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Dados, aprendizados e planos para o futuro: o 2º Evento Anual do GOYN SP foi um sucesso!

No dia 23 de novembro, cerca de 420 pessoas se “reuniram” na sala virtual, no YouTube, para participar de uma hora e meia de trocas e diálogos com representantes dos diferentes setores que compõem a rede colaborativa do GOYN SP

Depois de quase dois anos realizando ações remotamente, o 2º Evento Anual do GOYN SP aconteceu no modelo híbrido, com a presença de diferentes atores, no palco montado em um espaço, no Anhembi (SP), cedido pela Prefeitura de São Paulo, parceira da iniciativa.

Os objetivos do evento foram compartilhar dados e evidências (lançamento da pesquisa “Juventudes e a Pandemia – Edição Cidade de São Paulo”), práticas e ideias colaborativas (painel com empresa, poder público e organização da sociedade civil), aprendizados dos dois anos do programa (lançamento do “Guia para Apoiar a Inclusão Produtiva do Jovem-Potência”, sistematizando as experiências trazidas pelos protótipos do GOYN SP) e os planos para o futuro (objetivos para os próximos dois anos), além de convidar novos atores a comporem a rede para que a inclusão produtiva das juventudes periféricas possa avançar, afinal, “Somos muitos. Precisamos ser +100 mil jovens-potência!”

Os jovens das quebradas, Mel Duarte e Marcelo Rocha, conduziram uma agenda cheia de conteúdos e diálogos. No primeiro bloco do evento, após as boas-vindas, o grupo do colaborativo do GOYN SP deu o seu recado por meio de um vídeo manifesto:


Clique nas imagens para saber mais sobre cada painel








Assista ao evento, na íntegra

Os próximos anos do GOYN SP: a urgência da agenda da inclusão produtiva

Na última parte dos painéis, Daniela Saraiva, Líder do GOYN SP, compartilhou os principais objetivos e metas do movimento para os próximos dois anos. “A gente vai seguir fortalecendo o território. Isso foi o que começamos a fazer e tivemos muitos impeditivos para estar presencialmente nos territórios. Então o GOYN SP vai fomentar editais de apoio, não só o Micro Fundo, mas apoio a organizações que estão nos territórios para continuar dando a melhor formação ao jovem, uma formação que esteja próxima ao mercado”, contou. 

O trabalho junto às empresas também será enfatizado, para que elas entendam que não são apenas a porta de entrada das juventudes no mercado produtivo, mas, também, possuem o importante papel de trabalhar a diversidade, a equidade e a inclusão por meio dessa agenda. 

Fortalecer a liderança dos jovens é outro propósito do movimento. “O jovem tem demandado isso e vimos os dados da participação pública e política. Então a gente precisa fortalecer essa voz, garantir esse espaço para que eles sejam protagonistas da agenda da inclusão produtiva”, reforçou.

Para cumprir estes e outros propósitos, é preciso multiplicar, ampliar a rede de parceiros do GOYN SP. Na mensagem final, Daniela Redondo, do Instituto Coca-Cola, empresa que compõe o comitê gestor do GOYN SP, convidou outras empresas e instituições a entrarem para o movimento.


“Quando a gente, como empresa, coloca esse olhar intencional na contratação das juventudes, a gente muda a realidade, a gente ajuda o jovem. Não é tão difícil assim, é só dar o primeiro passo. Há ideias articuladas que trouxeram iniciativas incríveis por meio do GOYN SP: diálogos com setor público, com os jovens, protótipos feitos pelos jovens para os jovens. Tudo isso é um arcabouço que fortalece o ecossistema.

Mas a iniciativa privada tem um papel fundamental nesse desafio. Então meu convite é que todos se unam a nós. Uma pauta muito atual é a da diversidade, de raça e gênero. Essa é uma temática importante para a sua empresa. E não tem como falar dela sem falar de jovens. Porque mais de 70% dos jovens-potência são negros e mulheres. As agendas são convergentes e não excludentes. Então fica o meu convite: dê o primeiro passo e junte-se ao movimento!”


