Juventudes fecham 2021 com planos concretos para o futuro

O programa Competências para a Vida, da United Way Brasil, encerra o ano com resultados que ampliam o otimismo e a esperança das novas gerações. Durante 2021, foram 582 jovens impactados pela formação oferecida pelo programa, que envolve diálogos com especialistas e sessões de mentorias, realizadas por colaboradores voluntários das empresas parceiras.

O Competências para a Vida ampliou a abrangência, chegando a 12 cidades de três estados: São Paulo (Campinas, Francisco Morato, Mogi das Cruzes, Monte Mor, São Paulo, Sumaré, Suzano e Valinhos); Pernambuco (Jaboatão dos Guararapes e Recife), Amazonas (Manaus) e Rio de Janeiro (Rio de Janeiro).

“O Competências para a Vida foi muito importante para mim. Consegui me sentir à vontade com os educadores. O curso nos ajuda a manter a calma e acreditar que tudo vai dar certo”

Jovem participante

Cada jovem recebeu cerca de 20 horas de formação. Só no último dos três ciclos realizados em 2021 (encerrado em dezembro), 256 jovens frequentaram as atividades propostas e puderam trabalhar as competências socioemocionais, tendo mais subsídios para desenhar seus projetos de vida, com foco na carreira profissional que querem traçar para si, nos próximos anos. 

Além dos momentos de formação, jovens participantes, em situação mais vulnerável, receberam bolsa digital para acompanhar as conversas e ter acesso a todas as propostas de interação e capacitação, que aconteceram em plataformas virtuais. Outros jovens também puderam contar com cartões-alimentação para mitigar os impactos negativos da pandemia na situação financeira de suas famílias, como Gabriel Barros (foto), jovem de Francisco Morato (SP).


Espaço de acolhimento, aprendizagem e desenvolvimento

A avaliação realizada junto às juventudes que compuseram o ciclo 3 do programa trouxe vários depoimentos que denotam a importância de iniciativas que deem aos jovens possibilidades e caminhos para encontrarem seus lugares na sociedade e no ecossistema produtivo, especialmente nessa fase da pandemia, em que as incertezas ainda prevalecem. Mais do que isso, o programa Competências para a Vida conduz as juventudes, a partir de suas realidades, ao autoconhecimento, estimulando o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.

“Ver pessoas contando suas histórias, seus medos e sonhos, como vão fazer para alcançar o que querem da vida, que vamos enfrentar desafios, mas vamos chegar ao nosso objetivo… Foram meses de aprendizado que nunca mais vou esquecer.”

Jovem participante

Ao colocá-los em contato com as experiências dos colaboradores voluntários, por meio das mentorias, os jovens percebem que essas pessoas, que hoje estão em postos de trabalho condizentes com seus sonhos e objetivos, também começaram a carreira profissional em cargos iniciais, tiveram de superar obstáculos e aproveitaram as oportunidades que encontraram pelo caminho para se desenvolverem. 

Essas trocas e identificações mútuas, sobre processos, escolhas, desejos e sonhos, é o grande legado que o programa deixa em cada jovem impactado, para que construa um projeto de vida com bases sólidas e conectadas às suas expectativas de presente e futuro.

“Eu aprendi muitas coisas sobre o mundo do trabalho e melhorei minha comunicação e timidez. Graças ao Competências, já tenho uma ideia do que quero para meu futuro.”

Jovem participante

Conheça o programa Competências para a Vida.


Crescer Aprendendo encerra 2021 com encontro para famílias e webinar para professores e educadores do Ceará

O programa Crescer Aprendendo passou a fortalecer a política pública de primeira infância do Ceará, em 2021, por meio da parceria entre United Way Brasil, Governo do Estado, Fundação Bernard van Leer, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e Porticus.

O programa oferece aos pais e responsáveis por crianças de 0 a 6 anos, em situação de vulnerabilidade social, conteúdos sobre desenvolvimento infantil, elaborados pela equipe técnica, e compartilhados nos grupos de WhatsApp por professores e gestores das creches e escolas de educação infantil que integraram a ação. É a partir desses conteúdos (vídeos, quiz, cards, áudios) que as interações acontecem e os grupos se transformam em uma rede de trocas para fortalecer os adultos no papel de criar seus filhos e suas filhas. É também uma estratégia que aproxima a escola das famílias, estabelecendo vínculos colaborativos mais fortes.

