Publicação sistematiza workshop sobre plataformas digitais voltadas à primeira infância

A United Way Brasil e a Minderoo Foundation, instituição com sede na Austrália e atuação global, uniram-se para realizar, em setembro, o workshop “Plataformas Digitais para a Primeira Infância”, com apoio técnico do Instituto Tellus. A ação teve como objetivo fomentar o ecossistema de iniciativas digitais voltadas à primeira infância, criadas e/ou potencializadas com a chegada da Covid-19, que exigiu ações inovadoras para a continuidade do trabalho junto aos públicos beneficiados pelos programas sociais. O evento promoveu a troca de conhecimento e aprendizado entre organizações do sistema público e da sociedade civil. Nos diálogos, os representantes das instituições identificaram desafios, sinergias e possibilidades de colaboração.

Dentre os temas debatidos, os participantes discutiram as oportunidades e os obstáculos da implementação das plataformas; estratégias de engajamento das famílias e de profissionais de primeira infância à ferramenta; sustentabilidade da tecnologia; e o cumprimento do objetivo de levar aos adultos os conteúdos de que precisam para exercer a parentalidade positiva. 

A desigualdade tecnológica e a falta de letramento digital, obstáculos para a democratização do conhecimento, foram outros aspectos trazido pelas instituições, assim como a necessária intersetorialidade para a promoção de um desenvolvimento infantil integral e integrado, que passa, por exemplo, pelo diálogo entre o terceiro setor e o poder público sobre o uso de plataformas digitais na disseminação do tema e de conteúdos sobre primeira infância.

O workshop viabilizou a formação de parcerias, como a da Minderoo Foundation, que trabalha pela causa para fortalecer as relações parentais e o desenvolvimento infantil. Também convidou para esse diálogo diferentes instituições que perseguem os mesmos objetivos.

Veja a lista abaixo!

SISTEMATIZAÇÃO PARA INSPIRAR E FORTALECER AÇÕES DIGITAIS 

A United Way Brasil, com o apoio da Tellus, sistematizou os diálogos e resultados das conversas realizadas durante o workshop para compartilhar subsídios àqueles que trabalham ou pretendem trabalhar com plataformas digitais com o objetivo de informar e formar seus públicos, também tendo como realidade um “novo normal”, que se configura no pós-pandemia, abrindo espaço para atuações híbridas (presenciais e a distância).

As reflexões compartilhadas no workshop, trazidas para o documento, partiram de quatro áreas de discussão: tecnologias; famílias; profissionais; intersetorialidade e políticas públicas. A partir de questões norteadoras, os participantes deram suas contribuições com base nas vivências do uso das plataformas como estratégia de atuação de suas instituições.  

A sistematização relata, por exemplo, os benefícios que as plataformas tendem a trazer aos profissionais de primeira infância para registrar dados, fazer monitoramento e avaliação dos programas. No caso das famílias, as ferramentas digitais possibilitam que tenham acesso a sites dos serviços públicos e de conteúdos relacionados ao desenvolvimento infantil. Também viabilizam a criação de uma rede de apoio porque promovem interação entre pais, mães e cuidadores, fortalecendo relações e comunidades na missão de garantir o desenvolvimento da primeira infância. Ao mesmo tempo, o documento também levanta os desafios dessa estratégia, por exemplo, de acolher e atender a diversidade cultural e de interesses do público-alvo e a falta de acesso às tecnologias por grande parte das famílias em situação de vulnerabilidade.

“Por mais que o uso de ferramentas digitais seja tema complexo e polêmico, muitas iniciativas tecnológicas inovadoras foram desenvolvidas e fortalecidas no campo da primeira infância no Brasil, na pandemia. No entanto, o contexto emergencial em que tais inovações foram criadas e a atual flexibilização das restrições sanitárias faz com que seja importante refletir sobre:

como podemos garantir que os avanços obtidos em termos de digitalização fiquem de legado para a primeira infância? Como as organizações estão se estruturando para manter os avanços em termos de digitalização em suas iniciativas? Como podemos ampliar o debate sobre o que queremos das ferramentas digitais para primeira infância?

O documento também reflete sobre o uso da tecnologia para gerar a intersetorialidade e o quanto esse propósito é difícil, porque pressupõe alguns pré-requisitos, como a manutenção permanente de dados atualizados sobre a criança, o sujeito dos cuidados. 

Por fim, a publicação elenca algumas orientações e sugestões para otimizar o uso das plataformas em favor do desenvolvimento integral das crianças brasileiras, por meio de estratégias voltadas às famílias, aos cuidadores, aos profissionais e gestores públicos.

Encontro com famílias marca o Dia Viva Unido Primeira Infância

Às 17 horas em ponto, do dia 12 de novembro, a sala virtual para celebrar o Viva Unido Primeira Infância 2021 começou a ser tomada pelas famílias atendidas pelo programa Crescer Aprendendo. O evento marcou a ação de voluntariado corporativo realizada anualmente pela United Way Brasil com empresas associadas e parceiras e seus colaboradores.

Cerca de 200 famílias acompanharam uma hora de trocas e diálogos com a psicóloga do programa. O tema “Comer e Brincar é só Começar”, da edição 2021 do Viva Unido, norteou a conversa, com informações sobre amamentação, introdução alimentar, cuidados com o que oferecer à criança, o perigo da obesidade e da subnutrição, como driblar o “não quero” e “não gosto” dos pequenos, na hora das refeições, dentre outros assuntos trazidos no chat pela plateia animada e participativa.

No que diz respeito ao brincar, a conversa reforçou a importância da brincadeira para o pleno desenvolvimento infantil, ressaltando que é por meio dela que a criança aprende mais sobre si, sobre o outro e seu entorno. Também é pelo brincar que se pode dialogar com a criança, ensinar limites, contornar momentos de estresse, tanto para ela como para quem cuida dela, além de ser uma maneira incrível de estabelecer e fortalecer vínculos de afeto.





“O meu menino acabou de fazer aniversário e me surpreendeu com o pedido de presente: pediu pra brincar com ele no parquinho. Passei a tarde com ele brincando de correr, de pique-esconde e outras brincadeiras. No final ganhei um abraço e um ‘obrigado, mamãe’.”

Relato de mãe presente ao evento 

Voluntários soltam a voz e os talentos

Durante o bate-papo interativo entre a psicóloga e as famílias, os vídeos dos voluntários do Viva Unido Primeira Infância animaram os participantes. Com as crianças frente às telas de computadores e celulares, pais e responsáveis, além de professores e gestores de creches e escolas parceiras do programa, divertiram-se com o Coral P&G, com as músicas cantadas pelas colaboradoras Rafaela Dionizio, da P&G, Simone Martins, da Johnson Control e a dança de Juliana Zerey, da Lilly. Também curtiram o Nenê do Zap (da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal), que desafiou a criançada com um divertido trava-língua.

