GOYN SP debate inclusão produtiva no Festival Atlas das Juventudes

O Atlas das Juventudes sistematiza e dissemina diferentes dados para pautar ações e políticas públicas que otimizem e promovam o potencial dos jovens na construção de um futuro mais inclusivo e próspero para a sociedade. O GOYN SP é parceiro da iniciativa, contribuiu com dados sobre juventudes na cidade de São Paulo e marcou presença no festival de lançamento.

De 9 a 12 de junho aconteceu o Festival Atlas das Juventudes, uma realização das organizações Em Movimento e Pacto das Juventudes pelos ODS, com o apoio do GOYN SP, movimento articulado pela United Way Brasil em São Paulo, e diferentes organizações sociais voltadas à causa.

O evento contou com debates, oficinas e atrações culturais e artísticas protagonizados por jovens de gêneros, raças e territórios distintos, ressaltando a diversidade das juventudes brasileiras.

A iniciativa marcou o lançamento do Atlas, disponibilizado para todos e todas que trabalham questões relacionadas às juventudes no Brasil.

No dia 11, o Núcleo Jovem do GOYN SP coordenou a oficina “Trabalho e habilidades socioemocionais” para apresentar aos participantes uma ferramenta de apoio aos jovens nos processos de recrutamento profissional.

Na introdução da oficina, Jonathan Carvalho, Carla Francischette e Gabriel Gonçalves, do Núcleo Jovem, apontaram as principais dificuldades enfrentadas pelos mais de 700 jovens-potência das periferias de São Paulo, na busca por postos dignos de trabalho. Os desafios estão relacionados a questões ligadas ao racismo estrutural, à evasão escolar, à crise laboral e à lacuna digital (saiba mais, acessando o painel “Desafios e oportunidades para a inclusão produtiva dos jovens-potência da cidade de São Paulo”).

Também destacaram como um grande obstáculo os processos de recrutamento das corporações: “Dentre as 500 maiores empresas do Brasil, apenas 35% diversificam a forma de contratação”, ressaltou Gabriel.

Para ele, e demais participantes da oficina, os tradicionais métodos usados pelas áreas de Recursos Humanos (RHs) não contemplam a realidade dos jovens periféricos, suas habilidades e seus potenciais. “Os currículos não dizem quem somos e acabamos em desvantagem quando comparados com jovens que fizeram faculdade X, curso Y, intercâmbio…”. Pâmela Regina, recém-chegada ao GOYN SP, concorda: “Os currículos tradicionais muitas vezes nos colocam como se não fôssemos capazes de nada!”

Na segunda parte da oficina, os jovens apresentaram o Card Jovem, elaborado pelo Núcleo Jovem, com base em um ou mais indicadores, disponíveis on-line, como o MBTI, um teste baseado nas competências socioemocionais do indivíduo. A partir de um questionário, o programa define com qual perfil a pessoa se identifica. “É um método que não leva em consideração as competências técnicas, mas, sim, quem você é de verdade”, reforça Gabriel.

A ideia é que os jovens utilizem os cards para se apresentarem às empresas, evidenciando seus valores, propósitos, motivações e vivências.  Os participantes da oficina tiveram acesso ao link para montá-los e aprovaram a ideia como uma nova maneira de as empresas ampliarem o foco sobre as contribuições das juventudes para o desenvolvimento de suas equipes.

Inclusão produtiva em debate

Na noite do dia 11, o Global Opportunity Youth Network de São Paulo (GOYN SP) participou da mesa “Inclusão Produtiva das Juventudes”, ao lado de representantes da Fundação Arymax, do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds) e do Corporativos para Pretos, mediados pela jovem Yasmim Vieira.

A conversa trouxe importantes reflexões sobre o que significa promover a inclusão produtiva das juventudes, especialmente no atual contexto da realidade brasileira, fortemente marcada pelos impactos da pandemia.

Matheus Magalhães (Fundação Arymax), definiu a inclusão produtiva como “a inserção da população pobre ou em situação de vulnerabilidade para a geração de trabalho e renda de maneira mais estável e relativamente duradoura, a fim de superar as situações crônicas de exclusão social de determinada época”. Ou seja, a inclusão produtiva responde a um contexto social e vai se modificando a partir da realidade.

No entanto, para que os jovens sejam inseridos no ecossistema produtivo outros fatores merecem atenção, porque são determinantes para que a inclusão aconteça com qualidade. “Não adianta falar: ‘empresa, crie vagas e empregue os jovens que estão fora do mercado’. A gente precisa pensar em políticas públicas de outras áreas como educação, mobilidade, garantia de acesso ao primeiro emprego, apoio aos jovens que querem empreender e maneiras de ajudá-los a desenvolver suas competências e habilidades. A questão é como a gente aproxima poder público, setor privado, organizações da sociedade civil e, principalmente, as juventudes para buscar soluções a essas situações”, pondera Rafael Biazão (do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável – Cieds).

A educação é, com certeza, uma questão crítica que precisa ser resolvida no contexto da inclusão produtiva. Para Wel Alves (GOYN SP), os dados traduzem o problema: “Cada jovem evadido da escola, no Brasil, custa 372 mil de reais por ano à sociedade. Só em São Paulo, onde o GOYN atua, temos mais de 700 mil jovens em situação vulnerável. Se incluirmos produtivamente essa população, podemos somar até 0,3% do PIB da cidade. Temos de pensar qual é de fato o desperdício financeiro se não trabalharmos políticas intersetoriais e sistêmicas.”

Nathália Arruda (Corporativo para Pretos) ressalta a importância das empresas nesse contexto: “Jovens estão sendo excluídos por conta de requisitos e vagas irreais. A gente está excluindo pensares plurais, de realidades diferentes. É importante que o setor privado entenda que não é apenas uma questão de políticas públicas, mas de analisar como está excluindo os jovens e o que pode fazer, junto aos agentes locais, com soluções. Pensar que os jovens não vêm de um mesmo lugar, por isso, não podem ser avaliados da mesma forma.”