3.675 famílias beneficiadas

102 escolas parceiras

9 municípios impactados

296 gestores, professores e técnicos capacitados na metodologia

Dentre as iniciativas desenvolvidas pelo programa, foi realizado, em dezembro, um encontro temático para encerrar as atividades do programa, por meio de uma plataforma digital gratuita, com o tema “A influência do ambiente na saúde emocional da criança”, intermediado pela psicóloga. Ela deu exemplos de como lares conturbados e relações pouco amigáveis podem interferir no bem-estar físico e mental dos pequenos, assim como interações positivas, espaços seguros e acolhedores são essenciais para o desenvolvimento infantil integral. Também foram sorteados 10 cartões-alimentação entre os participantes, para apoiar a segurança alimentar das crianças.

Estimuladas a compartilhar suas “dores” no chat, as mais de 100 famílias presentes ao encontro interagiram trazendo perguntas e desabafos sobre situações complexas, marcadas, também, pelas incertezas desses tempos. Com o diálogo estabelecido, a partir dessas vivências, os participantes se abriam e opinavam, dando, também, as suas contribuições para ajudar seus pares a enfrentar diferentes desafios parentais.

No final do encontro, as famílias agradeceram a oportunidade de contar com mais um lugar para falarem de si e de suas inseguranças sobre como educar em meio a crises e situações complexas. “Esse tipo de ação pode parecer simples, mas tem um impacto importante na autoestima e autoconfiança desses pais e dessas mães. A maioria se sentia isolada e, a partir das trocas nos grupos e nesse encontro, percebem que não estão sozinhas, podendo ouvir e dizer o que sentem sobre as questões que afetam suas relações com as crianças”, explicou Sofia Rebehy, coordenadora de projetos de primeira infância da United Way Brasil.


Webinar reúne professores e gestores das escolas do Ceará 

Sam Sternin, consultor da Fundação Bernard van Leer

Mais de 100 profissionais das creches e escolas do Ceará, que aderiram ao programa Crescer Aprendendo, aceitaram o convite para participar de uma conversa, em dezembro, com Sam Sternin, graduado em Harvard, com mestrado em Princeton, especialista em mudança de comportamento nos diferentes contextos. O evento foi realizado pela parceria United Way Brasil e Fundação Bernard van Leer, da qual Sam é consultor.

Interativo, o encontro trouxe o tema “Mudança de Comportamento e Primeira Infância”, para debater quais posturas pais, mães e responsáveis assumem diante de diferentes situações e o que elas interferem no comportamento de seus filhos e suas filhas. 

Também ponderou sobre como os conteúdos do programa, a forma de aplicá-los e de interagir para aprofundá-los podem ou não contribuir à mudança de comportamento dos adultos frente à missão de educar suas crianças.

Isso tudo pressupõe, segundo Sam, um passo anterior: identificar as barreiras que impedem esses adultos de exercerem a parentalidade saudável. Esse diagnóstico tem de se dar com base na escuta para que sejam identificas questões reais e não suposições. Também é importante escutar as famílias sobre como se sentem e as expectativas que têm para superar desafios nas relações com as crianças. Construir coletivamente as saídas, os conteúdos de apoio, oferecidos nos grupos de WhatsApp, são outros pontos cruciais que tendem a dar mais credibilidade à didática do programa, promovendo o engajamento e a fidelização das famílias.

“Gostaria de agradecer por esta tarde maravilhosa. ‘Suguei’ conhecimentos que vão modificar minha vida pessoal e profissional. Gratidão a toda equipe envolvida, especialmente ao Sam, que conduziu tão bem este encontro”.

Professora participante

Sam deu pistas concretas de como identificar as barreiras enfrentadas pelos responsáveis e, também, pontuou equívocos frequentes de ações e programas sociais que não promovem a escuta e acabam definindo estratégias e conteúdos que não apoiam as famílias, mas causam certo desconforto ou desmotivação.

Com base em exemplos bem-sucedidos sobre outras experiências que podem enriquecer esse trabalho, Sam ofereceu aos professores e educadores das escolas insights e inspirações para que possam estabelecer uma relação de mais cumplicidade com o público-alvo do Crescer Aprendendo, otimizando os conteúdos e as práticas propostas. Sugestões que podem, também, fortalecer o trabalho que realizam nos espaços educativos, para que, de fato, contribuam ao alcance do objetivo de empoderar as famílias para que sejam protagonistas da educação de seus filhos e filhas, fortalecidas com informações e práticas contextualizadas às suas realidades e necessidades específicas. 