Ao final das apresentações e conversas, que tiraram dúvidas dos adultos sobre alimentação e brincar nos primeiros anos de vida, 8 famílias, presentes ao evento, foram contempladas com uma carga do cartão-alimentação, de 80 reais cada.

Além dos vídeos apresentados durante o encontro com as famílias, crianças do programa vão receber, por meio do WhatsApp, contação de histórias e oficinas de diferentes temas, realizadas pelos voluntários das 10 instituições participantes desta edição: Covestro, Ecolab, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Instituto 3M, Johnson Controls, Lear, Lilly, O-I, P&G e Pitney Bowes.

Uma parte dos colaboradores voluntários também dedicou a manhã do dia 12 para montar cantinhos lúdicos, que vão contemplar 13 creches e escolas, com o objetivo de viabilizar um espaço de brincar qualificado para os pequenos que frequentam esses locais de formação e socialização.

Outra parte das empresas realizou campanha interna para arrecadar recursos que foram transformados em recargas de cartão-alimentação.

No total, o Viva Unido Primeira Infância reuniu 121 voluntários de diferentes partes do País que apoiaram o bem-estar de cerca de 2 mil famílias atendidas pelo Programa Crescer Aprendendo, de 20 cidades em 7 estados (AM, CE, BA, PE, SC, SP e MG).

A todos e todas que se envolveram nessa ação, o muito obrigada da equipe da United Way Brasil.

“O Viva Unido traz esperança nestes tempos de pós-pandemia, em que as incertezas, especialmente para as populações mais vulneráveis, marcam o dia a dia das pessoas. Poder acolher as famílias com conversas, trocas, entretenimento e espaços de escuta e aprendizagem, além de ampliar sua segurança alimentar, são gestos que apoiam pais e responsáveis na criação de seus filhos.

Do outro lado, envolver as empresas para que possam exercer a sua responsabilidade social e abrir espaço de participação aos seus colaboradores, criando uma rede de solidariedade, faz bem para todos os envolvidos, afinal, quando nos dedicamos ao outro mostramos o que temos de melhor”

comemora Paula Crenn Pisaneschi, gerente de programas e de voluntariado da United Way Brasil.

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GPTW se une à United Way Brasil para lançar Guia de Primeira Infância para Empresas

Considerada a “mãe” de todas as causas, a primeira infância tem sido foco de políticas públicas que promovam o direito ao pleno desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos. No entanto, um dos atores sociais mais importantes para a promoção desse tema, o segundo setor, ainda apresenta números tímidos de corporações que adotam políticas internas para fortalecer os primeiros anos de vida. Segundo o Great Place to Work (GPTW), em 2020, apenas 97 companhias inscreveram seus projetos na categoria de primeira infância do prêmio anual Melhores Empresas para Trabalhar, realizado pela instituição, sendo escolhidas cinco delas, que cumpriam todos os requisitos da certificação.

O GPTW, organização mundial que atua para fomentar e reconhecer práticas corporativas que fazem a diferença na vida dos colaboradores e da sociedade, está convencido que a causa da primeira infância é essencial para que as corporações avancem na missão de contribuir à sustentabilidade do planeta. Por isso, ao lado da United Way Brasil, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, da Fundação Bernard van Leer e da Fundación FEMSA, lançou o Guia de Primeira Infância para Empresas, uma plataforma interativa que compartilha mais de 600 práticas e políticas de RH e de responsabilidade social voltadas aos colaboradores pais, mães e responsáveis por crianças pequenas.

O Guia quer justamente acelerar a adesão de empresas, de todos os portes e áreas, à causa e servir como ferramenta para implementar estratégias e/ou aperfeiçoar as já existentes a fim de que sejam cada vez mais efetivas e transformadoras. “Na fase da primeira infância a criança está em pleno desenvolvimento. Seu cérebro faz um milhão de sinapses por segundo. Cada criança é uma potência e o melhor investimento que uma sociedade pode fazer”, lembrou Paula Crenn Pisanesch, gerente de programas de primeira infância da United Way Brasil, no evento de lançamento do Guia, realizado em agosto.

“Quando beneficiamos mães, pais, crianças, geramos um impacto social gigante. Adaptando o provérbio africano que diz que é preciso uma aldeia inteira para cuidar de uma criança, digo que é necessária uma empresa inteira para cuidar dos filhos e filhas dos colaboradores”, reforçou Mariza Quinderé, Diretora Regional do GPTW, no mesmo evento.

Bom para os colaboradores, bom para os negócios
Vários estudos apontam que empresas que abraçam a causa da primeira infância mantêm as equipes mais motivadas. Germanuela de Abreu concorda. Ela é responsável pela área de Remuneração, Governança Corporativa, Orçamento e Gasto, Estrutura e Carreira, Benefícios e Gestão da Saúde no Banco Santander. Presente ao evento de lançamento do Guia para compartilhar as práticas da empresa, reconhecidas pelo prêmio 2020 do GPTW, Germanuela afirmou: “Há vários retornos para os negócios quando se investe na primeira infância, a maioria deles intangíveis, mas importantes. Quando uma mãe e um pai se sentem tranquilos, sabendo que têm plano de saúde diferenciado, que receberão qualquer tipo de apoio às suas necessidades, bastando ligar para o canal de atendimento aos funcionários, promove-se mais foco no trabalho e, consequentemente, maior produtividade. Oferecer aos colaboradores a oportunidade de terem seus filhos em maternidades de ponta, de receberem apoio psicológico, é diminuir gastos com saúde, promovendo uma assistência preventiva, desde a gestação, o que traz retorno para o negócio.”

Além desses aspectos, por ser uma causa transversal, investir na primeira infância significa fortalecer pautas mais amplas e necessárias que promovam o fortalecimento das marcas, impactando toda a cadeia produtiva das empresas, desde as equipes e comunidade do entorno até os consumidores e investidores. “Com as novas estruturas familiares, com parceiros e parceiras homoafetivos, decidimos rever a política de licença-maternidade e paternidade, de 6 meses e 30 dias, respectivamente. Para começar, adotamos a nomenclatura ‘licença parental’ e ampliamos o benefício para as diferentes configurações, promovendo a equidade e a inclusão de todos e todas”, contou Silvia Itokazu, Diretora Associada de RH da Takeda Pharmaceutical Company, no evento de lançamento do Guia. A empresa também recebeu, em 2020, o reconhecimento da GPTW.

Essas e outras políticas estão contempladas no Guia de Primeira Infância para as Empresas. As corporações podem escolher as ações de acordo com seu porte, tendo acesso, inclusive, a iniciativas que não geram qualquer custo. Cada prática traz informações sobre tempo necessário para implementação, resultados esperados etc. Ou seja, ninguém precisa começar do zero. Basta acessar a plataforma para conhecer as muitas experiências que estão garantindo mais qualidade de vida às famílias e suas crianças.

