas para discutir práticas que possam preparar crianças, suas famílias, professores e funcionários da escola para a retomada das atividades presenciais.

“Parceria família e escola: por uma volta mais segura às atividades presenciais” foi o tema da terceira live de 2021 realizada pelo programa de primeira infância Crescer Aprendendo Digital, da United Way Brasil.

Para debater e trazer informações aos pais, às mães e aos responsáveis participantes do programa, foram convidadas Ana Escobar, pediatra; Paula Mendonça, educadora e coordenadora das áreas de cidade e educação do Programa Criança e Natureza, do Instituto Alana; Joelma Xavier de Oliveira, gestora de escola; e Jamíria Cordeiro de Araújo Andrade, professora de educação infantil, ambas de Sobral (CE), município parceiro do Crescer Aprendendo.

Sobre os riscos de contaminação e transmissão do novo coronavírus, uma questão que continua preocupando muitas famílias, a pediatra Ana compartilhou informações importantes para tranquilizá-las, por exemplo, que, embora as crianças possam se contaminar, o que é mais raro, geralmente os sintomas são leves e não evoluem para quadros graves. Elas também podem transmitir a Covid-19, mas isso pouco acontece, segundo estudos recentes. 

De qualquer forma, é claro que um amplo sistema de prevenção precisa ser implementado nas escolas para a volta presencial. “Este ano, usamos a semana pedagógica para entender e estudar os protocolos de segurança sanitária, quais as adaptações que tínhamos de fazer. O manual foi repassado também para a área administrativa. Depois fomos à prática e hoje nós estamos preparados para o retorno. Vamos atender 35% das crianças matriculadas e toda a equipe vai trabalhar com equipamentos de segurança (EPI)”, revela Joelma, diretora do CEI Domingos Olímpio, em Sobral. 

Natureza e espaços abertos como aliados da educação infantil

Estudar em espaços abertos, especialmente na natureza, traz grandes benefícios para o aprendizado e desenvolvimento da criança, além de fortalecer o seu sistema imunológico. Diante do cenário da pandemia, e pensando na retomada, usar tais espaços se torna uma opção ainda mais valiosa para proteção de todos. “A gente vem sugerindo que as escolas, na volta das aulas presenciais, usem pátios, quadras, jardins para as atividades. As escolas que não possuem espaços assim, podem fazer parcerias dentro de seus territórios para ocupar praças e equipamentos públicos, sempre seguindo os protocolos. Nós acreditamos que o uso desses espaços diminui os riscos de contaminação e promovem o bem-estar das crianças e dos adultos”, explica Paula, do movimento Criança e Natureza.

Crianças, vacinas e retorno

Algumas famílias, temerosas com a situação, ainda crítica em muitas cidades, expressam que só se sentirão seguras quando seus filhos e suas filhas forem vacinados. No entanto, durante o debate, e sabendo-se do baixo nível de contaminação e transmissão entre as crianças, as especialistas chamaram a atenção para uma realidade complexa, relacionada à ausência de escola: as crianças estão no fim da fila da vacinação. Segundo alguns estudos, pelo menos 75% da população terá de tomar as duas doses para se chegar ao controle da pandemia. Depois, quem sabe, os pequenos também serão imunizados. Nesse período, o que pode acontecer com as crianças? Todo esse tempo de espera tende a afetar o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos, comprometendo seu aprendizado.

Por isso, é importante que famílias e escolas trabalhem juntas para garantir a segurança sanitária para que o retorno aconteça, minimizando os prejuízos que já são notórios no desenvolvimento infantil.

Construção de vínculos

A experiência do CEI Domingos Olímpio, em Sobral, na fase de isolamento social, acabou por construir fortes vínculos com as famílias, o que irá facilitar a adaptação ao retorno. “Desenvolvemos o projeto Curadoria Afetiva. Compartilhávamos as atividades para as crianças realizarem, nos grupos de WhatsApp e, às quintas-feiras, fazíamos um monitoramento da participação e retorno dessas interações. Quando percebíamos a ausência de alguma criança, contatávamos a família e fazíamos uma chamada de vídeo. Nesses momentos, os familiares contavam suas dificuldades, algumas em luto. Era um diálogo afetivo, de acolhimento”, contou a professora Jamíria. Para ela, o fortalecimento dos vínculos tende a favorecer todo o processo de retomada, com ampla colaboração da família.