O evento foi uma das ações que o programa realizou com a equipe docente das escolas. Outra iniciativa, no decorrer na execução do programa, foram as reuniões quinzenais de monitoramento com as escolas e pontos focais das Secretarias Municipais de Educação para apresentação de dados do monitoramento e apoio ao trabalho de mediação com as famílias. O objetivo da interação com gestores e professores é fortalecer o acompanhamento de questões específicas das famílias e o possível encaminhamento de suas demandas aos serviços do sistema público de apoio à primeira infância.


A importância do voluntariado… e do LinkedIn

A sessão extra de mentoria, em novembro, para jovens do programa Competências para a Vida foi uma sugestão da Renata Altenfelder, diretora executiva global de Branding da Motorola Mobility, empresa parceira da United Way Brasil. Renata é mentora voluntária e nos encontros com as juventudes percebeu a curiosidade e o interesse dos grupos sobre como usar o LinkedIn. Conhecedora da plataforma, propôs a reunião virtual, ideia aceita pela equipe gestora do programa e que ganhou ampla adesão dos jovens participantes.

Na sala do Google Meet, cerca de 45 jovens, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Francisco Morato, de Valinhos e do Recife, estavam atentos às informações e dicas trazidas por Renata. “O LinkedIn é uma ferramenta virtual que une profissionais e empresas. Saber usá-la faz toda a diferença. Eu mesma consegui um emprego por meio dela, aqui na Motorola”, explicou a mentora voluntária.

Antes, porém, de focar nas questões práticas, Renata trouxe a história dessa plataforma e compartilhou dados sobre ela: “Fundada em 2002, na Califórnia (EUA), tem como objetivo conectar pessoas do mundo todo. Mas não só isso: quer, também, formar profissionais, construir cases de sucesso para que colaboradores e empresas possam crescer. Por isso, oferece cursos de todos os temas e tipos para diferentes áreas do mercado”, explicou.

706 milhões de membros em todo o mundo, entre eles, 40 milhões de brasileiros

50 milhões de empresas estão presentes na rede social

Fonte: Linkedin

Do perfil à postura no ambiente virtual 

Renata mostrou, na tela, o passo a passo para definir o perfil na página, que tipo de foto e informações utilizar, como interagir, de que maneira comentar posts de terceiros, a importância de desenvolver conteúdos – e certificar-se de que estão corretamente escritos e com base em fontes confiáveis –, compartilhar posts de outros, seguir pessoas e empresas de interesse… “O perfil é o seu cartão de visitas. Coloquem informações objetivas sobre vocês. E se não têm experiência profissional ainda, não tem problema. Falem de suas habilidades, de hobbies, do trabalho voluntário que realizam. As empresas querem saber quem vocês são, em 30 segundos”, reforçou.

“Não se esqueçam de que é uma plataforma de trabalho, logo, não usem as mesmas fotos que estão no Instagram ou Facebook. Post uma que te mostre como profissional. Não precisam estar sérios, mas precisam transmitir seriedade. É importante ter foto, porque as chances de as empresas e pessoas te verem é nove vezes maior do que perfis sem foto”, comentou.

A cada dica, perguntas pipocavam na tela e no chat, especialmente sobre como os jovens podem se conectar com colaboradores das empresas em que sonham trabalhar para saber como é o ambiente, as políticas e afins. Renata respondeu a todas, pacientemente, com didática e entusiasmo. 

A rede é dinâmica, por isso, manter o perfil atualizado e com novidades é sempre um diferencial. “Vale também pedir e dar recomendações”, explicou, navegando na plataforma e indicando, na prática, como se faz cada ação de engajamento e interação. Renata também mostrou como chegar aos anúncios de vagas de emprego, seguindo páginas de empresas de recrutamento e as próprias companhias de interesse. 

“Usem e abusem do Learning, a área de cursos do LinkedIn. São formações gratuitas, rápidas e fazem a diferença no currículo”, aconselhou Renata.


“Tenho interesse em curso sobre engenharia”, comentou um dos jovens participantes. Renata entrou na área de cursos relacionada a essa carreira e várias subáreas foram surgindo: engenharia de produção, ambiental, civil, eletrônica… Os comentários ao fundo indicavam a surpresa dos jovens: “Nossa! Quanta coisa!”; “Puxa, eu não sabia que era assim”; “Caramba! Que interessante!”