Clique aqui e assista a íntegra da live de lançamento do Guia com a GPTW para acessar outras iniciativas do Banco Santander e da Takeda Pharmaceutical, voltadas à primeira infância.

Guia de Primeira Infância para Empresas

Do que as famílias precisam para cuidar das crianças nestes tempos?

É essencial criar ações intencionais para apoiar pais, mães e responsáveis a fim de que cumpram o seu papel no desenvolvimento integral dos pequenos, especialmente nesta fase complexa pela qual passamos. Confira que ações são estas, segundo Gilvani Pereira Grangeiro, especialista em primeira infância.

 “As famílias precisam de apoio e o tripé bem-estar físico, mental e social é essencial para que possam cuidar de forma plena da saúde das crianças”, explica Gilvani Pereira Grangeiro, Mestre em Saúde Materno Infantil pela Fiocruz, com formação em Liderança Executiva para o Desenvolvimento da Primeira Infância pelo Center on the Developing Child, da Havard University. Dentre outras atuações, Gilvani é consultora do programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil. 

Para ela, é fundamental criar espaços de escuta qualificada, compartilhar sentimentos e sensações, e refletir sobre temas que promovam a parentalidade positiva. 

O diálogo é o melhor caminho para se chegar até as famílias, para trocar experiências, para dividir preocupações e pensar soluções que superem os desafios decorrentes do distanciamento social gerado pela pandemia.

 “Ao conversarem com seus pares, mães, pais e responsáveis se sentem menos desconfortáveis com a situação complexa que vivenciam, porque percebem que não estão sozinhos e que outros passam pelos mesmos dilemas”, reforça.

Outro aspecto que Gilvani destaca como essencial é a possibilidade de encaminhar as demandas à rede de atendimento. “É importante que os profissionais mostrem às famílias os equipamentos públicos que podem ajudá-las a cuidar do seu bem-estar e de seus filhos e filhas. Além disso, esse movimento tende a demandar da rede de atenção ações que fortalecem os serviços para atender melhor a criança”, ressalta.

Gilvani também defende que este tempo de maior permanência em casa pode ser otimizado em favor do fortalecimento dos pais e cuidadores. Ao criar meios de levar informação e formação aos adultos, ampliam-se o olhar e o cenário da percepção das famílias sobre a importância dos seis primeiros anos para toda a vida da criança. 

Os efeitos da pandemia

Há mais de um ano e meio vivenciando o isolamento social, que retira as crianças do convívio saudável com seus pares e com outros adultos, são justificáveis as regressões no comportamento infantil que vêm ocorrendo com frequência, preocupando as famílias.

Um exemplo é o aumento da birra decorrente do pouco gasto de energia, pela falta da escola, muitas vezes, que gera diminuição da convivência social e comunitária. Retorno a estágios anteriores do desenvolvimento, como voltar a fazer xixi na cama depois de ter sido desfraldada, choros constantes, falta de sono e de apetite e apatia são alguns dos efeitos na criança de uma rotina de restrições. Ou seja, a saúde dos pequenos pode estar em risco.

Nesse momento, o papel da família faz toda a diferença. Acolher no lugar de isolar, envolver no lugar de confrontar, dialogar no lugar de castigar são alguns encaminhamentos que tendem a ajudar os dois lados dessa relação: a criança, porque se sentirá amada e respeitada, e o adulto, que terá meios positivos de lidar com questões difíceis trazidas pelo atual momento. Reforça-se assim a saúde emocional. 

Entender o cenário e ter estrutura para atuar positivamente no convívio com a criança são habilidades que nem todos os cuidadores possuem, por isso, eles precisam de estímulos para as desenvolverem, o que exige ações intencionais que promovam essa consciência e sensibilização.

Programa Crescer Aprendendo: estratégia para fortalecer a parentalidade positiva

“O Crescer Aprendendo oferece um espaço qualificado de escuta e diálogo com as famílias. Dá suporte psicológico e de segurança alimentar. Mesmo com ações virtuais, por conta da pandemia, consegue chegar aos pais e responsáveis por meio de informações lúdicas sobre temáticas fundamentais para a garantia da saúde plena de seus filhos e filhas”, opina Gilvani. 

Desde 2020, o programa migrou suas ações presenciais para o formato virtual e já atendeu a mais de 3 mil famílias, por meio de interações no WhatsApp, distribuição de cartões-alimentação e apoio de psicólogas. Também realiza lives com especialistas para promover interações e acesso a conhecimentos sobre questões primordiais ao desenvolvimento infantil.

“Neste momento ainda confuso, de retomadas e isolamento parciais, o programa apoia a família até na tomada de decisões conscientes, como a de mandar ou não suas crianças para a escola. O mais importante é dar informações de maneira didática que ajude os pais naquilo que irão realizar para garantir o melhor para seus filhos, especialmente as famílias mais vulneráveis, o público-alvo do programa”, reforça Sofia Rebehy, coordenadora do Crescer Aprendendo.

“Precisamos, cada vez mais, estruturar soluções que fortaleçam os cuidadores, ampliem seus conhecimentos e promovam a escuta. O Crescer Aprendendo tem essa missão, que vem cumprindo em 16 cidades de 5 estados, apoiando quase 2,5 mil famílias, em 2021”, ressalta Gilvani.

Clique aqui e conheça mais sobre o programa: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/

Navegue pelos temas sobre primeira infância e use esse conhecimento no seu trabalho pelo desenvolvimento infantil: https://unitedwaybrasil.org.br/crescer-aprendendo-digital/

E fique ligado: no dia 27 de agosto, das 17 às 18h, nas redes sociais da United Way Brasil, participe da live “A importância da parentalidade na promoção do desenvolvimento infantil”. Não perca!

Live debate a importância da parceria família-escola para retorno seguro

Realizado no dia 25 de junho, o evento reuniu especialistas para discutir práticas que possam preparar crianças, suas famílias, professores e funcionários da escola para a retomada das atividades presenciais.

“Parceria família e escola: por uma volta mais segura às atividades presenciais” foi o tema da terceira live de 2021 realizada pelo programa de primeira infância Crescer Aprendendo Digital, da United Way Brasil.

Para debater e trazer informações aos pais, às mães e aos responsáveis participantes do programa, foram convidadas Ana Escobar, pediatra; Paula Mendonça, educadora e coordenadora das áreas de cidade e educação do Programa Criança e Natureza, do Instituto Alana; Joelma Xavier de Oliveira, gestora de escola; e Jamíria Cordeiro de Araújo Andrade, professora de educação infantil, ambas de Sobral (CE), município parceiro do Crescer Aprendendo.

Sobre os riscos de contaminação e transmissão do novo coronavírus, uma questão que continua preocupando muitas famílias, a pediatra Ana compartilhou informações importantes para tranquilizá-las, por exemplo, que, embora as crianças possam se contaminar, o que é mais raro, geralmente os sintomas são leves e não evoluem para quadros graves. Elas também podem transmitir a Covid-19, mas isso pouco acontece, segundo estudos recentes. 