O 2º Evento Anual do GOYN SP foi encerrado com a performance do Slam das Minas SP, que lançou, pela primeira vez, a Carta de Princípios e Compromissos do GOYN SP por meio de uma “disputa” poética, emocionando todos os presentes. A carta foi uma construção conjunta do grupo colaborativo.

Clique na imagem abaixo para fazer o download!

Assista à apresentação do Slam das Minas SP:

Lançamento do Guia para Apoiar a Inclusão Produtiva do Jovem-Potência

A conversa sobre a sistematização dos desafios, das oportunidades e das aprendizagens colhidas na implementação dos protótipos pensados coletivamente pelo grupo colaborativo do GOYN SP, foi mediada por Simone André, sócia-fundadora da Transverso Assessoria – que organizou o guia. 

Para trazer esses aspectos, um representante de cada protótipo compartilhou as experiências vivenciadas pelas equipes que se debruçaram no desenho e na implementação de cada iniciativa. André Luiz, do Capão Redondo, bairro de São Paulo, membro da organização Base Colaborativa, parceira do GOYN SP, contou os desafios e as aprendizagens trazidos pela experiência com o Perifa Digital.


“A primeira vivência, o primeiro aprendizado dessa iniciativa é que, quando você vai construir algo para um jovem, você precisa ter o jovem executando, tem que ser de jovem para jovem. O educador que estava levando a cultura digital era um jovem que também vivenciava os contextos periféricos.

Um dos desafios foi a conectividade. Quando fomos para a prática, muitos jovens não conseguiram participar por não ter acesso à internet (…). A molecada pensava em robô, carro voador, mas a cultura digital está presente em tudo na nossa vida. Foi uma experiência muito legal que ainda está no começo e espero que o GOYN SP leve a iniciativa para frente ano que vem”, concluiu.


“A gente se viu revisitando as nossas práticas, introduzindo mais fortemente o digital no desenvolvimento das competências para vida, no desenvolvimento de estratégias formativas com os nossos públicos. Adotamos uma estratégia de apoio psicológico aos jovens a partir de voluntários especialistas nesse campo, formando uma grande rede.

Outro grande ponto foi a questão da diversidade. Quando falamos de narrativa e de conhecimento, precisamos perceber essa pluralidade dos jovens. Isso tem que estar não somente numa estratégia de comunicação, mas, também, quando a gente cria dinâmicas, processos e ambiências, para que eles se percebam representados”, explicou Rosane Santiago, do Cieds, parceira do GOYN SP, sobre o protótipo Trilhando, focado no desenvolvimento de competências para o trabalho e para a vida das juventudes.

Para Lucas Gregório, assistente de projetos no GOYN SP e líder do Micro Fundo para Jovens Inovadores, uma ação que forma líderes e aporta recursos em projetos de jovens da periferia, um desafio é a falta de preparo para o exercício da liderança desses projetos comunitários e dessas ações de incentivos sociais.

“A gente precisa desmistificar algumas coisas para ajudar os jovens a trazer essa aprovação que, primeiro, faça sentido para eles e tem esse lugar dentro do foco territorial, porque não adianta a gente trazer coisas de fora, dos Estados Unidos. A gente precisa falar ali no território sobre o que o jovem pode fazer”, reforçou.

Com relação aos desafios e aprendizagens trazidos pelo protótipo Digitalis, uma plataforma focada em treinar jovens-potência para que eles sejam capacitados e interligados ao mercado de trabalho, Renata S. Oliveira, especialista em cidadania corporativa da empresa Accenture, trouxe a seguinte contribuição: “O processo de construção foi muito rico, porque a gente, além das empresas, tinha acesso a institutos sociais, representantes do poder público, jovens. Isso é muito importante para a gente conseguir construir várias perspectivas diferentes por um bem comum”, ressaltou. 


Foi interessante também porque tivemos a oportunidade de construir o projeto do início ao fim, de pensar desde o público-alvo até o conteúdo que vamos oferecer. Foi uma experiência completa, porque às vezes a gente fica só naquele nosso mundinho de empresa e não abrimos as perspectivas para outros atores, outros stakeholders


“O principal aprendizado que tivemos no protótipo Rede de Empresas foi que, para gerar engajamento e ter aprendizagem efetiva, nós precisamos efetivamente conectar o trabalho às oportunidades de formação que nós oferecemos. Nós percebemos isso porque interagimos muito com as empresas e nesse processo de integração vimos que muitos empregadores ainda têm barreiras para contratação de jovens.