Mais do que aprender sobre uma ferramenta tão ampla e cheia de possibilidades como esta, os participantes do programa também puderam perceber o valor da dedicação de Renata. Ela quis compartilhar o que sabia, afinal, ela mesma usufruiu da plataforma e está onde está hoje graças às conversas que travou com um profissional do RH da empresa, a partir de uma vaga que viu anunciada no LK. 

Trocas, dedicação, motivação… Habilidades da mentora voluntária que os jovens também podem desenvolver e que farão toda a diferença em suas carreiras, sobretudo, em suas vidas pessoais. 

A sua empresa também pode apoiar o programa e mobilizar seus colaboradores para que sejam mentores voluntários e apoiem a construção de projetos de vida das novas gerações do País. Vem com a gente!

Financiamento de iniciativas colaborativas no Brasil

O painel do segundo dia do Fórum apresentou diferentes formas de financiar o impacto coletivo. Representantes de instituições que gerenciam fundos e modelos inovadores para a otimização de recursos compartilharam desafios e oportunidades para potencializar iniciativas sociais colaborativas. O painel compõe o evento realizado em setembro, pela United Way Brasil, em aliança estratégica com Collective Impact Fórum, Aspen Institute, Global Opportunity Youth Network (GOYN) e Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife). Apoio de disseminação de conhecimento do Instituto Sabin e cooperação da FEMSA e OEI.

Natália Leme, responsável por parcerias e programas da Fundação Arymax, mediou o painel sobre financiamento de iniciativas colaborativas, que contou com a participação de Greta Salvi (diretora Brasil da Latimpacto), Marco Gorini (cofundador do Grupo Din4mo) e Leonardo Letelier (fundador e CEO da Sitawi Finanças do Bem).

Durante o diálogo, a mesa explicou as diferentes formas de financiamento e a relação com o conceito de um novo capitalismo que adota o posicionamento empresarial com foca na geração de valor para todas as partes envolvidas (colaboradores, clientes, fornecedores, acionistas, comunidades e meio ambiente). “O setor filantrópico também tem discutido outros modelos de atuação, horizontais e participativos, envolvendo todos os interessados”, explicou a mediadora.

Natália Leme, responsável por parcerias e programas da Fundação Arymax, mediou o painel

Com o surgimento da Covid-19 e seus reflexos negativos nas áreas econômica e social, o terceiro setor se viu diante de um desafio que exigiu rapidez e magnitude das ações, potencializando a criação de redes de colaboração entre diferentes atores, construindo relações de confiança entre executores e investidores.


IMPACTO SOCIOAMBIENTAL PARA TODA LATAM

Com relação à causa do meio ambiente, por exemplo, a Latimpacto se estruturou há um ano e meio, unindo organizações de setores e países diferentes para gerar impacto socioambiental com o objetivo de romper fronteiras setoriais e regionais. Fazem parte da rede os provedores de capital (fundações, institutos, consultorias, universidades, poder público e mercado financeiro), contando, atualmente, com cerca de 100 membros. O trabalho dessa rede tem como base o conceito de venture philantropy, recentemente implementado na América Latina, que une o olhar mais profundo (da filantropia) com a visão estratégica (do mercado financeiro) sobre os desafios socioambientais. 

“A venture philantropy se ancora em três pilares: o financiamento personalizado, que é o entendimento sobre a organização a ser apoiada (em que estágio está, de que precisa, se é uma doação ou um empréstimo, que impacto ela gera) e o investidor que a apoia, para equalizar recursos e ações. O segundo pilar é o apoio não financeiro, complementar ao primeiro, para organizações em estágio inicial. Por fim, a gestão e medição, para apoios de longo prazo, para identificar o nível de impacto causado pela ação da organização”, explicou Greta.


FOCO NA AGENDA 2030

Para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Dyn4mo tem trabalhado para mobilizar capital que acelere o financiamento e cubra o gap de 3,5 trilhões de dólares anuais necessários para financiar a agenda de 2030. “É o desafio da alocação de recursos. Temos de discutir a cultura das priorizações e colocar o impacto como valor. O blended (a combinação de diferentes atores) é uma das ferramentas para avançarmos nessa discussão. Não sairemos do lugar usando as mesmas práticas, por isso, além da inovação, precisamos de seis posturas que podem mudar o jogo: persistência, paciência, convergência, resiliência, coerência e consistência”, definiu Marco, da Dyn4mo, que complementou: “Ou a gente senta, como sociedade, para compor com todos os atores a fim de que priorizem a agenda 2030 – e o blended entra aí como uma possibilidade dentre tantas – ou não vamos conseguir atingir os ODS.” Para ele, um ator é essencial nessa mobilização: as plataformas de investimento coletivo, que podem mexer o ponteiro no ponto de vista da cultura e da colaboração para repensar as prioridades na hora de definir onde distribuir os recursos.