“Eu gosto daquele ditado africano que diz que é preciso de toda uma aldeia para educar uma criança. Todos nós somos parte dessa aldeia, então, vamos em frente, avaliando sempre o que está dando certo e o que não está e, juntos, nessa empreitada, espero que muito em breve a gente se veja livre dessa situação”, completou Paula.

A live “Parceria família e escola: por uma volta mais segura às atividades presenciais” contou com o apoio do Instituto Alana e das empresas associadas do programa Crescer Aprendendo.

Clique aqui e acesse o evento na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=q7JxFJV55uk

Saiba mais sobre o programa Crescer Aprendendo: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/ 

Navegue na plataforma do Crescer Aprendendo Digital e confira conteúdos sobre desenvolvimento infantil para trabalhar com as famílias: https://unitedwaybrasil.org.br/crescer-aprendendo-digital/ 

Guia de Primeira Infância para Empresas: ferramenta inédita reúne ações corporativas com foco nos primeiros seis anos de vida

O Guia é uma plataforma interativa e dinâmica que reúne mais de 600 ações voltadas às crianças e suas famílias. A ferramenta quer mobilizar e sensibilizar empresas de diferentes áreas e portes para que invistam na primeira infância, a “mãe” de todas as causas sociais.

Lançado em junho, no evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apoiadora da iniciativa, o Guia de Primeira Infância para Empresas reúne mais de 600 ações de empresas sediadas no Brasil, focadas nas gestantes e nas famílias com crianças até 6 anos. Além das práticas, a plataforma traz também conteúdos que sustentam a importância da causa não só para a sociedade, mas, também, para agregar valor às marcas e fortalecer os negócios em toda a cadeia produtiva. 

Por ser um tema transversal, a primeira infância não só amplia ações que impactam famílias inteiras, combatendo injustiças sociais, como alavanca as pautas da agenda ESG, afinal “garantir a preservação da humanidade significa dar condições para que as novas gerações se desenvolvam plenamente e possam vivenciar a fase adulta na sua plenitude, como cidadãos conscientes de seu papel na manutenção de um ecossistema integral de relações saudáveis e inclusivas” (“O ESG e sua empresa”, extraído do Guia de Primeira Infância para Empresas). 

Sua empresa precisa participar!

O Guia de Primeira Infância para Empresas é uma ferramenta dinâmica, porque novas iniciativas podem ser pensadas, a qualquer tempo, para atender demandas de famílias com crianças nos primeiros anos de vida. Por isso, existem duas maneiras de fazer parte dessa grande rede pela primeira infância: navegar na plataforma para conhecer as práticas captadas (e revisitar as da sua empresa para ampliá-las e fortalecê-las) e/ou compartilhar as ações e políticas que a sua corporação realiza para referenciar outras companhias. Ou seja, sempre é possível trazer novas experiências ao Guia. 

Para conhecer as diferentes ações e políticas internas em primeira infância, basta clicar no link “Como Participar”, cadastrar-se e definir os temas e as áreas de atuação em que a sua empresa quer focar. Desde licenças parentais diferenciadas e horários flexíveis de jornada até auxílios extras para pais e mães solos e cursos de capacitação sobre desenvolvimento infantil.

Além da descrição das ações, você confere quanto é preciso investir na implementação, por quanto tempo e o impacto esperado no público-alvo. Vale ressaltar que muitas iniciativas têm custo zero, ou seja, existem opções diferentes para atuar pela causa, independentemente do porte da empresa. Portanto, a primeira infância é uma causa inclusiva, porque qualquer corporação pode adotá-la.

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo, Email, Site

Descrição gerada automaticamente

Na aba AÇÕES você seleciona as iniciativas por Categoria, Porte da Empresa e Público-Alvo para filtrar e chegar às práticas que deseja.

Como proteger a primeira infância na pandemia?

O Guia também traz experiências bem-sucedidas para ajudar as famílias no enfrentamento dos desafios impostos pelo novo coronavírus.

Entrevistamos representantes das empresas Cisco Brasil, IBM, Special Dog Company e Takeda Distribuidora para compartilharem suas experiências. Diante de uma situação tão complexa, as corporações adaptaram suas práticas para atender colaboradores com crianças pequenas a fim de que os impactos negativos do isolamento social pudessem ser amenizados. 

No tutorial, confira o passo a passo para navegar na plataforma, entender como a causa se posiciona como uma alavanca para a agenda ESG e conhecer diferentes práticas voltadas aos primeiros anos de vida. 