O olhar focado nas periferias foi outro ponto importante, levantado pelo Wel (GOYN SP): “A maior parte das juventudes é formada por negros, negras e mulheres, que vivem nas bordas das cidades e dos centros urbanos. Então, já que a gente sabe que inclusão produtiva não ocorre somente por meio do emprego, e estamos num país que vive em crise, a questão é como potencializar iniciativas empreendedoras da periferia para a periferia. Tem todo um ecossistema de sustentação da periferia que precisa ser estimulado. Políticas que vão nesse sentido são super importantes, inclusive ações de investimento na infraestrutura e na conectividade. Além disso, também é importante impulsionar o acesso digital e utilizar dados para pensar em como pautar soluções que sejam mais sistêmicas e mais certeiras na inclusão dos jovens desses territórios.”

Confira o debate da mesa “Inclusão Produtiva das Juventudes” na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=Rqc-sBL9ze8

Fundação FEMSA e United Way Brasil se unem pela primeira infância

Parceria viabilizou a formação e o apoio a 500 famílias em situação de vulnerabilidade social, a realização de lives sobre temas focados nos primeiros anos de vida, a disponibilização de podcasts de contação de histórias e um curso sobre educação financeira e geração de renda na plataforma Crescer Aprendendo Digital.

Em 2021, a parceria entre a Fundação FEMSA e a United Way Brasil se fortaleceu com mais uma ampla ação em favor da primeira infância: 500 famílias de 05 cidades, em 02 estados, puderam participar das ações do programa Crescer Aprendendo, cujo objetivo é apoiar pais e responsáveis na missão de educar e cuidar de suas crianças, especialmente no complexo cenário da crise sanitária e econômica desencadeada pela Covid-19.

Reunidas em grupos de WhatsApp, as famílias receberam, por seis meses, conteúdos diários sobre desenvolvimento infantil, apoio de psicólogo e cartão-alimentação, por três meses. Também puderam assistir e interagir em duas lives: a primeira, “Volta às aulas: o que precisamos saber pra quando esta fase passar?”, em março, contou com a participação do pediatra Daniel Becker, da educadora Raquel Franzim (Instituto Alana) e da pedagoga e gestora de escola, Joice Araújo. A segunda, em abril, debateu o tema “Desafios familiares em tempo de Crise”, com a presença de Vera Iaconelli, psicanalista, Flávio Debique, gerente nacional da Plan International, Ana Paula Ferreira, pedagoga, e Luciano Ramos, consultor e gestor voluntário do coletivo Pais Pretos Presentes. 

Contação de histórias para os pequenos

A parceria com a Fundação FEMSA também viabilizou a ampliação da plataforma Crescer Aprendendo Digital, repleta de conteúdos sobre primeira infância para orientar as famílias e servir como subsídio ao trabalho de profissionais da educação, saúde e assistência social. 

Uma série de seis podcasts foram gravados por três contadoras de histórias consagradas: Fafá Conta, Juçara Batichoti (Varal de Histórias) e Kiara Terra. O objetivo dos podcasts é promover nas famílias os hábitos de ler e contar histórias, essenciais para o fortalecimento de vínculos, desenvolvimento do vocabulário e da criatividade dos pequenos, além de incentivar a resolução de problemas, já que as narrativas são cheias de desafios e finais inesperados.

O acesso à contação de histórias pode ser feito via Spotify e YouTube. É só clicar, escutar e compartilhar. 

Educação financeira e geração de renda para as famílias

Outra ação promovida pela parceria foi a realização de um curso com 30 vídeos-aula sobre organização da vida financeira e orientações para famílias lidarem melhor com os desafios da crise econômica causada pela pandemia ou, até mesmo, começarem um negócio de maneira consciente e assertiva, para obter mais renda ao sustento das crianças.

Os vídeos-aula, realizados pela organização Aventura de Construir para o programa Crescer Aprendendo, foram compartilhados com as famílias, nos grupos de WhatsApp. A parceria também viabilizou consultorias personalizadas para 20 famílias que manifestaram interesse em fortalecer seus negócios. 

As aulas fazem parte do acervo da plataforma Crescer Aprendendo Digital para que qualquer pessoa possa assisti-las e ter acesso a dicas sobre educação financeira e geração de renda. É só clicar no link: https://www.youtube.com/playlist?list=PL678y5q5ihcdzrhq9pnVI6Rjrntx4fDxW 

Além disso, na plataforma, o internauta encontra conteúdos sobre os temas-chave do desenvolvimento infantil, resumidos neste vídeo sobre a ferramenta, para divulgar a importância da primeira infância na construção de uma sociedade melhor e menos desigual para todos e todas. Confira e compartilhe: https://www.youtube.com/watch?v=0MUOlbun0C0 

Um ciclo se fecha e muitas portas se abrem

As primeiras turmas de 2021 do programa Competências para a Vida encerraram o ciclo do programa com evento on-line para os jovens participantes traçarem os próximos passos rumo ao futuro. Criar uma rede de apoio é um deles.

Entre reuniões formativas e mentorias com os colaboradores voluntários das empresas parceiras do programa, foram 12 encontros no total, todos virtuais. Os 60 jovens, de São Paulo (Francisco Morato) e Pernambuco (Jaboatão dos Guararapes), trilharam uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de competências socioemocionais para elaborar um projeto de vida em sintonia com seus sonhos, preparando-os para um futuro promissor a partir de ações e decisões intencionais que favoreçam o seu sucesso como cidadãos e profissionais. 

Os desafios que já enfrentam, e que se ampliaram no contexto da pandemia, não são mais obstáculos para perseguir seus propósitos. Os jovens sabem que não estão sozinhos e essa certeza os fortalece. O entusiasmo e a determinação parecem ser as características comuns que carregam consigo na bagagem que construíram durante o programa. 