Outro trabalho nosso foi a criação da comunidade de práticas do LinkedIn, justamente para oferecer a possibilidade de troca de experiências e compartilhamento de boas práticas que dizem respeito à inclusão produtiva dos jovens”, explicou Helena Schweinberger, da IOS.


Para acessar o guia que sistematiza todos os desafios, oportunidades e aprendizagens dos protótipos, clique na imagem abaixo:


As ações do setor privado e público e os avanços que temos de alcançar para a inclusão produtiva de jovens

Mediado pelo jornalista Luiz Pacete, da revista Forbes, o segundo painel reuniu representantes dos três setores:  Luísa Brazuna, líder América Latina da área de Diversidade & Inclusão da Ernest Young (EY), Aline Cardoso, Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, e Ronaldo Matos, jornalista, colunista do UOL e educador do Jardim Ângela (SP).

Durante o diálogo, cada participante compartilhou as experiências de suas instituições para promover formação e inclusão produtiva das juventudes, ressaltando a importância de uma atuação coletiva para que as mudanças sejam mais sistêmicas e em escala. Também foi apontada a necessidade de repensar maneiras de olhar e conversar com esses jovens para que as oportunidades tragam, de fato, as mudanças necessárias para que as juventudes ingressem, permaneçam e avancem nos seus projetos de vida.

“O papel das empresas é promover ações afirmativas. A gente tem muita vaga em tecnologia. Estamos precisando de gente assim, as empresas querem esses jovens-potência. Por isso, elas têm que se desafiar e parar com aquela coisa de faculdade de primeira linha. Tem que se abrir e fazer parcerias com outras universidades, valorizar o jovem do ProUni e do FIES, repensar as políticas de recrutamento, fazer parcerias com coletivos e associações. Tudo isso de uma forma que chegue às pessoas”, afirmou Luísa. 


Para a secretária Aline, o papel do poder público é unir as pontas, promover sinergias e gerar escala: “Estamos trazendo um olhar horizontal e, com isso, criamos um repertório de oferta e de demanda e conseguimos juntar tudo. Eu tenho gente com projetos e eu tenho empresa com dinheiro. Eu consigo juntar e consigo chegar no jovem”, ressaltou.


Mas qualquer iniciativa voltada às juventudes periféricas precisa partir de uma escuta para não cair na mesmice de trazer soluções que não dialoguem com a realidade desses jovens.

“Meu grande objetivo é fomentar e construir a indústria da comunicação do futuro a partir das periferias e favelas. Para isso, todo tipo de organização, o poder público, a empresa que chega na periferia ou na favela, que dialoga com a gente, a primeira coisa é entender nossa visão de futuro e a nossa visão empresarial. Então hoje o que eu diria quando chega alguém para investir: aprenda com a gente para investir melhor e para investir com mais impacto”, reforçou Ronaldo.


Saiba como foi a apresentação do relatório Juventudes e a Pandemia – edição cidade de São Paulo

O primeiro painel reuniu Claudia Carletto, Secretária de Direitos Humanos e Cidadania da Cidade de São Paulo, Marcus Barão, Presidente do Conselho Nacional da Juventude do Brasil (Conjuve), e Ramirez Augusto Tosta, coordenador de Políticas para Juventude da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. O objetivo era compartilhar e refletir sobre os achados do relatório idealizado pelo Conjuve e seus parceiros, que contaram com a Rede de Conhecimento Social, o GOYN SP e a Coordenação de Políticas para Juventude para sistematizar o recorte de dados relacionados às juventudes do município. A pesquisa contou, ainda, com apoio e mobilização de jovens e muitas organizações locais. Para o recorte de São Paulo a amostragem contou com 3.500 jovens-potência da cidade. 