“Nosso compromisso com as gerações futuras tem um ponto inicial, que é na primeira infância. Encontramos na realização deste Guia uma forma de apoiar empresas e ver crescer as iniciativas que apoiem famílias com crianças na idade de 0 a 6 anos no seu ambiente de trabalho”, afirmou Paula Crenn, gerente de projetos e voluntariado da United Way Brasil, por ocasião do lançamento do Guia, em entrevista concedida à revista Exame.

O Guia de Primeira Infância para Empresas é uma realização da parceria entre United Way Brasil, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Bernard van Leer e Fundación Femsa.

Participe, compartilhe e seja um porta-voz da primeira infância na sua empresa!

GOYN SP debate inclusão produtiva no Festival Atlas das Juventudes

O Atlas das Juventudes sistematiza e dissemina diferentes dados para pautar ações e políticas públicas que otimizem e promovam o potencial dos jovens na construção de um futuro mais inclusivo e próspero para a sociedade. O GOYN SP é parceiro da iniciativa, contribuiu com dados sobre juventudes na cidade de São Paulo e marcou presença no festival de lançamento.

De 9 a 12 de junho aconteceu o Festival Atlas das Juventudes, uma realização das organizações Em Movimento e Pacto das Juventudes pelos ODS, com o apoio do GOYN SP, movimento articulado pela United Way Brasil em São Paulo, e diferentes organizações sociais voltadas à causa.

O evento contou com debates, oficinas e atrações culturais e artísticas protagonizados por jovens de gêneros, raças e territórios distintos, ressaltando a diversidade das juventudes brasileiras.

A iniciativa marcou o lançamento do Atlas, disponibilizado para todos e todas que trabalham questões relacionadas às juventudes no Brasil.

No dia 11, o Núcleo Jovem do GOYN SP coordenou a oficina “Trabalho e habilidades socioemocionais” para apresentar aos participantes uma ferramenta de apoio aos jovens nos processos de recrutamento profissional.

Na introdução da oficina, Jonathan Carvalho, Carla Francischette e Gabriel Gonçalves, do Núcleo Jovem, apontaram as principais dificuldades enfrentadas pelos mais de 700 jovens-potência das periferias de São Paulo, na busca por postos dignos de trabalho. Os desafios estão relacionados a questões ligadas ao racismo estrutural, à evasão escolar, à crise laboral e à lacuna digital (saiba mais, acessando o painel “Desafios e oportunidades para a inclusão produtiva dos jovens-potência da cidade de São Paulo”).

Também destacaram como um grande obstáculo os processos de recrutamento das corporações: “Dentre as 500 maiores empresas do Brasil, apenas 35% diversificam a forma de contratação”, ressaltou Gabriel.

Para ele, e demais participantes da oficina, os tradicionais métodos usados pelas áreas de Recursos Humanos (RHs) não contemplam a realidade dos jovens periféricos, suas habilidades e seus potenciais. “Os currículos não dizem quem somos e acabamos em desvantagem quando comparados com jovens que fizeram faculdade X, curso Y, intercâmbio…”. Pâmela Regina, recém-chegada ao GOYN SP, concorda: “Os currículos tradicionais muitas vezes nos colocam como se não fôssemos capazes de nada!”

Na segunda parte da oficina, os jovens apresentaram o Card Jovem, elaborado pelo Núcleo Jovem, com base em um ou mais indicadores, disponíveis on-line, como o MBTI, um teste baseado nas competências socioemocionais do indivíduo. A partir de um questionário, o programa define com qual perfil a pessoa se identifica. “É um método que não leva em consideração as competências técnicas, mas, sim, quem você é de verdade”, reforça Gabriel.

A ideia é que os jovens utilizem os cards para se apresentarem às empresas, evidenciando seus valores, propósitos, motivações e vivências.  Os participantes da oficina tiveram acesso ao link para montá-los e aprovaram a ideia como uma nova maneira de as empresas ampliarem o foco sobre as contribuições das juventudes para o desenvolvimento de suas equipes.

Inclusão produtiva em debate

Na noite do dia 11, o Global Opportunity Youth Network de São Paulo (GOYN SP) participou da mesa “Inclusão Produtiva das Juventudes”, ao lado de representantes da Fundação Arymax, do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds) e do Corporativos para Pretos, mediados pela jovem Yasmim Vieira.