“Ou a gente senta, como sociedade, para compor com todos os atores a fim de que priorizem a agenda 2030 – e o blended entra aí como uma possibilidade dentre tantas – ou não vamos conseguir atingir os ODS.

MARCO GORIni, do grupo din4mo


INVESTIMENTOS COM RETORNO

As organizações que promovem impacto coletivo, sejam elas com objetivo ou não de lucro, podem tomar e devolver capital se ele for ofertado de uma maneira articulada, pensando em prazo, taxas de juros, garantia e flexibilidades. Foi essa linha de pensamento que deu origem a Sitawi Finanças do Bem, que hoje faz o papel de mediador para organizar, estruturar e dar uma voz mais consolidada aos grupos que querem apresentar seus projetos para financiadores, por exemplo.

A Sitawi tem três áreas de atuação:

  • A primeira se chama área de desenvolvimento de impacto, que começou com empréstimos para as organizações sociais focadas em gerar impacto socioambiental, e depois migrou para uma plataforma de empréstimo coletivo, retornando aos investidores seu capital, com juros.
  • A segunda é uma área de gestão de fundos filantrópicos para viabilizar iniciativas sociais que nascem de doadores, de movimentos e coletivos que, por exemplo, não possuem CNPJ para receber o capital.
  • Por fim, atuamos com o desenho e a implementação de programas de desenvolvimento territorial, captando recursos para suas causas, como acontece com um projeto na Amazônia”, explicou Leonardo.

O painel abriu um leque de possibilidades e confirmou a necessidade de se valorizar fundos, plataformas e captações de recursos coletivos que possam responder rapidamente a iniciativas que tragam respostas eficientes a problemas complexos.

Assista ao painel, na íntegra:

DURANTE TODO FÓRUM BRASILEIRO DE IMPACTO COLABORATIVO, OS PARTICIPANTES FORAM CONVIDADOS A COLABORAR E COMPARTILHAR SUAS REFLEXÕES SOBRE OS TEMAS ABORDADOS NOS PAINÉIS. DURANTE A EXPLANAÇÃO DAS TRÊS LIDERANÇAS FEMININAS, ESTAS FORAM AS PRINCIPAIS EXPRESSÕES REGISTRADAS NO JAMBOARD:

  • Fundos filantrópicos ganham relevância quando temos coletivos de ambos os lados
  • Medição de impacto é superimportante para acompanhar o sucesso do investimento
  • O diálogo deve permanecer ao longo de todo o processo para garantir valor para todos os envolvidos
  • Todo o ambiente influencia os mecanismos: regras, cultura, mecanismos, estabilidade política etc.
  • Não é falta de mecanismo, de investimento, mas, sim, a cultura vigente. Precisamos repensar as variáveis de investimento, onde o impacto passa a ter um valor muito maior

Os próximos anos do GOYN SP: a urgência da agenda da inclusão produtiva

Na última parte dos painéis, Daniela Saraiva, Líder do GOYN SP, compartilhou os principais objetivos e metas do movimento para os próximos dois anos. “A gente vai seguir fortalecendo o território. Isso foi o que começamos a fazer e tivemos muitos impeditivos para estar presencialmente nos territórios. Então o GOYN SP vai fomentar editais de apoio, não só o Micro Fundo, mas apoio a organizações que estão nos territórios para continuar dando a melhor formação ao jovem, uma formação que esteja próxima ao mercado”, contou. 

O trabalho junto às empresas também será enfatizado, para que elas entendam que não são apenas a porta de entrada das juventudes no mercado produtivo, mas, também, possuem o importante papel de trabalhar a diversidade, a equidade e a inclusão por meio dessa agenda. 

Fortalecer a liderança dos jovens é outro propósito do movimento. “O jovem tem demandado isso e vimos os dados da participação pública e política. Então a gente precisa fortalecer essa voz, garantir esse espaço para que eles sejam protagonistas da agenda da inclusão produtiva”, reforçou.