Na reunião que encerrou o ciclo do Competências para a Vida, o clima de mútua ajuda e cooperação esteve presente nas falas e dinâmicas que realizaram durante o encontro, norteado por três temas-chave: os hábitos do dia a dia como aliados para conquistar objetivos; a rede de apoio que criaram durante essa jornada e que continuará depois dela; e a celebração do processo de aprendizagem que empreenderam juntos e que abrirá portas para novas oportunidades.

Os mini-hábitos e a rede de apoio para alcançar objetivos

O programa Competências para a Vida oferece aos jovens uma formação pautada na prática cotidiana, que faça sentido às suas realidades. Um dos temas desse processo é a questão dos hábitos e de como usá-los para vencer barreiras e alcançar objetivos. Nada de traçar metas que não serão cumpridas, gerando frustração. O lema é começar com um pouco e avançar a cada dia. “Utilizei os mini-hábitos para construir o hábito da leitura. A maior dificuldade é começar, mas depois que você dá o primeiro passo, é fácil continuar”, revela Gabriel Pereira Mendonça, de Jaboatão dos Guararapes (PE).

Depois que os bons hábitos estão incorporados à rotina, é importante mantê-los e, para isso, nada melhor do que uma rede de apoio. Com o objetivo de mostrar a potência dessa rede, no evento de encerramento os jovens foram convidados a compartilhar o que estão dispostos a oferecer como colaboração para fortalecer as relações que estabeleceram nos três meses de programa. Não faltaram habilidades: “posso dar aulas de inglês”; “eu dou aulas de música”, “ensino a fazer atividades físicas”, “eu sou muito motivada e possa ajudar quem está desanimado”, “eu gosto de ouvir, então, podem contar comigo”, “posso ajudar a manter a saúde boa”, “ajudo na preparação para o Enem”, “vamos praticar empatia”… Com base nessa corrente de boas práticas coletivas, os jovens vão concretizar a rede em uma página no Linkedin para, também, ter contato com o mundo do trabalho, transitando em espaços profissionais que sejam portas de oportunidades para suas vidas.

Diagrama

Descrição gerada automaticamente com confiança baixa

Celebração dos melhores momentos

Na última parte do encontro virtual, os jovens contaram sobre o que mais gostaram das vivências que tiveram do programa.

“As mentorias são excelentes e mostraram que todos agora estão bem resolvidos. As nossas conversas eram incríveis e parecia que já nos conhecíamos muito bem”, comentou Matheus Henrique, jovem de Jaboatão dos Guararapes.

Acqueline Barbosa, da mesma cidade, declarou: “O plano de ação foi o que mais me tocou. Eu já tinha algumas metas, mas não sabia qual delas era a principal. Quando a defini, as outras ficaram mais claras e possíveis”.

Muitos jovens se disseram impressionados com o DISC, teste que avalia o comportamento das pessoas, criado pelo psicólogo William Moulton Marston, tema de alguns encontros formativos. “O DISC me ‘assustou’ (risos)! Cada coisa que eu via ali, me ‘assustava’. Porque tudo era eu mesmo. Eu sou assim. Vi pontos que posso melhorar e as mentorias ajudaram nisso”, conta Matheus Henrique.

Para Sabrina Custódio, de Francisco Morato, “tudo que a gente vivenciou a gente aplicou em cada momento, aprendendo a nos conhecer para passar por novas experiências”. Emilly, de Jaboatão do Guararapes, passou por um recente processo seletivo e foi aprovada: “Na seleção, lembrava o tempo todo das mentorias. Parecia que eu ouvia os mentores falando no meu ouvido. O programa vale muito a pena. Tem de continuar, porque é um programa que acredita nos jovens”.

Uma pesquisa feita com os facilitadores do Competências para a Vida confirmou os depoimentos dos jovens e suas descobertas. Segundo os respondentes, os participantes estavam 100% engajados na proposta. Para os mentores, o envolvimento dos jovens foi bom e excelente, assim como sua motivação ao final do processo.

O programa Competências para a Vida é uma realização da United Way Brasil e das empresas associadas e parceiras. Saiba mais: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/competencias-para-a-vida/  

Programa Crescer Aprendendo chega ao Ceará

Parceria da United Way Brasil com Governo do Estado, Fundação Bernard van Leer, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e Porticus vai garantir que famílias em situação de vulnerabilidade social, com crianças de 0 a 6 anos, recebam apoio para promover o desenvolvimento integral de seus filhos e filhas. 

O programa Crescer Aprendendo, da United Way Brasil, está em fase de implementação em municípios cearenses como parte de uma coalizão estratégica para promover a primeira infância no Estado, por meio de ações que favoreçam o desenvolvimento infantil.

Focado na formação de pais e cuidadores, o programa oferece uma metodologia para creches e escolas de educação infantil com o objetivo de fortalecer a parentalidade, por meio de uma estratégia de engajamento para que pais, mães e responsáveis se apropriem de seu papel no universo da criança. Para isso, o Crescer Aprendendo compartilha conhecimentos e práticas que aprimoram a relação adulto-criança com base em vínculos afetivos de qualidade.

Mas a missão do Crescer Aprendendo não se esgota nas famílias participantes. Para que a causa da primeira infância seja prioritária nos territórios, é preciso mobilizar diferentes setores. Por isso, o programa prevê a sensibilização de empresas locais a fim de que invistam em iniciativas que propiciem mais qualidade de vida às crianças pequenas.  

“Fazer parte da coalizão no Ceará tem tudo a ver com o nosso compromisso de promover e fortalecer a primeira infância. Trabalhar pelo impacto coletivo, por meio de uma atuação colaborativa e coletiva, é o cerne do DNA da United Way Brasil. Por isso, levar o Crescer Aprendendo para as famílias cearenses é uma missão que abraçamos e pela qual vamos empreender todos os nossos esforços para que alcance pleno sucesso”, explica Sofia Rebehy, coordenadora de programas de primeira infância da United Way Brasil. 