“A gente sabe que os desafios são muitos, a gente sabe que os jovens vivem nesse momento pós pandemia com muita cautela e preocupação. Então, é responsabilidade de todos os atores sociais buscar soluções e garantir que nossos jovens tenham emprego, renda, educação e futuro”

afirmou a secretária Cláudia Carletto,

abrindo a conversa.

Dentre os diferentes aspectos trazidos pela pesquisa, a saúde mental ganhou um importante espaço de análise, já que o tema aparece como um fator preponderante e uma grande preocupação dos entrevistados: 70% dos respondentes apontaram a exaustão, o cansaço, o uso excessivo das redes sociais como aspectos que prejudicaram seu bem-estar mental durante e no pós-pandemia.

A análise desses dados, por exemplo, levou à conclusão de que o acesso às atividades voltadas aos cuidados com a saúde é, para os jovens, restrito, especialmente o atendimento psicológico. A socialização e retorno à rotina presencial foram destacados pelos entrevistados: 61% deles querem o retorno das aulas presenciais para que as atividades ajudem a equilibrar suas emoções; 50% desejam que seja implementado atendimento psicológico especializado e 31% pleiteiam que haja acompanhamento psicológico nas escolas.

“Isso traz para nós, da Prefeitura de São Paulo, uma missão muito importante: olhar para políticas que estão sendo executadas até o momento, afiná-las e ampliar o atendimento para que jovens tenham espaços para o autocuidado, diminuindo os índices relacionados aos prejuízos que a pandemia causou à saúde mental”, concluiu Ramirez (à esquerda)

Educação e Trabalho também foram temas de estudo da pesquisa e mostraram porque as juventudes têm desistido da escola e da busca por um emprego, diante de um cenário desolador, desenhado pela crise. Por outro lado, um dado positivo que a pesquisa aponta é sobre a participação política das juventudes. Os jovens paulistanos consideram que o cenário de pandemia os levou a ficar mais atentos.

“Eles querem participar mais da vida pública e das decisões que os afetam. Isso é fundamental quando a gente está às vésperas de 2022, um ano gigante para nossa democracia”, ressaltou Marcos Barão, do Conjuve (à direita na imagem)


Confira estes e outros achados acessando a pesquisa na íntegra

Guia para apoiar a Inclusão Produtiva do Jovem-Potência

Conforme visto em primeira mão no Evento Anual do Global Opportunity Youth Network SP, está disponível para download a íntegra do Guia para apoiar a Inclusão Produtiva do Jovem Potência.

O documento é voltado para pessoas e organizações que desejarem conhecer e se inspirar nessas aprendizagens encontradas pelo GOYN SP, ou ainda, usá-las como critérios de qualidade a serem alcançados para trabalhar em favor de juventudes-potências.

Juventudes e a pandemia do coronavírus | Relatório Especial: cidade de São Paulo | Novembro de 2021

Conforme visto em primeira mão no Evento Anual do Global Opportunity Youth Network SP, está disponível para download a íntegra do Relatório Juventudes e Pandemia, edição especial Cidade de São Paulo. A versão nacional do relatório foi idealizada pelo Conselho Nacional da Juventude (Conjuve). Na edição de São Paulo, a promoção foi pela Rede de Conhecimento Social, GOYN SP e Coordenação de Políticas para Juventude, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do município.

Publicação sistematiza workshop sobre plataformas digitais voltadas à primeira infância

A United Way Brasil e a Minderoo Foundation, instituição com sede na Austrália e atuação global, uniram-se para realizar, em setembro, o workshop “Plataformas Digitais para a Primeira Infância”, com apoio técnico do Instituto Tellus. A ação teve como objetivo fomentar o ecossistema de iniciativas digitais voltadas à primeira infância, criadas e/ou potencializadas com a chegada da Covid-19, que exigiu ações inovadoras para a continuidade do trabalho junto aos públicos beneficiados pelos programas sociais. O evento promoveu a troca de conhecimento e aprendizado entre organizações do sistema público e da sociedade civil. Nos diálogos, os representantes das instituições identificaram desafios, sinergias e possibilidades de colaboração.