Para cumprir estes e outros propósitos, é preciso multiplicar, ampliar a rede de parceiros do GOYN SP. Na mensagem final, Daniela Redondo, do Instituto Coca-Cola, empresa que compõe o comitê gestor do GOYN SP, convidou outras empresas e instituições a entrarem para o movimento.


“Quando a gente, como empresa, coloca esse olhar intencional na contratação das juventudes, a gente muda a realidade, a gente ajuda o jovem. Não é tão difícil assim, é só dar o primeiro passo. Há ideias articuladas que trouxeram iniciativas incríveis por meio do GOYN SP: diálogos com setor público, com os jovens, protótipos feitos pelos jovens para os jovens. Tudo isso é um arcabouço que fortalece o ecossistema.

Mas a iniciativa privada tem um papel fundamental nesse desafio. Então meu convite é que todos se unam a nós. Uma pauta muito atual é a da diversidade, de raça e gênero. Essa é uma temática importante para a sua empresa. E não tem como falar dela sem falar de jovens. Porque mais de 70% dos jovens-potência são negros e mulheres. As agendas são convergentes e não excludentes. Então fica o meu convite: dê o primeiro passo e junte-se ao movimento!”


O 2º Evento Anual do GOYN SP foi encerrado com a performance do Slam das Minas SP, que lançou, pela primeira vez, a Carta de Princípios e Compromissos do GOYN SP por meio de uma “disputa” poética, emocionando todos os presentes. A carta foi uma construção conjunta do grupo colaborativo.

Clique na imagem abaixo para fazer o download!

Assista à apresentação do Slam das Minas SP:

Lançamento do Guia para Apoiar a Inclusão Produtiva do Jovem-Potência

A conversa sobre a sistematização dos desafios, das oportunidades e das aprendizagens colhidas na implementação dos protótipos pensados coletivamente pelo grupo colaborativo do GOYN SP, foi mediada por Simone André, sócia-fundadora da Transverso Assessoria – que organizou o guia. 

Para trazer esses aspectos, um representante de cada protótipo compartilhou as experiências vivenciadas pelas equipes que se debruçaram no desenho e na implementação de cada iniciativa. André Luiz, do Capão Redondo, bairro de São Paulo, membro da organização Base Colaborativa, parceira do GOYN SP, contou os desafios e as aprendizagens trazidos pela experiência com o Perifa Digital.


“A primeira vivência, o primeiro aprendizado dessa iniciativa é que, quando você vai construir algo para um jovem, você precisa ter o jovem executando, tem que ser de jovem para jovem. O educador que estava levando a cultura digital era um jovem que também vivenciava os contextos periféricos.

Um dos desafios foi a conectividade. Quando fomos para a prática, muitos jovens não conseguiram participar por não ter acesso à internet (…). A molecada pensava em robô, carro voador, mas a cultura digital está presente em tudo na nossa vida. Foi uma experiência muito legal que ainda está no começo e espero que o GOYN SP leve a iniciativa para frente ano que vem”, concluiu.


“A gente se viu revisitando as nossas práticas, introduzindo mais fortemente o digital no desenvolvimento das competências para vida, no desenvolvimento de estratégias formativas com os nossos públicos. Adotamos uma estratégia de apoio psicológico aos jovens a partir de voluntários especialistas nesse campo, formando uma grande rede.

Outro grande ponto foi a questão da diversidade. Quando falamos de narrativa e de conhecimento, precisamos perceber essa pluralidade dos jovens. Isso tem que estar não somente numa estratégia de comunicação, mas, também, quando a gente cria dinâmicas, processos e ambiências, para que eles se percebam representados”, explicou Rosane Santiago, do Cieds, parceira do GOYN SP, sobre o protótipo Trilhando, focado no desenvolvimento de competências para o trabalho e para a vida das juventudes.

Para Lucas Gregório, assistente de projetos no GOYN SP e líder do Micro Fundo para Jovens Inovadores, uma ação que forma líderes e aporta recursos em projetos de jovens da periferia, um desafio é a falta de preparo para o exercício da liderança desses projetos comunitários e dessas ações de incentivos sociais.

“A gente precisa desmistificar algumas coisas para ajudar os jovens a trazer essa aprovação que, primeiro, faça sentido para eles e tem esse lugar dentro do foco territorial, porque não adianta a gente trazer coisas de fora, dos Estados Unidos. A gente precisa falar ali no território sobre o que o jovem pode fazer”, reforçou.