De qualquer forma, é claro que um amplo sistema de prevenção precisa ser implementado nas escolas para a volta presencial. “Este ano, usamos a semana pedagógica para entender e estudar os protocolos de segurança sanitária, quais as adaptações que tínhamos de fazer. O manual foi repassado também para a área administrativa. Depois fomos à prática e hoje nós estamos preparados para o retorno. Vamos atender 35% das crianças matriculadas e toda a equipe vai trabalhar com equipamentos de segurança (EPI)”, revela Joelma, diretora do CEI Domingos Olímpio, em Sobral. 

Natureza e espaços abertos como aliados da educação infantil

Estudar em espaços abertos, especialmente na natureza, traz grandes benefícios para o aprendizado e desenvolvimento da criança, além de fortalecer o seu sistema imunológico. Diante do cenário da pandemia, e pensando na retomada, usar tais espaços se torna uma opção ainda mais valiosa para proteção de todos. “A gente vem sugerindo que as escolas, na volta das aulas presenciais, usem pátios, quadras, jardins para as atividades. As escolas que não possuem espaços assim, podem fazer parcerias dentro de seus territórios para ocupar praças e equipamentos públicos, sempre seguindo os protocolos. Nós acreditamos que o uso desses espaços diminui os riscos de contaminação e promovem o bem-estar das crianças e dos adultos”, explica Paula, do movimento Criança e Natureza.

Crianças, vacinas e retorno

Algumas famílias, temerosas com a situação, ainda crítica em muitas cidades, expressam que só se sentirão seguras quando seus filhos e suas filhas forem vacinados. No entanto, durante o debate, e sabendo-se do baixo nível de contaminação e transmissão entre as crianças, as especialistas chamaram a atenção para uma realidade complexa, relacionada à ausência de escola: as crianças estão no fim da fila da vacinação. Segundo alguns estudos, pelo menos 75% da população terá de tomar as duas doses para se chegar ao controle da pandemia. Depois, quem sabe, os pequenos também serão imunizados. Nesse período, o que pode acontecer com as crianças? Todo esse tempo de espera tende a afetar o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos, comprometendo seu aprendizado.

Por isso, é importante que famílias e escolas trabalhem juntas para garantir a segurança sanitária para que o retorno aconteça, minimizando os prejuízos que já são notórios no desenvolvimento infantil.

Construção de vínculos

A experiência do CEI Domingos Olímpio, em Sobral, na fase de isolamento social, acabou por construir fortes vínculos com as famílias, o que irá facilitar a adaptação ao retorno. “Desenvolvemos o projeto Curadoria Afetiva. Compartilhávamos as atividades para as crianças realizarem, nos grupos de WhatsApp e, às quintas-feiras, fazíamos um monitoramento da participação e retorno dessas interações. Quando percebíamos a ausência de alguma criança, contatávamos a família e fazíamos uma chamada de vídeo. Nesses momentos, os familiares contavam suas dificuldades, algumas em luto. Era um diálogo afetivo, de acolhimento”, contou a professora Jamíria. Para ela, o fortalecimento dos vínculos tende a favorecer todo o processo de retomada, com ampla colaboração da família.

“Eu gosto daquele ditado africano que diz que é preciso de toda uma aldeia para educar uma criança. Todos nós somos parte dessa aldeia, então, vamos em frente, avaliando sempre o que está dando certo e o que não está e, juntos, nessa empreitada, espero que muito em breve a gente se veja livre dessa situação”, completou Paula.

A live “Parceria família e escola: por uma volta mais segura às atividades presenciais” contou com o apoio do Instituto Alana e das empresas associadas do programa Crescer Aprendendo.

Clique aqui e acesse o evento na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=q7JxFJV55uk

Saiba mais sobre o programa Crescer Aprendendo: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/ 

Navegue na plataforma do Crescer Aprendendo Digital e confira conteúdos sobre desenvolvimento infantil para trabalhar com as famílias: https://unitedwaybrasil.org.br/crescer-aprendendo-digital/ 

Guia de Primeira Infância para Empresas: ferramenta inédita reúne ações corporativas com foco nos primeiros seis anos de vida

O Guia é uma plataforma interativa e dinâmica que reúne mais de 600 ações voltadas às crianças e suas famílias. A ferramenta quer mobilizar e sensibilizar empresas de diferentes áreas e portes para que invistam na primeira infância, a “mãe” de todas as causas sociais.

Lançado em junho, no evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apoiadora da iniciativa, o Guia de Primeira Infância para Empresas reúne mais de 600 ações de empresas sediadas no Brasil, focadas nas gestantes e nas famílias com crianças até 6 anos. Além das práticas, a plataforma traz também conteúdos que sustentam a importância da causa não só para a sociedade, mas, também, para agregar valor às marcas e fortalecer os negócios em toda a cadeia produtiva. 

Por ser um tema transversal, a primeira infância não só amplia ações que impactam famílias inteiras, combatendo injustiças sociais, como alavanca as pautas da agenda ESG, afinal “garantir a preservação da humanidade significa dar condições para que as novas gerações se desenvolvam plenamente e possam vivenciar a fase adulta na sua plenitude, como cidadãos conscientes de seu papel na manutenção de um ecossistema integral de relações saudáveis e inclusivas” (“O ESG e sua empresa”, extraído do Guia de Primeira Infância para Empresas). 

Sua empresa precisa participar!

O Guia de Primeira Infância para Empresas é uma ferramenta dinâmica, porque novas iniciativas podem ser pensadas, a qualquer tempo, para atender demandas de famílias com crianças nos primeiros anos de vida. Por isso, existem duas maneiras de fazer parte dessa grande rede pela primeira infância: navegar na plataforma para conhecer as práticas captadas (e revisitar as da sua empresa para ampliá-las e fortalecê-las) e/ou compartilhar as ações e políticas que a sua corporação realiza para referenciar outras companhias. Ou seja, sempre é possível trazer novas experiências ao Guia. 

Para conhecer as diferentes ações e políticas internas em primeira infância, basta clicar no link “Como Participar”, cadastrar-se e definir os temas e as áreas de atuação em que a sua empresa quer focar. Desde licenças parentais diferenciadas e horários flexíveis de jornada até auxílios extras para pais e mães solos e cursos de capacitação sobre desenvolvimento infantil.

Além da descrição das ações, você confere quanto é preciso investir na implementação, por quanto tempo e o impacto esperado no público-alvo. Vale ressaltar que muitas iniciativas têm custo zero, ou seja, existem opções diferentes para atuar pela causa, independentemente do porte da empresa. Portanto, a primeira infância é uma causa inclusiva, porque qualquer corporação pode adotá-la.

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo, Email, Site

Descrição gerada automaticamente

Na aba AÇÕES você seleciona as iniciativas por Categoria, Porte da Empresa e Público-Alvo para filtrar e chegar às práticas que deseja.