Dentre os temas debatidos, os participantes discutiram as oportunidades e os obstáculos da implementação das plataformas; estratégias de engajamento das famílias e de profissionais de primeira infância à ferramenta; sustentabilidade da tecnologia; e o cumprimento do objetivo de levar aos adultos os conteúdos de que precisam para exercer a parentalidade positiva. 

A desigualdade tecnológica e a falta de letramento digital, obstáculos para a democratização do conhecimento, foram outros aspectos trazido pelas instituições, assim como a necessária intersetorialidade para a promoção de um desenvolvimento infantil integral e integrado, que passa, por exemplo, pelo diálogo entre o terceiro setor e o poder público sobre o uso de plataformas digitais na disseminação do tema e de conteúdos sobre primeira infância.

O workshop viabilizou a formação de parcerias, como a da Minderoo Foundation, que trabalha pela causa para fortalecer as relações parentais e o desenvolvimento infantil. Também convidou para esse diálogo diferentes instituições que perseguem os mesmos objetivos.

Veja a lista abaixo!

SISTEMATIZAÇÃO PARA INSPIRAR E FORTALECER AÇÕES DIGITAIS 

A United Way Brasil, com o apoio da Tellus, sistematizou os diálogos e resultados das conversas realizadas durante o workshop para compartilhar subsídios àqueles que trabalham ou pretendem trabalhar com plataformas digitais com o objetivo de informar e formar seus públicos, também tendo como realidade um “novo normal”, que se configura no pós-pandemia, abrindo espaço para atuações híbridas (presenciais e a distância).

As reflexões compartilhadas no workshop, trazidas para o documento, partiram de quatro áreas de discussão: tecnologias; famílias; profissionais; intersetorialidade e políticas públicas. A partir de questões norteadoras, os participantes deram suas contribuições com base nas vivências do uso das plataformas como estratégia de atuação de suas instituições.  

A sistematização relata, por exemplo, os benefícios que as plataformas tendem a trazer aos profissionais de primeira infância para registrar dados, fazer monitoramento e avaliação dos programas. No caso das famílias, as ferramentas digitais possibilitam que tenham acesso a sites dos serviços públicos e de conteúdos relacionados ao desenvolvimento infantil. Também viabilizam a criação de uma rede de apoio porque promovem interação entre pais, mães e cuidadores, fortalecendo relações e comunidades na missão de garantir o desenvolvimento da primeira infância. Ao mesmo tempo, o documento também levanta os desafios dessa estratégia, por exemplo, de acolher e atender a diversidade cultural e de interesses do público-alvo e a falta de acesso às tecnologias por grande parte das famílias em situação de vulnerabilidade.

“Por mais que o uso de ferramentas digitais seja tema complexo e polêmico, muitas iniciativas tecnológicas inovadoras foram desenvolvidas e fortalecidas no campo da primeira infância no Brasil, na pandemia. No entanto, o contexto emergencial em que tais inovações foram criadas e a atual flexibilização das restrições sanitárias faz com que seja importante refletir sobre:

como podemos garantir que os avanços obtidos em termos de digitalização fiquem de legado para a primeira infância? Como as organizações estão se estruturando para manter os avanços em termos de digitalização em suas iniciativas? Como podemos ampliar o debate sobre o que queremos das ferramentas digitais para primeira infância?

O documento também reflete sobre o uso da tecnologia para gerar a intersetorialidade e o quanto esse propósito é difícil, porque pressupõe alguns pré-requisitos, como a manutenção permanente de dados atualizados sobre a criança, o sujeito dos cuidados. 

Por fim, a publicação elenca algumas orientações e sugestões para otimizar o uso das plataformas em favor do desenvolvimento integral das crianças brasileiras, por meio de estratégias voltadas às famílias, aos cuidadores, aos profissionais e gestores públicos.

Encontro com famílias marca o Dia Viva Unido Primeira Infância

Às 17 horas em ponto, do dia 12 de novembro, a sala virtual para celebrar o Viva Unido Primeira Infância 2021 começou a ser tomada pelas famílias atendidas pelo programa Crescer Aprendendo. O evento marcou a ação de voluntariado corporativo realizada anualmente pela United Way Brasil com empresas associadas e parceiras e seus colaboradores.