O processo de implementação

Em abril, gestores e educadores de dez escolas de educação infantil do município de Crato, passaram por uma formação com o objetivo de se apropriarem da metodologia. O processo continua em maio, nas cidades de Itatira e Paramoti. Todo trabalho foi realizado em parceria com as equipes das secretarias municipais e estadual de Educação. O programa tem como meta transferir a tecnologia para os municípios que adotarem a proposta a fim de que possam perpetuar a iniciativa em suas redes de ensino.

A coalizão construída no Ceará irá beneficiar 24 cidades selecionados e, em 2021, o Crescer Aprendendo atuará em Crato, Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, Chaval, Granja, Itatira, Paramoti, Salitre e Viçosa do Ceará. A definição dos municípios foi pautada pelos baixos índices de desenvolvimento humano e pela possibilidade de utilizar a estrutura de outros programas já existentes, focados nas famílias em situação de vulnerabilidade social.

Sistema híbrido de formação

O programa acontece em dois formatos, que se complementam: presencial, com encontros e rodas de conversa para as famílias nas escolas; e virtual, com dicas e práticas sobre diferentes temas tratados nas reuniões presenciais, compartilhadas nos grupos de WhatsApp, por meio de vídeos, cards e interações com os participantes.

Diante da realidade imposta pela pandemia, a versão digital tem sido utilizada, obtendo pleno sucesso. Com a possível volta às aulas presenciais, o modelo híbrido será retomado, fortalecendo ainda mais a iniciativa junto às famílias.

Dentre os tópicos tratados com pais, mães e responsáveis estão os temas relacionados ao papel da família, ao comportamento da criança, aos direitos da criança, à violência doméstica, à saúde integral da criança, à higiene infantil, à alimentação saudável, à importância do brincar e à educação financeira. A interação e o apoio das equipes das escolas são pontos importantes na estratégia do Crescer Aprendendo, que permite a identificação de casos específicos, encaminhados aos equipamentos públicos da rede de atendimento e cuidado à criança. 

Principais resultados

O programa Crescer Aprendendo passa por avaliações sistemáticas a fim de ajustar percursos, se necessário, com o objetivo de atender melhor às necessidades e expectativas das famílias. No mês de março, a avaliação realizada com pais, mães e responsáveis pelas crianças de Crato revelou que 100% das famílias estão satisfeitas com os conteúdos e interações nos grupos de WhatsApp.  Do total dessas famílias, 83% disseram que as dicas e orientações dos posts foram úteis e 68% conseguiram levar os conteúdos para a prática do dia a dia com seus filhos e filhas. “Gosto da troca de informações. Saber que não é só comigo que estão acontecendo certas coisas. E saber que todos de alguma forma tem algo pra aprender”, escreveu uma das respondentes, na avaliação mensal.

A transferência da metodologia do programa Crescer Aprendendo para o Ceará responde a um dos propósitos da United Way Brasil e da coalizão realizada pelas instituições naquele estado, em oferecer conhecimento e práticas eficazes para diferentes realidades a fim de garantir às famílias meios eficientes de educar e preparar seus filhos e filhas para os desafios do século 21. Porque a primeira infância é o principal alicerce sobre o qual a sociedade se constitui, tornando-se sustentável e mais justa para todos.

Saiba mais sobre o programa Crescer Aprendendo:  https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/ 

Dia Viva Unido Juventude reúne voluntários e jovens para dialogar sobre diversidade

O voluntariado corporativo é um dos pilares de atuação da United Way Brasil. A organização promove um amplo espaço de participação para que as corporações exerçam o seu papel social e estimulem a postura solidária de seus colaboradores. 

O Dia Viva Unido é a materialização desse trabalho que potencializa as ações realizadas pelos programas sociais da United Way Brasil cujo objetivo é fortalecer as novas gerações de brasileiros.

De 19 a 22 de abril, foi a vez de atuar pelos jovens. O Dia Viva Unido Juventude reuniu 28 colaboradores voluntários de um lado da tela, das empresas Lilly, Morgan Stanley e PwC, e, do outro, 54 jovens participantes do programa Competências para a Vida. Por duas horas, todos puderam falar e ouvir opiniões sobre dois temas escolhidos pelos próprios jovens: diversidade e responsabilidade social das empresas. Também foi a oportunidade de conhecer as diferentes profissões do escopo de cada corporação, bem como saber sobre a vida profissional dos voluntários, a primeira oportunidade de trabalho que tiveram e como definiram suas carreiras.

O diálogo ajudou os jovens a dimensionarem o quanto as duas temáticas centrais do encontro podem ser orientadoras na hora de procurarem seus espaços no mercado de trabalho. Como a diversidade e a atuação responsável das empresas são parâmetros no momento da escolha profissional para que a trajetória do jovem seja construída em uma ambiência de equidade, especialmente entre grupos normalmente excluídos dos processos de seleção, como negros e negras, mulheres, LGBTI+ e pessoas com deficiência.

Uma conversa que abre caminhos

O dia de trocas, em que os colaboradores puderam falar de suas trajetórias profissionais e as políticas de RH das empresas, foi muito bem avaliado. Em uma escala de 1 a 5, 41 dos jovens participantes deram notas 5 e 4 à experiência. “Queria que tivéssemos mais tempo com os voluntários para fazer mais perguntas. Eles são tão incríveis e a conversa flui tão bem que o tempo passou muitíssimo rápido”, revelou um deles. Uma das jovens ressaltou a importância dos colaboradores: “Gostei muito dos voluntários. Fiquei admirada com as histórias de vida, os conhecimentos que eles nos trouxeram… foi muito bom, especialmente sobre persistir sempre.” 