Como proteger a primeira infância na pandemia?

O Guia também traz experiências bem-sucedidas para ajudar as famílias no enfrentamento dos desafios impostos pelo novo coronavírus.

Entrevistamos representantes das empresas Cisco Brasil, IBM, Special Dog Company e Takeda Distribuidora para compartilharem suas experiências. Diante de uma situação tão complexa, as corporações adaptaram suas práticas para atender colaboradores com crianças pequenas a fim de que os impactos negativos do isolamento social pudessem ser amenizados. 

No tutorial, confira o passo a passo para navegar na plataforma, entender como a causa se posiciona como uma alavanca para a agenda ESG e conhecer diferentes práticas voltadas aos primeiros anos de vida. 

“Nosso compromisso com as gerações futuras tem um ponto inicial, que é na primeira infância. Encontramos na realização deste Guia uma forma de apoiar empresas e ver crescer as iniciativas que apoiem famílias com crianças na idade de 0 a 6 anos no seu ambiente de trabalho”, afirmou Paula Crenn, gerente de projetos e voluntariado da United Way Brasil, por ocasião do lançamento do Guia, em entrevista concedida à revista Exame.

O Guia de Primeira Infância para Empresas é uma realização da parceria entre United Way Brasil, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Bernard van Leer e Fundación Femsa.

Participe, compartilhe e seja um porta-voz da primeira infância na sua empresa!

Fundação FEMSA e United Way Brasil se unem pela primeira infância

Parceria viabilizou a formação e o apoio a 500 famílias em situação de vulnerabilidade social, a realização de lives sobre temas focados nos primeiros anos de vida, a disponibilização de podcasts de contação de histórias e um curso sobre educação financeira e geração de renda na plataforma Crescer Aprendendo Digital.

Em 2021, a parceria entre a Fundação FEMSA e a United Way Brasil se fortaleceu com mais uma ampla ação em favor da primeira infância: 500 famílias de 05 cidades, em 02 estados, puderam participar das ações do programa Crescer Aprendendo, cujo objetivo é apoiar pais e responsáveis na missão de educar e cuidar de suas crianças, especialmente no complexo cenário da crise sanitária e econômica desencadeada pela Covid-19.

Reunidas em grupos de WhatsApp, as famílias receberam, por seis meses, conteúdos diários sobre desenvolvimento infantil, apoio de psicólogo e cartão-alimentação, por três meses. Também puderam assistir e interagir em duas lives: a primeira, “Volta às aulas: o que precisamos saber pra quando esta fase passar?”, em março, contou com a participação do pediatra Daniel Becker, da educadora Raquel Franzim (Instituto Alana) e da pedagoga e gestora de escola, Joice Araújo. A segunda, em abril, debateu o tema “Desafios familiares em tempo de Crise”, com a presença de Vera Iaconelli, psicanalista, Flávio Debique, gerente nacional da Plan International, Ana Paula Ferreira, pedagoga, e Luciano Ramos, consultor e gestor voluntário do coletivo Pais Pretos Presentes. 

Contação de histórias para os pequenos

A parceria com a Fundação FEMSA também viabilizou a ampliação da plataforma Crescer Aprendendo Digital, repleta de conteúdos sobre primeira infância para orientar as famílias e servir como subsídio ao trabalho de profissionais da educação, saúde e assistência social. 

Uma série de seis podcasts foram gravados por três contadoras de histórias consagradas: Fafá Conta, Juçara Batichoti (Varal de Histórias) e Kiara Terra. O objetivo dos podcasts é promover nas famílias os hábitos de ler e contar histórias, essenciais para o fortalecimento de vínculos, desenvolvimento do vocabulário e da criatividade dos pequenos, além de incentivar a resolução de problemas, já que as narrativas são cheias de desafios e finais inesperados.

O acesso à contação de histórias pode ser feito via Spotify e YouTube. É só clicar, escutar e compartilhar. 

Educação financeira e geração de renda para as famílias

Outra ação promovida pela parceria foi a realização de um curso com 30 vídeos-aula sobre organização da vida financeira e orientações para famílias lidarem melhor com os desafios da crise econômica causada pela pandemia ou, até mesmo, começarem um negócio de maneira consciente e assertiva, para obter mais renda ao sustento das crianças.

Os vídeos-aula, realizados pela organização Aventura de Construir para o programa Crescer Aprendendo, foram compartilhados com as famílias, nos grupos de WhatsApp. A parceria também viabilizou consultorias personalizadas para 20 famílias que manifestaram interesse em fortalecer seus negócios. 

As aulas fazem parte do acervo da plataforma Crescer Aprendendo Digital para que qualquer pessoa possa assisti-las e ter acesso a dicas sobre educação financeira e geração de renda. É só clicar no link: https://www.youtube.com/playlist?list=PL678y5q5ihcdzrhq9pnVI6Rjrntx4fDxW 

Além disso, na plataforma, o internauta encontra conteúdos sobre os temas-chave do desenvolvimento infantil, resumidos neste vídeo sobre a ferramenta, para divulgar a importância da primeira infância na construção de uma sociedade melhor e menos desigual para todos e todas. Confira e compartilhe: https://www.youtube.com/watch?v=0MUOlbun0C0 

United Way Brasil lança Guia de Primeira Infância para Empresas em evento da Fiesp

Como parte da série promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a live “Responsabilidade Social na Prática – ESG e Primeira Infância” debateu como os primeiros anos de vida podem ser foco de políticas corporativas e fortalecer a agenda ESG. Na ocasião, a United Way Brasil lançou o Guia de Primeira Infância para Empresas, uma plataforma digital que contém mais de 600 ações com esse propósito.

No último dia 24 de junho, a live “Responsabilidade Social na Prática – ESG e Primeira Infância”, realizada pela Fiesp, debateu como ações focadas na criança e nas suas famílias, os colaboradores e colaboradoras das empresas, são essenciais para a sustentabilidade não só da sociedade como um todo, mas para fortalecer os negócios e agregar valor às marcas.

“Desde 2019, temos desenvolvido um trabalho para sensibilizar os empresários e as empresas no sentido de que é preciso formar uma rede em favor da primeira infância. Você pode atuar pela primeira infância mobilizando os seus pares – outros empresários para que também façam essas ações -, mas também realizar ações de impacto e influenciar o desenvolvimento de políticas públicas em favor da primeira infância. A empresa tem um papel bastante relevante e significativo neste processo”, reforçou Gracia Fragalá, vice-presidente do conselho superior de responsabilidade social da Fiesp, que moderou o debate.