Cerca de 200 famílias acompanharam uma hora de trocas e diálogos com a psicóloga do programa. O tema “Comer e Brincar é só Começar”, da edição 2021 do Viva Unido, norteou a conversa, com informações sobre amamentação, introdução alimentar, cuidados com o que oferecer à criança, o perigo da obesidade e da subnutrição, como driblar o “não quero” e “não gosto” dos pequenos, na hora das refeições, dentre outros assuntos trazidos no chat pela plateia animada e participativa.

No que diz respeito ao brincar, a conversa reforçou a importância da brincadeira para o pleno desenvolvimento infantil, ressaltando que é por meio dela que a criança aprende mais sobre si, sobre o outro e seu entorno. Também é pelo brincar que se pode dialogar com a criança, ensinar limites, contornar momentos de estresse, tanto para ela como para quem cuida dela, além de ser uma maneira incrível de estabelecer e fortalecer vínculos de afeto.





“O meu menino acabou de fazer aniversário e me surpreendeu com o pedido de presente: pediu pra brincar com ele no parquinho. Passei a tarde com ele brincando de correr, de pique-esconde e outras brincadeiras. No final ganhei um abraço e um ‘obrigado, mamãe’.”

Relato de mãe presente ao evento 

Voluntários soltam a voz e os talentos

Durante o bate-papo interativo entre a psicóloga e as famílias, os vídeos dos voluntários do Viva Unido Primeira Infância animaram os participantes. Com as crianças frente às telas de computadores e celulares, pais e responsáveis, além de professores e gestores de creches e escolas parceiras do programa, divertiram-se com o Coral P&G, com as músicas cantadas pelas colaboradoras Rafaela Dionizio, da P&G, Simone Martins, da Johnson Control e a dança de Juliana Zerey, da Lilly. Também curtiram o Nenê do Zap (da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal), que desafiou a criançada com um divertido trava-língua.

Ao final das apresentações e conversas, que tiraram dúvidas dos adultos sobre alimentação e brincar nos primeiros anos de vida, 8 famílias, presentes ao evento, foram contempladas com uma carga do cartão-alimentação, de 80 reais cada.

Além dos vídeos apresentados durante o encontro com as famílias, crianças do programa vão receber, por meio do WhatsApp, contação de histórias e oficinas de diferentes temas, realizadas pelos voluntários das 10 instituições participantes desta edição: Covestro, Ecolab, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Instituto 3M, Johnson Controls, Lear, Lilly, O-I, P&G e Pitney Bowes.

Uma parte dos colaboradores voluntários também dedicou a manhã do dia 12 para montar cantinhos lúdicos, que vão contemplar 13 creches e escolas, com o objetivo de viabilizar um espaço de brincar qualificado para os pequenos que frequentam esses locais de formação e socialização.

Outra parte das empresas realizou campanha interna para arrecadar recursos que foram transformados em recargas de cartão-alimentação.

No total, o Viva Unido Primeira Infância reuniu 121 voluntários de diferentes partes do País que apoiaram o bem-estar de cerca de 2 mil famílias atendidas pelo Programa Crescer Aprendendo, de 20 cidades em 7 estados (AM, CE, BA, PE, SC, SP e MG).

A todos e todas que se envolveram nessa ação, o muito obrigada da equipe da United Way Brasil.

“O Viva Unido traz esperança nestes tempos de pós-pandemia, em que as incertezas, especialmente para as populações mais vulneráveis, marcam o dia a dia das pessoas. Poder acolher as famílias com conversas, trocas, entretenimento e espaços de escuta e aprendizagem, além de ampliar sua segurança alimentar, são gestos que apoiam pais e responsáveis na criação de seus filhos.

Do outro lado, envolver as empresas para que possam exercer a sua responsabilidade social e abrir espaço de participação aos seus colaboradores, criando uma rede de solidariedade, faz bem para todos os envolvidos, afinal, quando nos dedicamos ao outro mostramos o que temos de melhor”

comemora Paula Crenn Pisaneschi, gerente de programas e de voluntariado da United Way Brasil.

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