A conversa trouxe importantes reflexões sobre o que significa promover a inclusão produtiva das juventudes, especialmente no atual contexto da realidade brasileira, fortemente marcada pelos impactos da pandemia.

Matheus Magalhães (Fundação Arymax), definiu a inclusão produtiva como “a inserção da população pobre ou em situação de vulnerabilidade para a geração de trabalho e renda de maneira mais estável e relativamente duradoura, a fim de superar as situações crônicas de exclusão social de determinada época”. Ou seja, a inclusão produtiva responde a um contexto social e vai se modificando a partir da realidade.

No entanto, para que os jovens sejam inseridos no ecossistema produtivo outros fatores merecem atenção, porque são determinantes para que a inclusão aconteça com qualidade. “Não adianta falar: ‘empresa, crie vagas e empregue os jovens que estão fora do mercado’. A gente precisa pensar em políticas públicas de outras áreas como educação, mobilidade, garantia de acesso ao primeiro emprego, apoio aos jovens que querem empreender e maneiras de ajudá-los a desenvolver suas competências e habilidades. A questão é como a gente aproxima poder público, setor privado, organizações da sociedade civil e, principalmente, as juventudes para buscar soluções a essas situações”, pondera Rafael Biazão (do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável – Cieds).

A educação é, com certeza, uma questão crítica que precisa ser resolvida no contexto da inclusão produtiva. Para Wel Alves (GOYN SP), os dados traduzem o problema: “Cada jovem evadido da escola, no Brasil, custa 372 mil de reais por ano à sociedade. Só em São Paulo, onde o GOYN atua, temos mais de 700 mil jovens em situação vulnerável. Se incluirmos produtivamente essa população, podemos somar até 0,3% do PIB da cidade. Temos de pensar qual é de fato o desperdício financeiro se não trabalharmos políticas intersetoriais e sistêmicas.”

Nathália Arruda (Corporativo para Pretos) ressalta a importância das empresas nesse contexto: “Jovens estão sendo excluídos por conta de requisitos e vagas irreais. A gente está excluindo pensares plurais, de realidades diferentes. É importante que o setor privado entenda que não é apenas uma questão de políticas públicas, mas de analisar como está excluindo os jovens e o que pode fazer, junto aos agentes locais, com soluções. Pensar que os jovens não vêm de um mesmo lugar, por isso, não podem ser avaliados da mesma forma.”

O olhar focado nas periferias foi outro ponto importante, levantado pelo Wel (GOYN SP): “A maior parte das juventudes é formada por negros, negras e mulheres, que vivem nas bordas das cidades e dos centros urbanos. Então, já que a gente sabe que inclusão produtiva não ocorre somente por meio do emprego, e estamos num país que vive em crise, a questão é como potencializar iniciativas empreendedoras da periferia para a periferia. Tem todo um ecossistema de sustentação da periferia que precisa ser estimulado. Políticas que vão nesse sentido são super importantes, inclusive ações de investimento na infraestrutura e na conectividade. Além disso, também é importante impulsionar o acesso digital e utilizar dados para pensar em como pautar soluções que sejam mais sistêmicas e mais certeiras na inclusão dos jovens desses territórios.”

Confira o debate da mesa “Inclusão Produtiva das Juventudes” na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=Rqc-sBL9ze8

Fundação FEMSA e United Way Brasil se unem pela primeira infância

Parceria viabilizou a formação e o apoio a 500 famílias em situação de vulnerabilidade social, a realização de lives sobre temas focados nos primeiros anos de vida, a disponibilização de podcasts de contação de histórias e um curso sobre educação financeira e geração de renda na plataforma Crescer Aprendendo Digital.

Em 2021, a parceria entre a Fundação FEMSA e a United Way Brasil se fortaleceu com mais uma ampla ação em favor da primeira infância: 500 famílias de 05 cidades, em 02 estados, puderam participar das ações do programa Crescer Aprendendo, cujo objetivo é apoiar pais e responsáveis na missão de educar e cuidar de suas crianças, especialmente no complexo cenário da crise sanitária e econômica desencadeada pela Covid-19.