Gabriella Bighetti, diretora-executiva da United Way Brasil, apontou vários argumentos sobre porque a primeira infância deve ser foco das políticas internas e ações externas das companhias, sendo enfática ao concluir sua fala: “A primeira infância é considerada a política pública mãe das demais. Ela é transversal, ela é básica para tudo. A gente tem visto também as pessoas discutirem que ela é base inclusive para as políticas ambientais, não só sociais, porque a gente tem o ser humano que vive no meio ambiente. Se a primeira infância é um tema transversal a tudo, se ela é base para tudo, talvez ela não seja concorrente de outras causas que as empresas já tenham assumido e sim base para elas e transversal a elas. Eu acho que a gente tem que pensar desse ponto de vista também de políticas que são básicas para todas as outras que, inclusive, alavancam as demais.”

Sônia Favaretto, conselheira de administração, presidente do conselho consultivo da GRI Brasil, SDG Pioneer pelo Pacto Global das Nações Unidas, trouxe a pauta do ESG para o debate. “Os investidores, cada vez mais, escolhem as empresas onde vão alocar recursos a partir da sua agenda ambiental e, com a pandemia, agenda social. Por isso, o S do ESG entrou ainda mais em destaque. Os investidores querem saber no detalhe qual é o plano de saúde da sua empresa, quais são as práticas que vocês têm tido e eu acho que primeira infância aqui tem um gancho incrível para as empresas se posicionarem”, ressaltou. 

Políticas de primeira infância na prática

Na segunda parte do evento, duas empresas trouxeram suas ações e políticas focadas nos primeiros seis anos de vida. João Paulo, gerente de desenvolvimento sustentável na Special Dog, citou várias iniciativas, dentre elas, o Programa para Pais que, “desde seu lançamento, já beneficiou 250 papais e mamães e 200 bebês. Um programa que começou com as mães, com capacitação, e que depois passou a envolver os pais”, explicou. Para além dos muros da empresa, localizada na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a Special Dog Company é parceira de um projeto de formação de gestores da educação infantil, juntamente com o Instituto Avisa Lá, desde 2017, beneficiando, diretamente, mais de 200 profissionais da rede de educação do município e mais de 1.800 crianças. 

Fernando Luciano, diretor de talentos da Vivo, compartilhou as ações focadas na paternidade diversa. “Por que a gente trouxe esse tema? Porque a gente entendeu que tinham novos contornos ao redor da licença- paternidade, que acabou evoluindo e mudando para licença parental, porque entendemos que estamos em um Brasil diverso, em um mundo diverso e essa diversidade está também nas nossas famílias”, comentou. A empresa estendeu a licença parental para 30 dias com 5 dias prorrogáveis. “Tivemos um retorno muito positivo da companhia por ter ampliado a licença parental e ela também é extensiva a casais homoafetivos ou a mães também que não tenham tido filho ou uma mãe depois da gravidez ou que tenha adotado o filho”, contou Fernando. 

Guia de Primeira Infância para Empresas

Lançado no evento, o Guia é uma plataforma digital que reúne mais de 600 iniciativas voltadas à primeira infância implementadas por empresas de diferentes áreas e portes. A ideia é criar uma grande rede de corporações voltadas à causa e promover o compartilhamento de práticas para que as companhias possam revisitar ou implementar políticas internas e ações na comunidade com foco nos primeiros anos de vida.

O Guia é fruto da parceria entre United Way Brasil, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Fundação Bernard van Leer e Fundación Femsa.

A plataforma é gratuita e você pode acessá-la neste link:  https://empresaseprimeirainfancia.com.br/

“Garantir a preservação da humanidade significa dar condições para que as novas gerações se desenvolvam plenamente e possam vivenciar a fase adulta na sua plenitude, como cidadãos conscientes de seu papel na manutenção de um ecossistema integral de relações saudáveis e inclusivas”– Guia de Primeira Infância para Empresas.

Programa Crescer Aprendendo chega ao Ceará

Parceria da United Way Brasil com Governo do Estado, Fundação Bernard van Leer, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e Porticus vai garantir que famílias em situação de vulnerabilidade social, com crianças de 0 a 6 anos, recebam apoio para promover o desenvolvimento integral de seus filhos e filhas. 

O programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil, está em fase de implementação em municípios cearenses como parte de uma coalizão estratégica para promover a primeira infância no Estado, por meio de ações que favoreçam o desenvolvimento infantil.

Focado na formação de pais e cuidadores, o programa oferece uma metodologia para creches e escolas de educação infantil com o objetivo de fortalecer a parentalidade, por meio de uma estratégia de engajamento para que pais, mães e responsáveis se apropriem de seu papel no universo da criança. Para isso, o Crescer Aprendendo compartilha conhecimentos e práticas que aprimoram a relação adulto-criança com base em vínculos afetivos de qualidade.

Mas a missão do Crescer Aprendendo não se esgota nas famílias participantes. Para que a causa da primeira infância seja prioritária nos territórios, é preciso mobilizar diferentes setores. Por isso, o programa prevê a sensibilização de empresas locais a fim de que invistam em iniciativas que propiciem mais qualidade de vida às crianças pequenas.  

“Fazer parte da coalizão no Ceará tem tudo a ver com o nosso compromisso de promover e fortalecer a primeira infância. Trabalhar pelo impacto coletivo, por meio de uma atuação colaborativa e coletiva, é o cerne do DNA da United Way Brasil. Por isso, levar o Crescer Aprendendo para as famílias cearenses é uma missão que abraçamos e pela qual vamos empreender todos os nossos esforços para que alcance pleno sucesso”, explica Sofia Rebehy, coordenadora de programas de primeira infância da United Way Brasil. 

O processo de implementação

Em abril, gestores e educadores de dez escolas de educação infantil do município de Crato, passaram por uma formação com o objetivo de se apropriarem da metodologia. O processo continua em maio, nas cidades de Itatira e Paramoti. Todo trabalho foi realizado em parceria com as equipes das secretarias municipais e estadual de Educação. O programa tem como meta transferir a tecnologia para os municípios que adotarem a proposta a fim de que possam perpetuar a iniciativa em suas redes de ensino.

A coalizão construída no Ceará irá beneficiar 24 cidades selecionados e, em 2021, o Crescer Aprendendo atuará em Crato, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, Chaval, Granja, Itatira, Paramoti, Salitre e Viçosa do Ceará. A definição dos municípios foi pautada pelos baixos índices de desenvolvimento humano e pela possibilidade de utilizar a estrutura de outros programas já existentes, focados nas famílias em situação de vulnerabilidade social.

Sistema híbrido de formação

O programa acontece em dois formatos, que se complementam: presencial, com encontros e rodas de conversa para as famílias nas escolas; e virtual, com dicas e práticas sobre diferentes temas tratados nas reuniões presenciais, compartilhadas nos grupos de WhatsApp, por meio de vídeos, cards e interações com os participantes.

Diante da realidade imposta pela pandemia, a versão digital tem sido utilizada, obtendo pleno sucesso. Com a possível volta às aulas presenciais, o modelo híbrido será retomado, fortalecendo ainda mais a iniciativa junto às famílias.