Tela de computador com foto de pessoas

Descrição gerada automaticamente com confiança média

A maioria dos colaboradores (27) deu nota 5 ao Dia Viva Unido e 26 deles revelaram querer participar da edição de 2022. “Iniciativa incrível com pessoas incríveis. É um privilégio poder fazer parte disso”, comentou um dos voluntários na avaliação. 

Para todos, a conexão entre colaboradores e os jovens foi um sucesso: “Os jovens estavam bem à vontade, perguntando acima da média das outras edições”, revelou outro colaborador. 

Mais preparados para o mundo do trabalho, por meio das vivências experimentadas no Programa Competências para a Vida e pela oportunidade de participar do Dia Viva Unido Juventude, os jovens podem construir projetos de vida que os ajudem a enfrentar os desafios que se apresentam, especialmente nesta fase crítica. Antes mesmo da chegada da Covid-19, o cenário não era favorável à empregabilidade das juventudes. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos ficou em 27,1% no primeiro trimestre de 2020, bem acima da média geral de 12,2% do País no mesmo período.

Não podemos mais desperdiçar nosso capital humano. Por isso, é preciso ampliar a atuação coletiva e colaborativa entre as empresas e as organizações sociais. O programa Competências para a Vida é um exemplo concreto de como transformar realidades e garantir aos jovens em situação de vulnerabilidade espaços dignos de trabalho e participação social ativa na construção de uma sociedade mais justa e sustentável.

Interface gráfica do usuário, Aplicativo

Descrição gerada automaticamente

Para saber mais sobre o Dia Viva Unido, acesse: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/voluntariado/

Conheça e faça parte do Programa Competências para a Vida:  https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/competencias-para-a-vida/

Conheça os 12 projetos das quebradas selecionados pelo Micro Fundo para Jovens Inovadores do GOYN

Lançado em março, o edital vai apoiar projetos de coletivos e de jovens inovadores das periferias com microcrédito, formação e mentoria para implementar ou ampliar suas iniciativas.  

O Micro Fundo para Jovens Inovadores do movimento internacional Global Opportunity Youth Network (GOYN), cujo foco é a inclusão produtiva das juventudes, foi um sucesso, com a inscrição de quase 50 iniciativas voltadas a soluções para enfrentar as desigualdades socioespaciais nas periferias urbanas da cidade, a promoção dos direitos, com recorte nas questões de raça e gênero, com especial foco nos grupos LGBTQIA+, e ações que criem ou discutam meios de subsistência para as juventudes periféricas.

A maioria dos projetos inscritos (54%) é liderado por jovens mulheres de territórios nas zonas Sul 2 (46%) e Leste 2 (31%), regiões onde está a maior concentração de jovens-potência da cidade (71%).

Os jovens e as jovens participantes do edital vivem, em sua maioria, dois contextos: muitos são empreendedores e engajados com causas sociais e iniciativas nos seus territórios e outra parte é formada por aqueles que trabalham informalmente, com pouco tempo disponível, justamente porque precisam realizar mais de uma atividade que garanta seu sustento e, muitas vezes, o de suas famílias.

Os participantes declararam, na inscrição, que desejam mudar a realidade de suas comunidades, definidas como territórios em que há muita violência, falta de oportunidades culturais e de equipamentos públicos de assistência à população local.

Dos 46 projetos inscritos, 13 abordam as questões de raça e gênero, sendo que todos estão relacionados aos entraves sociais e econômicos causados pelo racismo estrutural. Também pretendem promover geração de renda e empoderamento cultural e social às juventudes, especialmente às mulheres, negros e LGBTQIA+.

Porcentagem de projetos inscritos por eixo temáticoGráfico, Gráfico de pizza

Descrição gerada automaticamente

12 projetos para transformar realidades

Conheça o escopo de cada projeto selecionado pelo edital. Todos receberão apoio do GOYN, por meio do GOYN SP, e recursos de até R$ 5.500.

BrechouLoja colaborativa que faz parceria com coletivos, educadores, artistas e empreendedores locais para estimular o consumo consciente, a educação ambiental, valorizar a produção local e impulsionar a economia circularZona Sul
Capão UniversitárioPromoção do acesso ao vestibular a jovens da rede pública da região, por meio de financiamento das taxas de inscrição, mentorias gratuitas e informações sobre vestibular e realidade universitáriaZona Sul
DespertaFonte alternativa de renda local, por meio da coleta retornável em que os jovens reciclam o lixo residencial, separando o comum dos recicláveis, com recebimento de cashbackZona Sul
Flores da PeriferiaRevitalização de espaços comuns no território por meio do grafite realizado pelas artistas locais, além do estímulo a outras formas de expressão, como o rap, oficinas e saraus de poesias voltadas para as mulheres a fim de estimular uma rede de apoio e de segurança para todasZona Oeste 
Projeto PertencerGravação de videoclipe para a faixa “Pertencer” do artista RAVIH com a participação de artistas LGBTQIA+ e realização de podcast reunindo entrevistas com atletas LGBTQIA+ para ampliar as discussões sobre o preconceito enfrentado por essa comunidade na área esportivaZona Sul
TRANSforming The WorldDiminuir a barreira social entre educação e pessoas transexuais, de forma a promover o ensino de Inglês gratuito para esse grupo profissionalizar seus perfis e ocupar seus espaços no mundo globalizado e no mercado de trabalhoToda cidade
Elas Produção Áudio & VisualCompartilhar conceitos e práticas para jovens, negras, indígenas e pessoas trans sobre produção nas diferentes linguagens da comunicação (áudio, vídeo, foto e arte gráfica), envolvendo duas ou mais mídias, como Instagram e streamings audiovisuaisZona Leste 
GrajauventudeRealizar atividades articuladas em torno da produção de uma Cypher, um fonograma de rap, com a contribuição de diferentes artistas para servir como multiplicador no território, desenvolvendo potencialidades latentes, mas limitadas pela falta de incentivo e de oportunidadesZona Sul
Jornal Embarque no DiretoTraduzir os direitos sociais e civis – e como acessá-los – para uma linguagem acessível à população de baixa renda e com baixo nível escolarZona Sul
Laje DuCorreRealiza rodas de conversa para debater pautas sobre LGBTQIA+, juventude e negritude, via plataforma digital, e gravar podcast com o resumo dos diálogos e temáticas discutidasZona Sul
Sessão FavelaRessignificar as formas de ver e vivenciar a experiência cinematográfica nos bairros Santa Inês e Jardim Verônia. Exibições semanais de filmes nas lajes abertas para as janelas das quebradas, que dialoguem com a realidade dos territórios, feitos por produtores periféricosZona Leste
Vestibular SolidárioPreparar jovens para a trajetória acadêmica por meio do envio de conteúdos diários para estudo (curadoria das melhores apostilas encontradas na internet), acompanhamento de alunos, correção de redações e disponibilização de pasta no Google Drive com filmes e documentários para criar repertório sociocultural que embase a escrita das redações Zonas Norte, Leste e Sul