Com relação aos desafios e aprendizagens trazidos pelo protótipo Digitalis, uma plataforma focada em treinar jovens-potência para que eles sejam capacitados e interligados ao mercado de trabalho, Renata S. Oliveira, especialista em cidadania corporativa da empresa Accenture, trouxe a seguinte contribuição: “O processo de construção foi muito rico, porque a gente, além das empresas, tinha acesso a institutos sociais, representantes do poder público, jovens. Isso é muito importante para a gente conseguir construir várias perspectivas diferentes por um bem comum”, ressaltou. 


Foi interessante também porque tivemos a oportunidade de construir o projeto do início ao fim, de pensar desde o público-alvo até o conteúdo que vamos oferecer. Foi uma experiência completa, porque às vezes a gente fica só naquele nosso mundinho de empresa e não abrimos as perspectivas para outros atores, outros stakeholders


“O principal aprendizado que tivemos no protótipo Rede de Empresas foi que, para gerar engajamento e ter aprendizagem efetiva, nós precisamos efetivamente conectar o trabalho às oportunidades de formação que nós oferecemos. Nós percebemos isso porque interagimos muito com as empresas e nesse processo de integração vimos que muitos empregadores ainda têm barreiras para contratação de jovens.

Outro trabalho nosso foi a criação da comunidade de práticas do LinkedIn, justamente para oferecer a possibilidade de troca de experiências e compartilhamento de boas práticas que dizem respeito à inclusão produtiva dos jovens”, explicou Helena Schweinberger, da IOS.


Para acessar o guia que sistematiza todos os desafios, oportunidades e aprendizagens dos protótipos, clique na imagem abaixo:


As ações do setor privado e público e os avanços que temos de alcançar para a inclusão produtiva de jovens

Mediado pelo jornalista Luiz Pacete, da revista Forbes, o segundo painel reuniu representantes dos três setores:  Luísa Brazuna, líder América Latina da área de Diversidade & Inclusão da Ernest Young (EY), Aline Cardoso, Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, e Ronaldo Matos, jornalista, colunista do UOL e educador do Jardim Ângela (SP).

Durante o diálogo, cada participante compartilhou as experiências de suas instituições para promover formação e inclusão produtiva das juventudes, ressaltando a importância de uma atuação coletiva para que as mudanças sejam mais sistêmicas e em escala. Também foi apontada a necessidade de repensar maneiras de olhar e conversar com esses jovens para que as oportunidades tragam, de fato, as mudanças necessárias para que as juventudes ingressem, permaneçam e avancem nos seus projetos de vida.

“O papel das empresas é promover ações afirmativas. A gente tem muita vaga em tecnologia. Estamos precisando de gente assim, as empresas querem esses jovens-potência. Por isso, elas têm que se desafiar e parar com aquela coisa de faculdade de primeira linha. Tem que se abrir e fazer parcerias com outras universidades, valorizar o jovem do ProUni e do FIES, repensar as políticas de recrutamento, fazer parcerias com coletivos e associações. Tudo isso de uma forma que chegue às pessoas”, afirmou Luísa. 


Para a secretária Aline, o papel do poder público é unir as pontas, promover sinergias e gerar escala: “Estamos trazendo um olhar horizontal e, com isso, criamos um repertório de oferta e de demanda e conseguimos juntar tudo. Eu tenho gente com projetos e eu tenho empresa com dinheiro. Eu consigo juntar e consigo chegar no jovem”, ressaltou.


Mas qualquer iniciativa voltada às juventudes periféricas precisa partir de uma escuta para não cair na mesmice de trazer soluções que não dialoguem com a realidade desses jovens.

“Meu grande objetivo é fomentar e construir a indústria da comunicação do futuro a partir das periferias e favelas. Para isso, todo tipo de organização, o poder público, a empresa que chega na periferia ou na favela, que dialoga com a gente, a primeira coisa é entender nossa visão de futuro e a nossa visão empresarial. Então hoje o que eu diria quando chega alguém para investir: aprenda com a gente para investir melhor e para investir com mais impacto”, reforçou Ronaldo.