Dentre os tópicos tratados com pais, mães e responsáveis estão os temas relacionados ao papel da família, ao comportamento da criança, aos direitos da criança, à violência doméstica, à saúde integral da criança, à higiene infantil, à alimentação saudável, à importância do brincar e à educação financeira. A interação e o apoio das equipes das escolas são pontos importantes na estratégia do Crescer Aprendendo, que permite a identificação de casos específicos, encaminhados aos equipamentos públicos da rede de atendimento e cuidado à criança. 

Principais resultados

O programa Crescer Aprendendo passa por avaliações sistemáticas a fim de ajustar percursos, se necessário, com o objetivo de atender melhor às necessidades e expectativas das famílias. No mês de março, a avaliação realizada com pais, mães e responsáveis pelas crianças de Crato revelou que 100% das famílias estão satisfeitas com os conteúdos e interações nos grupos de WhatsApp.  Do total dessas famílias, 83% disseram que as dicas e orientações dos posts foram úteis e 68% conseguiram levar os conteúdos para a prática do dia a dia com seus filhos e filhas. “Gosto da troca de informações. Saber que não é só comigo que estão acontecendo certas coisas. E saber que todos de alguma forma tem algo pra aprender”, escreveu uma das respondentes, na avaliação mensal.

A transferência da metodologia do programa Crescer Aprendendo para o Ceará responde a um dos propósitos da United Way Brasil e da coalizão realizada pelas instituições naquele estado, em oferecer conhecimento e práticas eficazes para diferentes realidades a fim de garantir às famílias meios eficientes de educar e preparar seus filhos e filhas para os desafios do século 21. Porque a primeira infância é o principal alicerce sobre o qual a sociedade se constitui, tornando-se sustentável e mais justa para todos.

Saiba mais sobre o programa Crescer Aprendendo:  https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/ 

Live aborda como trabalhar inseguranças de pais e mães nestes tempos difíceis

No último dia 28 de abril, pais, mães e responsáveis por crianças pequenas, beneficiários do Programa Crescer Aprendendo Digital, participaram da live “Desafios familiares em tempo de crise”, realizada pela United Way Brasil em parceria com a FEMSA e apoio institucional da Plan International.

Mediados por Sofia Rebehy, coordenadora do programa de primeira infância, Crescer Aprendendo, os especialistas convidados dialogaram sobre os sentimentos de pais e cuidadores diante das incertezas de uma fase híbrida que começa a se configurar na vida das pessoas, intercalando situações de restrição com o retorno a algumas atividades presenciais.

Flávio Debique, Gerente Nacional de Programas da Plan Iternational; Vera Iaconelli, psicanalista e escritora; Ana Paula Ferreira, pedagoga e moderadora no grupo de Mães Pretas Presentes; e Luciano Ramos, consultor sênior e gestor do Coletivo Pais Pretos Presentes trouxeram diferentes visões sobre os desafios enfrentados pelas famílias em situação de vulnerabilidade, nestes tempos complexos.

“A pandemia trouxe muitas questões para a nós, principalmente para as mulheres pretas, da periferia, que chefiam suas casas. Para os pais também. Muitos perderam o trabalho. Muitas mulheres do nosso coletivo são mães solo e às vezes não têm uma rede de apoio”, ressalta Ana Paula, evidenciando a importância de coletivos e de ações que promovam o apoio às famílias: “Nosso coletivo oferece acolhimento, escuta ativa, para que essas mulheres tenham uma saúde mental, para que se sintam apoiadas para continuar o trabalho. Com o fechamento das escolas, muitas mulheres perderam a maior rede de apoio que tinham. E o que a gente traz de positivo do coletivo? Esse aquilombamento entre as mulheres, que faz com que as situações difíceis fiquem mais fáceis”.

Para os homens e pais, as questões também são complexas e exigem mudanças. “Quando a gente fala das masculinidades e paternidades a gente está falando de um modelo rígido, construído através do machismo que diz que o homem precisa prover. Muitos desses homens perderam seus postos de trabalho. Muitos trabalhavam informalmente e perderam também seus lugares de atuação, ficando mais tempo em casa. A gente ouve muitos homens trazendo situações complexas, entrando em depressão, dizendo não saber se encontrar dentro do ambiente familiar. Não é à toa que durante a pandemia cresceu o número de violência doméstica. O Coletivo Pais Pretos Presentes tem tentado atuar com ajuda financeira e com apoio psicológico”, comentou Luciano, reforçando a importância da rede para fortalecer as famílias e as relações que estabelecem nos seus lares.

Para Flávio, é preciso garantir esse apoio e usar também os equipamentos públicos. “Não temos soluções fáceis, mas acho que quando a gente se junta, seja virtualmente, seja na vizinhança, nos instrumentos e equipamentos comunitários, pode ser que algumas coisas fiquem menos pesadas. Procurem na sua vizinhança, nos grupos de WhatsApp. Pode ser que igrejas e organizações estejam realizando ações, os próprios CRAS e CREAS. Então, verifique no seu entorno aonde você pode buscar ajuda”.

A importância do autocuidado

Manter a saúde mental diante de tudo que se apresenta nesta fase é outro desafio para adultos que cuidam das crianças. Para Flávio, o autocuidado é essencial na manutenção do equilíbrio saudável das relações familiares: “Tudo isso vai passar, é um período difícil, mas a gente aponta para o futuro com esperança. Parece uma bobagem, mas tirar um momento do dia para tomar sol, tomar muita água, respirar muito bem faz a diferença. Eu sempre digo que a melhor solução para os nossos problemas é a respiração. Em um momento de muita tensão, quando todo mundo já foi dormir, sentar um pouquinho, respirar tranquilamente. Quando você está fazendo isso, pensar no quanto você é importante, o quanto você tem de poder e o quanto você está conseguindo enfrentar tudo isso”, reforçou. 

“Nenhum de nós está muito bem nesse momento. Quem está bem não sabe o que está acontecendo. Então é necessário a gente acolher as nossas tristezas e angústias, pois tentar lidar com isso sozinhos, a gente não consegue. Pedir ajuda é necessário”, ponderou Luciano.

Para Vera Iaconelli, manter a sanidade e o equilíbrio também passa pelo reconhecimento do sofrimento que estamos vivenciando: “É importante você poder falar sobre o seu sofrimento de uma forma que você também se escute. Que você reconheça o seu lugar porque muitas vezes a gente sofre e acha que a vida é assim mesmo. Então faz parte desse processo a gente olhar para os nossos filhos e tentar mostrar para eles que a nossa condição nem sempre revela quem nós somos e que, mais do que nunca, nessas redes comunitárias é que a gente vai mostrando e reconhecendo o valor das pessoas”.