Live aborda como trabalhar inseguranças de pais e mães nestes tempos difíceis

No último dia 28 de abril, pais, mães e responsáveis por crianças pequenas, beneficiários do Programa Crescer Aprendendo Digital, participaram da live “Desafios familiares em tempo de crise”, realizada pela United Way Brasil em parceria com a FEMSA e apoio institucional da Plan International.

Mediados por Sofia Rebehy, coordenadora do programa de primeira infância, Crescer Aprendendo, os especialistas convidados dialogaram sobre os sentimentos de pais e cuidadores diante das incertezas de uma fase híbrida que começa a se configurar na vida das pessoas, intercalando situações de restrição com o retorno a algumas atividades presenciais.

Flávio Debique, Gerente Nacional de Programas da Plan Iternational; Vera Iaconelli, psicanalista e escritora; Ana Paula Ferreira, pedagoga e moderadora no grupo de Mães Pretas Presentes; e Luciano Ramos, consultor sênior e gestor do Coletivo Pais Pretos Presentes trouxeram diferentes visões sobre os desafios enfrentados pelas famílias em situação de vulnerabilidade, nestes tempos complexos.

“A pandemia trouxe muitas questões para a nós, principalmente para as mulheres pretas, da periferia, que chefiam suas casas. Para os pais também. Muitos perderam o trabalho. Muitas mulheres do nosso coletivo são mães solo e às vezes não têm uma rede de apoio”, ressalta Ana Paula, evidenciando a importância de coletivos e de ações que promovam o apoio às famílias: “Nosso coletivo oferece acolhimento, escuta ativa, para que essas mulheres tenham uma saúde mental, para que se sintam apoiadas para continuar o trabalho. Com o fechamento das escolas, muitas mulheres perderam a maior rede de apoio que tinham. E o que a gente traz de positivo do coletivo? Esse aquilombamento entre as mulheres, que faz com que as situações difíceis fiquem mais fáceis”.

Para os homens e pais, as questões também são complexas e exigem mudanças. “Quando a gente fala das masculinidades e paternidades a gente está falando de um modelo rígido, construído através do machismo que diz que o homem precisa prover. Muitos desses homens perderam seus postos de trabalho. Muitos trabalhavam informalmente e perderam também seus lugares de atuação, ficando mais tempo em casa. A gente ouve muitos homens trazendo situações complexas, entrando em depressão, dizendo não saber se encontrar dentro do ambiente familiar. Não é à toa que durante a pandemia cresceu o número de violência doméstica. O Coletivo Pais Pretos Presentes tem tentado atuar com ajuda financeira e com apoio psicológico”, comentou Luciano, reforçando a importância da rede para fortalecer as famílias e as relações que estabelecem nos seus lares.

Para Flávio, é preciso garantir esse apoio e usar também os equipamentos públicos. “Não temos soluções fáceis, mas acho que quando a gente se junta, seja virtualmente, seja na vizinhança, nos instrumentos e equipamentos comunitários, pode ser que algumas coisas fiquem menos pesadas. Procurem na sua vizinhança, nos grupos de WhatsApp. Pode ser que igrejas e organizações estejam realizando ações, os próprios CRAS e CREAS. Então, verifique no seu entorno aonde você pode buscar ajuda”.

A importância do autocuidado

Manter a saúde mental diante de tudo que se apresenta nesta fase é outro desafio para adultos que cuidam das crianças. Para Flávio, o autocuidado é essencial na manutenção do equilíbrio saudável das relações familiares: “Tudo isso vai passar, é um período difícil, mas a gente aponta para o futuro com esperança. Parece uma bobagem, mas tirar um momento do dia para tomar sol, tomar muita água, respirar muito bem faz a diferença. Eu sempre digo que a melhor solução para os nossos problemas é a respiração. Em um momento de muita tensão, quando todo mundo já foi dormir, sentar um pouquinho, respirar tranquilamente. Quando você está fazendo isso, pensar no quanto você é importante, o quanto você tem de poder e o quanto você está conseguindo enfrentar tudo isso”, reforçou. 

“Nenhum de nós está muito bem nesse momento. Quem está bem não sabe o que está acontecendo. Então é necessário a gente acolher as nossas tristezas e angústias, pois tentar lidar com isso sozinhos, a gente não consegue. Pedir ajuda é necessário”, ponderou Luciano.

Para Vera Iaconelli, manter a sanidade e o equilíbrio também passa pelo reconhecimento do sofrimento que estamos vivenciando: “É importante você poder falar sobre o seu sofrimento de uma forma que você também se escute. Que você reconheça o seu lugar porque muitas vezes a gente sofre e acha que a vida é assim mesmo. Então faz parte desse processo a gente olhar para os nossos filhos e tentar mostrar para eles que a nossa condição nem sempre revela quem nós somos e que, mais do que nunca, nessas redes comunitárias é que a gente vai mostrando e reconhecendo o valor das pessoas”.