Saiba como foi a apresentação do relatório Juventudes e a Pandemia – edição cidade de São Paulo

O primeiro painel reuniu Claudia Carletto, Secretária de Direitos Humanos e Cidadania da Cidade de São Paulo, Marcus Barão, Presidente do Conselho Nacional da Juventude do Brasil (Conjuve), e Ramirez Augusto Tosta, coordenador de Políticas para Juventude da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. O objetivo era compartilhar e refletir sobre os achados do relatório idealizado pelo Conjuve e seus parceiros, que contaram com a Rede de Conhecimento Social, o GOYN SP e a Coordenação de Políticas para Juventude para sistematizar o recorte de dados relacionados às juventudes do município. A pesquisa contou, ainda, com apoio e mobilização de jovens e muitas organizações locais. Para o recorte de São Paulo a amostragem contou com 3.500 jovens-potência da cidade. 

“A gente sabe que os desafios são muitos, a gente sabe que os jovens vivem nesse momento pós pandemia com muita cautela e preocupação. Então, é responsabilidade de todos os atores sociais buscar soluções e garantir que nossos jovens tenham emprego, renda, educação e futuro”

afirmou a secretária Cláudia Carletto,

abrindo a conversa.

Dentre os diferentes aspectos trazidos pela pesquisa, a saúde mental ganhou um importante espaço de análise, já que o tema aparece como um fator preponderante e uma grande preocupação dos entrevistados: 70% dos respondentes apontaram a exaustão, o cansaço, o uso excessivo das redes sociais como aspectos que prejudicaram seu bem-estar mental durante e no pós-pandemia.

A análise desses dados, por exemplo, levou à conclusão de que o acesso às atividades voltadas aos cuidados com a saúde é, para os jovens, restrito, especialmente o atendimento psicológico. A socialização e retorno à rotina presencial foram destacados pelos entrevistados: 61% deles querem o retorno das aulas presenciais para que as atividades ajudem a equilibrar suas emoções; 50% desejam que seja implementado atendimento psicológico especializado e 31% pleiteiam que haja acompanhamento psicológico nas escolas.

“Isso traz para nós, da Prefeitura de São Paulo, uma missão muito importante: olhar para políticas que estão sendo executadas até o momento, afiná-las e ampliar o atendimento para que jovens tenham espaços para o autocuidado, diminuindo os índices relacionados aos prejuízos que a pandemia causou à saúde mental”, concluiu Ramirez (à esquerda)

Educação e Trabalho também foram temas de estudo da pesquisa e mostraram porque as juventudes têm desistido da escola e da busca por um emprego, diante de um cenário desolador, desenhado pela crise. Por outro lado, um dado positivo que a pesquisa aponta é sobre a participação política das juventudes. Os jovens paulistanos consideram que o cenário de pandemia os levou a ficar mais atentos.

“Eles querem participar mais da vida pública e das decisões que os afetam. Isso é fundamental quando a gente está às vésperas de 2022, um ano gigante para nossa democracia”, ressaltou Marcos Barão, do Conjuve (à direita na imagem)


Confira estes e outros achados acessando a pesquisa na íntegra

Dados, aprendizados e planos para o futuro: o 2º Evento Anual do GOYN SP foi um sucesso!

No dia 23 de novembro, cerca de 420 pessoas se “reuniram” na sala virtual, no YouTube, para participar de uma hora e meia de trocas e diálogos com representantes dos diferentes setores que compõem a rede colaborativa do GOYN SP

Depois de quase dois anos realizando ações remotamente, o 2º Evento Anual do GOYN SP aconteceu no modelo híbrido, com a presença de diferentes atores, no palco montado em um espaço, no Anhembi (SP), cedido pela Prefeitura de São Paulo, parceira da iniciativa.

Os objetivos do evento foram compartilhar dados e evidências (lançamento da pesquisa “Juventudes e a Pandemia – Edição Cidade de São Paulo”), práticas e ideias colaborativas (painel com empresa, poder público e organização da sociedade civil), aprendizados dos dois anos do programa (lançamento do “Guia para Apoiar a Inclusão Produtiva do Jovem-Potência”, sistematizando as experiências trazidas pelos protótipos do GOYN SP) e os planos para o futuro (objetivos para os próximos dois anos), além de convidar novos atores a comporem a rede para que a inclusão produtiva das juventudes periféricas possa avançar, afinal, “Somos muitos. Precisamos ser +100 mil jovens-potência!”

Os jovens das quebradas, Mel Duarte e Marcelo Rocha, conduziram uma agenda cheia de conteúdos e diálogos. No primeiro bloco do evento, após as boas-vindas, o grupo do colaborativo do GOYN SP deu o seu recado por meio de um vídeo manifesto:


Clique nas imagens para saber mais sobre cada painel








Assista ao evento, na íntegra