O papel de cada um é de todos

Com a pandemia, os papeis da maternidade e paternidade foram colocados em xeque. As mulheres se viram mais sobrecarregadas e os homens, como já dito, sem saber bem como integrar uma dinâmica familiar diferente. Para Vera, “os pais têm sido vistos como provedores materiais historicamente. Mas as mães são provedoras de trabalhos domésticos, são provedoras de trabalho também. Hoje a gente já sabe que isso está invertido. Tem mais mulheres administrando as famílias do que os homens. Está na hora de mudar o rumo dessa conversa e as pessoas pensarem que em uma família tem vários provedores de várias coisas e às vezes a coisa se alterna. As vezes um está trabalhando fora e outro não. As vezes os dois estão trabalhando ‘dentro’. E a gente mostra isso para as crianças. Isso pode ser um valor: bem-vindo ao século 21, isso é um valor para meninos e meninas. Os nossos filhos precisam ser criados para uma outra geração em que homens e mulheres possam fazer de tudo”.

Clique aqui e assista a live na íntegra para conferir outras dicas e reflexões trazidas pelos especialistas: https://www.youtube.com/watch?v=4liw8ccWwIg 

Live aborda como trabalhar inseguranças de pais e mães nestes tempos difíceis

No último dia 28 de abril, pais, mães e responsáveis por crianças pequenas, beneficiários do Programa Crescer Aprendendo Digital, participaram da live “Desafios familiares em tempo de crise”, realizada pela United Way Brasil em parceria com a FEMSA e apoio institucional da Plan International.

Mediados por Sofia Rebehy, coordenadora do programa de primeira infância, Crescer Aprendendo, os especialistas convidados dialogaram sobre os sentimentos de pais e cuidadores diante das incertezas de uma fase híbrida que começa a se configurar na vida das pessoas, intercalando situações de restrição com o retorno a algumas atividades presenciais.

Flávio Debique, Gerente Nacional de Programas da Plan Iternational; Vera Iaconelli, psicanalista e escritora; Ana Paula Ferreira, pedagoga e moderadora no grupo de Mães Pretas Presentes; e Luciano Ramos, consultor sênior e gestor do Coletivo Pais Pretos Presentes trouxeram diferentes visões sobre os desafios enfrentados pelas famílias em situação de vulnerabilidade, nestes tempos complexos.

“A pandemia trouxe muitas questões para a nós, principalmente para as mulheres pretas, da periferia, que chefiam suas casas. Para os pais também. Muitos perderam o trabalho. Muitas mulheres do nosso coletivo são mães solo e às vezes não têm uma rede de apoio”, ressalta Ana Paula, evidenciando a importância de coletivos e de ações que promovam o apoio às famílias: “Nosso coletivo oferece acolhimento, escuta ativa, para que essas mulheres tenham uma saúde mental, para que se sintam apoiadas para continuar o trabalho. Com o fechamento das escolas, muitas mulheres perderam a maior rede de apoio que tinham. E o que a gente traz de positivo do coletivo? Esse aquilombamento entre as mulheres, que faz com que as situações difíceis fiquem mais fáceis”.

Para os homens e pais, as questões também são complexas e exigem mudanças. “Quando a gente fala das masculinidades e paternidades a gente está falando de um modelo rígido, construído através do machismo que diz que o homem precisa prover. Muitos desses homens perderam seus postos de trabalho. Muitos trabalhavam informalmente e perderam também seus lugares de atuação, ficando mais tempo em casa. A gente ouve muitos homens trazendo situações complexas, entrando em depressão, dizendo não saber se encontrar dentro do ambiente familiar. Não é à toa que durante a pandemia cresceu o número de violência doméstica. O Coletivo Pais Pretos Presentes tem tentado atuar com ajuda financeira e com apoio psicológico”, comentou Luciano, reforçando a importância da rede para fortalecer as famílias e as relações que estabelecem nos seus lares.

Para Flávio, é preciso garantir esse apoio e usar também os equipamentos públicos. “Não temos soluções fáceis, mas acho que quando a gente se junta, seja virtualmente, seja na vizinhança, nos instrumentos e equipamentos comunitários, pode ser que algumas coisas fiquem menos pesadas. Procurem na sua vizinhança, nos grupos de WhatsApp. Pode ser que igrejas e organizações estejam realizando ações, os próprios CRAS e CREAS. Então, verifique no seu entorno aonde você pode buscar ajuda”.

A importância do autocuidado

Manter a saúde mental diante de tudo que se apresenta nesta fase é outro desafio para adultos que cuidam das crianças. Para Flávio, o autocuidado é essencial na manutenção do equilíbrio saudável das relações familiares: “Tudo isso vai passar, é um período difícil, mas a gente aponta para o futuro com esperança. Parece uma bobagem, mas tirar um momento do dia para tomar sol, tomar muita água, respirar muito bem faz a diferença. Eu sempre digo que a melhor solução para os nossos problemas é a respiração. Em um momento de muita tensão, quando todo mundo já foi dormir, sentar um pouquinho, respirar tranquilamente. Quando você está fazendo isso, pensar no quanto você é importante, o quanto você tem de poder e o quanto você está conseguindo enfrentar tudo isso”, reforçou. 

“Nenhum de nós está muito bem nesse momento. Quem está bem não sabe o que está acontecendo. Então é necessário a gente acolher as nossas tristezas e angústias, pois tentar lidar com isso sozinhos, a gente não consegue. Pedir ajuda é necessário”, ponderou Luciano.

Para Vera Iaconelli, manter a sanidade e o equilíbrio também passa pelo reconhecimento do sofrimento que estamos vivenciando: “É importante você poder falar sobre o seu sofrimento de uma forma que você também se escute. Que você reconheça o seu lugar porque muitas vezes a gente sofre e acha que a vida é assim mesmo. Então faz parte desse processo a gente olhar para os nossos filhos e tentar mostrar para eles que a nossa condição nem sempre revela quem nós somos e que, mais do que nunca, nessas redes comunitárias é que a gente vai mostrando e reconhecendo o valor das pessoas”.

O papel de cada um é de todos

Com a pandemia, os papeis da maternidade e paternidade foram colocados em xeque. As mulheres se viram mais sobrecarregadas e os homens, como já dito, sem saber bem como integrar uma dinâmica familiar diferente. Para Vera, “os pais têm sido vistos como provedores materiais historicamente. Mas as mães são provedoras de trabalhos domésticos, são provedoras de trabalho também. Hoje a gente já sabe que isso está invertido. Tem mais mulheres administrando as famílias do que os homens. Está na hora de mudar o rumo dessa conversa e as pessoas pensarem que em uma família tem vários provedores de várias coisas e às vezes a coisa se alterna. As vezes um está trabalhando fora e outro não. As vezes os dois estão trabalhando ‘dentro’. E a gente mostra isso para as crianças. Isso pode ser um valor: bem-vindo ao século 21, isso é um valor para meninos e meninas. Os nossos filhos precisam ser criados para uma outra geração em que homens e mulheres possam fazer de tudo”.

Clique aqui e assista a live na íntegra para conferir outras dicas e reflexões trazidas pelos especialistas: https://www.youtube.com/watch?v=4liw8ccWwIg