Reunidas em grupos de WhatsApp, as famílias receberam, por seis meses, conteúdos diários sobre desenvolvimento infantil, apoio de psicólogo e cartão-alimentação, por três meses. Também puderam assistir e interagir em duas lives: a primeira, “Volta às aulas: o que precisamos saber pra quando esta fase passar?”, em março, contou com a participação do pediatra Daniel Becker, da educadora Raquel Franzim (Instituto Alana) e da pedagoga e gestora de escola, Joice Araújo. A segunda, em abril, debateu o tema “Desafios familiares em tempo de Crise”, com a presença de Vera Iaconelli, psicanalista, Flávio Debique, gerente nacional da Plan International, Ana Paula Ferreira, pedagoga, e Luciano Ramos, consultor e gestor voluntário do coletivo Pais Pretos Presentes. 

Contação de histórias para os pequenos

A parceria com a Fundação FEMSA também viabilizou a ampliação da plataforma Crescer Aprendendo Digital, repleta de conteúdos sobre primeira infância para orientar as famílias e servir como subsídio ao trabalho de profissionais da educação, saúde e assistência social. 

Uma série de seis podcasts foram gravados por três contadoras de histórias consagradas: Fafá Conta, Juçara Batichoti (Varal de Histórias) e Kiara Terra. O objetivo dos podcasts é promover nas famílias os hábitos de ler e contar histórias, essenciais para o fortalecimento de vínculos, desenvolvimento do vocabulário e da criatividade dos pequenos, além de incentivar a resolução de problemas, já que as narrativas são cheias de desafios e finais inesperados.

O acesso à contação de histórias pode ser feito via Spotify e YouTube. É só clicar, escutar e compartilhar. 

Educação financeira e geração de renda para as famílias

Outra ação promovida pela parceria foi a realização de um curso com 30 vídeos-aula sobre organização da vida financeira e orientações para famílias lidarem melhor com os desafios da crise econômica causada pela pandemia ou, até mesmo, começarem um negócio de maneira consciente e assertiva, para obter mais renda ao sustento das crianças.

Os vídeos-aula, realizados pela organização Aventura de Construir para o programa Crescer Aprendendo, foram compartilhados com as famílias, nos grupos de WhatsApp. A parceria também viabilizou consultorias personalizadas para 20 famílias que manifestaram interesse em fortalecer seus negócios. 

As aulas fazem parte do acervo da plataforma Crescer Aprendendo Digital para que qualquer pessoa possa assisti-las e ter acesso a dicas sobre educação financeira e geração de renda. É só clicar no link: https://www.youtube.com/playlist?list=PL678y5q5ihcdzrhq9pnVI6Rjrntx4fDxW 

Além disso, na plataforma, o internauta encontra conteúdos sobre os temas-chave do desenvolvimento infantil, resumidos neste vídeo sobre a ferramenta, para divulgar a importância da primeira infância na construção de uma sociedade melhor e menos desigual para todos e todas. Confira e compartilhe: https://www.youtube.com/watch?v=0MUOlbun0C0 

United Way Brasil lança Guia de Primeira Infância para Empresas em evento da Fiesp

Como parte da série promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a live “Responsabilidade Social na Prática – ESG e Primeira Infância” debateu como os primeiros anos de vida podem ser foco de políticas corporativas e fortalecer a agenda ESG. Na ocasião, a United Way Brasil lançou o Guia de Primeira Infância para Empresas, uma plataforma digital que contém mais de 600 ações com esse propósito.

No último dia 24 de junho, a live “Responsabilidade Social na Prática – ESG e Primeira Infância”, realizada pela Fiesp, debateu como ações focadas na criança e nas suas famílias, os colaboradores e colaboradoras das empresas, são essenciais para a sustentabilidade não só da sociedade como um todo, mas para fortalecer os negócios e agregar valor às marcas.

“Desde 2019, temos desenvolvido um trabalho para sensibilizar os empresários e as empresas no sentido de que é preciso formar uma rede em favor da primeira infância. Você pode atuar pela primeira infância mobilizando os seus pares – outros empresários para que também façam essas ações -, mas também realizar ações de impacto e influenciar o desenvolvimento de políticas públicas em favor da primeira infância. A empresa tem um papel bastante relevante e significativo neste processo”, reforçou Gracia Fragalá, vice-presidente do conselho superior de responsabilidade social da Fiesp, que moderou o debate.