O papel de cada um é de todos

Com a pandemia, os papeis da maternidade e paternidade foram colocados em xeque. As mulheres se viram mais sobrecarregadas e os homens, como já dito, sem saber bem como integrar uma dinâmica familiar diferente. Para Vera, “os pais têm sido vistos como provedores materiais historicamente. Mas as mães são provedoras de trabalhos domésticos, são provedoras de trabalho também. Hoje a gente já sabe que isso está invertido. Tem mais mulheres administrando as famílias do que os homens. Está na hora de mudar o rumo dessa conversa e as pessoas pensarem que em uma família tem vários provedores de várias coisas e às vezes a coisa se alterna. As vezes um está trabalhando fora e outro não. As vezes os dois estão trabalhando ‘dentro’. E a gente mostra isso para as crianças. Isso pode ser um valor: bem-vindo ao século 21, isso é um valor para meninos e meninas. Os nossos filhos precisam ser criados para uma outra geração em que homens e mulheres possam fazer de tudo”.

Clique aqui e assista a live na íntegra para conferir outras dicas e reflexões trazidas pelos especialistas: https://www.youtube.com/watch?v=4liw8ccWwIg 

Live aborda como trabalhar inseguranças de pais e mães nestes tempos difíceis

No último dia 28 de abril, pais, mães e responsáveis por crianças pequenas, beneficiários do Programa Crescer Aprendendo Digital, participaram da live “Desafios familiares em tempo de crise”, realizada pela United Way Brasil em parceria com a FEMSA e apoio institucional da Plan International.

Mediados por Sofia Rebehy, coordenadora do programa de primeira infância, Crescer Aprendendo, os especialistas convidados dialogaram sobre os sentimentos de pais e cuidadores diante das incertezas de uma fase híbrida que começa a se configurar na vida das pessoas, intercalando situações de restrição com o retorno a algumas atividades presenciais.

Flávio Debique, Gerente Nacional de Programas da Plan Iternational; Vera Iaconelli, psicanalista e escritora; Ana Paula Ferreira, pedagoga e moderadora no grupo de Mães Pretas Presentes; e Luciano Ramos, consultor sênior e gestor do Coletivo Pais Pretos Presentes trouxeram diferentes visões sobre os desafios enfrentados pelas famílias em situação de vulnerabilidade, nestes tempos complexos.

“A pandemia trouxe muitas questões para a nós, principalmente para as mulheres pretas, da periferia, que chefiam suas casas. Para os pais também. Muitos perderam o trabalho. Muitas mulheres do nosso coletivo são mães solo e às vezes não têm uma rede de apoio”, ressalta Ana Paula, evidenciando a importância de coletivos e de ações que promovam o apoio às famílias: “Nosso coletivo oferece acolhimento, escuta ativa, para que essas mulheres tenham uma saúde mental, para que se sintam apoiadas para continuar o trabalho. Com o fechamento das escolas, muitas mulheres perderam a maior rede de apoio que tinham. E o que a gente traz de positivo do coletivo? Esse aquilombamento entre as mulheres, que faz com que as situações difíceis fiquem mais fáceis”.

Para os homens e pais, as questões também são complexas e exigem mudanças. “Quando a gente fala das masculinidades e paternidades a gente está falando de um modelo rígido, construído através do machismo que diz que o homem precisa prover. Muitos desses homens perderam seus postos de trabalho. Muitos trabalhavam informalmente e perderam também seus lugares de atuação, ficando mais tempo em casa. A gente ouve muitos homens trazendo situações complexas, entrando em depressão, dizendo não saber se encontrar dentro do ambiente familiar. Não é à toa que durante a pandemia cresceu o número de violência doméstica. O Coletivo Pais Pretos Presentes tem tentado atuar com ajuda financeira e com apoio psicológico”, comentou Luciano, reforçando a importância da rede para fortalecer as famílias e as relações que estabelecem nos seus lares.

Para Flávio, é preciso garantir esse apoio e usar também os equipamentos públicos. “Não temos soluções fáceis, mas acho que quando a gente se junta, seja virtualmente, seja na vizinhança, nos instrumentos e equipamentos comunitários, pode ser que algumas coisas fiquem menos pesadas. Procurem na sua vizinhança, nos grupos de WhatsApp. Pode ser que igrejas e organizações estejam realizando ações, os próprios CRAS e CREAS. Então, verifique no seu entorno aonde você pode buscar ajuda”.

A importância do autocuidado

Manter a saúde mental diante de tudo que se apresenta nesta fase é outro desafio para adultos que cuidam das crianças. Para Flávio, o autocuidado é essencial na manutenção do equilíbrio saudável das relações familiares: “Tudo isso vai passar, é um período difícil, mas a gente aponta para o futuro com esperança. Parece uma bobagem, mas tirar um momento do dia para tomar sol, tomar muita água, respirar muito bem faz a diferença. Eu sempre digo que a melhor solução para os nossos problemas é a respiração. Em um momento de muita tensão, quando todo mundo já foi dormir, sentar um pouquinho, respirar tranquilamente. Quando você está fazendo isso, pensar no quanto você é importante, o quanto você tem de poder e o quanto você está conseguindo enfrentar tudo isso”, reforçou. 

“Nenhum de nós está muito bem nesse momento. Quem está bem não sabe o que está acontecendo. Então é necessário a gente acolher as nossas tristezas e angústias, pois tentar lidar com isso sozinhos, a gente não consegue. Pedir ajuda é necessário”, ponderou Luciano.

Para Vera Iaconelli, manter a sanidade e o equilíbrio também passa pelo reconhecimento do sofrimento que estamos vivenciando: “É importante você poder falar sobre o seu sofrimento de uma forma que você também se escute. Que você reconheça o seu lugar porque muitas vezes a gente sofre e acha que a vida é assim mesmo. Então faz parte desse processo a gente olhar para os nossos filhos e tentar mostrar para eles que a nossa condição nem sempre revela quem nós somos e que, mais do que nunca, nessas redes comunitárias é que a gente vai mostrando e reconhecendo o valor das pessoas”.