Gabriella Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, apontou vários argumentos sobre porque a primeira infância deve ser foco das políticas internas e ações externas das companhias, sendo enfática ao concluir sua fala: “A primeira infância é considerada a política pública mãe das demais. Ela é transversal, ela é básica para tudo. A gente tem visto também as pessoas discutirem que ela é base inclusive para as políticas ambientais, não só sociais, porque a gente tem o ser humano que vive no meio ambiente. Se a primeira infância é um tema transversal a tudo, se ela é base para tudo, talvez ela não seja concorrente de outras causas que as empresas já tenham assumido e sim base para elas e transversal a elas. Eu acho que a gente tem que pensar desse ponto de vista também de políticas que são básicas para todas as outras que, inclusive, alavancam as demais.”

Sônia Favaretto, conselheira de administração, presidente do conselho consultivo da GRI Brasil, SDG Pioneer pelo Pacto Global das Nações Unidas, trouxe a pauta do ESG para o debate. “Os investidores, cada vez mais, escolhem as empresas onde vão alocar recursos a partir da sua agenda ambiental e, com a pandemia, agenda social. Por isso, o S do ESG entrou ainda mais em destaque. Os investidores querem saber no detalhe qual é o plano de saúde da sua empresa, quais são as práticas que vocês têm tido e eu acho que primeira infância aqui tem um gancho incrível para as empresas se posicionarem”, ressaltou. 

Políticas de primeira infância na prática

Na segunda parte do evento, duas empresas trouxeram suas ações e políticas focadas nos primeiros seis anos de vida. João Paulo, gerente de desenvolvimento sustentável na Special Dog, citou várias iniciativas, dentre elas, o Programa para Pais que, “desde seu lançamento, já beneficiou 250 papais e mamães e 200 bebês. Um programa que começou com as mães, com capacitação, e que depois passou a envolver os pais”, explicou. Para além dos muros da empresa, localizada na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a Special Dog Company é parceira de um projeto de formação de gestores da educação infantil, juntamente com o Instituto Avisa Lá, desde 2017, beneficiando, diretamente, mais de 200 profissionais da rede de educação do município e mais de 1.800 crianças. 

Fernando Luciano, diretor de talentos da Vivo, compartilhou as ações focadas na paternidade diversa. “Por que a gente trouxe esse tema? Porque a gente entendeu que tinham novos contornos ao redor da licença- paternidade, que acabou evoluindo e mudando para licença parental, porque entendemos que estamos em um Brasil diverso, em um mundo diverso e essa diversidade está também nas nossas famílias”, comentou. A empresa estendeu a licença parental para 30 dias com 5 dias prorrogáveis. “Tivemos um retorno muito positivo da companhia por ter ampliado a licença parental e ela também é extensiva a casais homoafetivos ou a mães também que não tenham tido filho ou uma mãe depois da gravidez ou que tenha adotado o filho”, contou Fernando. 

Guia de Primeira Infância para Empresas

Lançado no evento, o Guia é uma plataforma digital que reúne mais de 600 iniciativas voltadas à primeira infância implementadas por empresas de diferentes áreas e portes. A ideia é criar uma grande rede de corporações voltadas à causa e promover o compartilhamento de práticas para que as companhias possam revisitar ou implementar políticas internas e ações na comunidade com foco nos primeiros anos de vida.

O Guia é fruto da parceria entre United Way Brasil, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Bernard van Leer e Fundación Femsa.

A plataforma é gratuita e você pode acessá-la neste link:  https://empresaseprimeirainfancia.com.br/

“Garantir a preservação da humanidade significa dar condições para que as novas gerações se desenvolvam plenamente e possam vivenciar a fase adulta na sua plenitude, como cidadãos conscientes de seu papel na manutenção de um ecossistema integral de relações saudáveis e inclusivas”– Guia de Primeira Infância para Empresas.

Um ciclo se fecha e muitas portas se abrem

As primeiras turmas de 2021 do programa Competências para a Vida encerraram o ciclo do programa com evento on-line para os jovens participantes traçarem os próximos passos rumo ao futuro. Criar uma rede de apoio é um deles.

Entre reuniões formativas e mentorias com os colaboradores voluntários das empresas parceiras do programa, foram 12 encontros no total, todos virtuais. Os 60 jovens, de São Paulo (Francisco Morato) e Pernambuco (Jaboatão dos Guararapes), trilharam uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de competências socioemocionais para elaborar um projeto de vida em sintonia com seus sonhos, preparando-os para um futuro promissor a partir de ações e decisões intencionais que favoreçam o seu sucesso como cidadãos e profissionais. 

Os desafios que já enfrentam, e que se ampliaram no contexto da pandemia, não são mais obstáculos para perseguir seus propósitos. Os jovens sabem que não estão sozinhos e essa certeza os fortalece. O entusiasmo e a determinação parecem ser as características comuns que carregam consigo na bagagem que construíram durante o programa. 

Na reunião que encerrou o ciclo do Competências para a Vida, o clima de mútua ajuda e cooperação esteve presente nas falas e dinâmicas que realizaram durante o encontro, norteado por três temas-chave: os hábitos do dia a dia como aliados para conquistar objetivos; a rede de apoio que criaram durante essa jornada e que continuará depois dela; e a celebração do processo de aprendizagem que empreenderam juntos e que abrirá portas para novas oportunidades.

Os mini-hábitos e a rede de apoio para alcançar objetivos

O programa Competências para a Vida oferece aos jovens uma formação pautada na prática cotidiana, que faça sentido às suas realidades. Um dos temas desse processo é a questão dos hábitos e de como usá-los para vencer barreiras e alcançar objetivos. Nada de traçar metas que não serão cumpridas, gerando frustração. O lema é começar com um pouco e avançar a cada dia. “Utilizei os mini-hábitos para construir o hábito da leitura. A maior dificuldade é começar, mas depois que você dá o primeiro passo, é fácil continuar”, revela Gabriel Pereira Mendonça, de Jaboatão dos Guararapes (PE).

Depois que os bons hábitos estão incorporados à rotina, é importante mantê-los e, para isso, nada melhor do que uma rede de apoio. Com o objetivo de mostrar a potência dessa rede, no evento de encerramento os jovens foram convidados a compartilhar o que estão dispostos a oferecer como colaboração para fortalecer as relações que estabeleceram nos três meses de programa. Não faltaram habilidades: “posso dar aulas de inglês”; “eu dou aulas de música”, “ensino a fazer atividades físicas”, “eu sou muito motivada e possa ajudar quem está desanimado”, “eu gosto de ouvir, então, podem contar comigo”, “posso ajudar a manter a saúde boa”, “ajudo na preparação para o Enem”, “vamos praticar empatia”… Com base nessa corrente de boas práticas coletivas, os jovens vão concretizar a rede em uma página no Linkedin para, também, ter contato com o mundo do trabalho, transitando em espaços profissionais que sejam portas de oportunidades para suas vidas.

Diagrama

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

Celebração dos melhores momentos

Na última parte do encontro virtual, os jovens contaram sobre o que mais gostaram das vivências que tiveram do programa.

“As mentorias são excelentes e mostraram que todos agora estão bem resolvidos. As nossas conversas eram incríveis e parecia que já nos conhecíamos muito bem”, comentou Matheus Henrique, jovem de Jaboatão dos Guararapes.

Acqueline Barbosa, da mesma cidade, declarou: “O plano de ação foi o que mais me tocou. Eu já tinha algumas metas, mas não sabia qual delas era a principal. Quando a defini, as outras ficaram mais claras e possíveis”.

Muitos jovens se disseram impressionados com o DISC, teste que avalia o comportamento das pessoas, criado pelo psicólogo William Moulton Marston, tema de alguns encontros formativos. “O DISC me ‘assustou’ (risos)! Cada coisa que eu via ali, me ‘assustava’. Porque tudo era eu mesmo. Eu sou assim. Vi pontos que posso melhorar e as mentorias ajudaram nisso”, conta Matheus Henrique.

Para Sabrina Custódio, de Francisco Morato, “tudo que a gente vivenciou a gente aplicou em cada momento, aprendendo a nos conhecer para passar por novas experiências”. Emilly, de Jaboatão do Guararapes, passou por um recente processo seletivo e foi aprovada: “Na seleção, lembrava o tempo todo das mentorias. Parecia que eu ouvia os mentores falando no meu ouvido. O programa vale muito a pena. Tem de continuar, porque é um programa que acredita nos jovens”.

Uma pesquisa feita com os facilitadores do Competências para a Vida confirmou os depoimentos dos jovens e suas descobertas. Segundo os respondentes, os participantes estavam 100% engajados na proposta. Para os mentores, o envolvimento dos jovens foi bom e excelente, assim como sua motivação ao final do processo.

O programa Competências para a Vida é uma realização da United Way Brasil e das empresas associadas e parceiras. Saiba mais: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/competencias-para-a-vida/