O papel de cada um é de todos

Com a pandemia, os papeis da maternidade e paternidade foram colocados em xeque. As mulheres se viram mais sobrecarregadas e os homens, como já dito, sem saber bem como integrar uma dinâmica familiar diferente. Para Vera, “os pais têm sido vistos como provedores materiais historicamente. Mas as mães são provedoras de trabalhos domésticos, são provedoras de trabalho também. Hoje a gente já sabe que isso está invertido. Tem mais mulheres administrando as famílias do que os homens. Está na hora de mudar o rumo dessa conversa e as pessoas pensarem que em uma família tem vários provedores de várias coisas e às vezes a coisa se alterna. As vezes um está trabalhando fora e outro não. As vezes os dois estão trabalhando ‘dentro’. E a gente mostra isso para as crianças. Isso pode ser um valor: bem-vindo ao século 21, isso é um valor para meninos e meninas. Os nossos filhos precisam ser criados para uma outra geração em que homens e mulheres possam fazer de tudo”.

Clique aqui e assista a live na íntegra para conferir outras dicas e reflexões trazidas pelos especialistas: https://www.youtube.com/watch?v=4liw8ccWwIg 

GOYN SP participa de Fórum Internacional e reforça a importância de dados no enfrentamento das injustiças estruturais

Realizado anualmente, o Fórum do Impacto Coletivo é uma iniciativa do Aspen Institute e FSG, com o objetivo de fortalecer a atuação de diferentes organizações espalhadas pelo mundo. O GOYN SP participou do evento, dando a sua contribuição ao fortalecimento dessa grande rede mundial de transformações sociais.

Pessoas e instituições de diversos setores, mas com ideias semelhantes sobre as mudanças que precisamos empreender para construir um mundo mais justo, estiveram reunidas na edição de 2021 do Collective Impact Forum (Fórum do Impacto Coletivo), de 27 a 29 de abril.

O encontro é uma ampla oportunidade de troca de experiências e conhecimentos para acelerar a eficácia de estratégias das organizações para que promovam o impacto coletivo nas diferentes comunidades.

O GOYN SP, articulado em São Paulo pela United Way Brasil, foi representado por sua gerente, Daniela Saraiva, e por Juliana Silva de Oliveira, membro do Núcleo Jovem, para dialogar com outros participantes internacionais o tema “Compreendendo e enfrentando a injustiça estrutural em um ambiente global: uma conversa com jovens GOYN e líderes comunitários”.

No mesmo grupo de debate estavam presentes: Amina Mahmood, membro do Núcleo Jovem do GOYN de Mombasa, no Quênia; Mahmood Noor, Diretor Executivo da Swahilipot Hub Foundation e do GOYN de Mombasa; e Nokonwaba Nathi Fono, coordenadora de projeto na YouthBuild South Africa, apoiando os jovens do GOYN de eThekwini. 

Durante a conversa, mediada por Petula Nash, Diretora Técnica Global para a Programação Juvenil da Catholic Relief Services, parceira global da Global Opportunity Youth (GOYN), os painelistas enfatizaram a injustiça estrutural como cerne da visão e da teoria de mudança do GOYN, em todo o mundo. Para o GOYN, as injustiças estruturais são aquelas replicadas por um sistema de regras que enfraquece grupos sociais específicos e se manifestam de maneiras diferentes nas comunidades. Tais desafios se apresentam como oportunidades para os jovens desempenharem seu papel de líderes locais e enfrentar essas questões de forma coletiva e colaborativa.

O tema é mais do que oportuno, como apontou Petula: “Temos falado sobre injustiça estrutural por muitos anos, mas agora esta questão está na vanguarda. A Covid-19 ampliou essas injustiças – global e localmente -, bem como exacerbou muitas desigualdades. Por outro lado, existem movimentos globais e nacionais trabalhando ativamente para combatê-las. Vale ressaltar que não estamos apenas falando sobre injustiça racial, mas pensando mais amplamente nas que estão enraizadas no ecossistema e relacionadas a gênero, casta, tribo, orientação sexual, religião ou outros fatores que impedem os jovens-potência de acessarem e garantir oportunidades econômicas viáveis”.

Jovens com a palavra

Juliana, membro do Núcleo Jovem do GOYN SP, e uma das fundadoras do Comitê de Equidade do movimento, deu o seu depoimento sobre a importância do Comitê para o enfrentamento das injustiças estruturais. “Em São Paulo, a equidade caminha a passos de formiga, porque existe muito preconceito com a juventude das periferias, especialmente de gênero e raça. O comitê ajudou a quebrar bolhas. É um espaço onde nós, jovens periféricos, falamos de nossas dificuldades e expectativas para pessoas que estão nas instituições e que podem nos ajudar. Um lugar onde somos reconhecidos como atores ativos e com habilidades para enfrentar as desigualdades e as injustiças estruturais. Porque, o que mais mata, é o silêncio. Poucas vezes temos a oportunidade de falar o que sentimos. Não tem nada pior do que não ter a sua voz ouvida e o comitê é crucial nesse sentido. É uma forma de os jovens atuarem pelo impacto coletivo, colaborando no desenvolvimento de seus territórios”. Outro grande diferencial do Comitê de Equidade do GOYN SP, segundo Juliana, é a possibilidade de uma construção conjunta e democrática de regras, objetivos e ações a partir da perspectiva do jovem-potência. 

As injustiças estruturais em países da África, por exemplo, também englobam preconceitos tribais e religiosos, segundo Amina, a jovem-potência do Quênia. Para enfrentá-las, o Núcleo Jovem do GOYN de Mombasa realiza formações para discutir essas questões. “Apoiamos os jovens do território para que acessem as políticas públicas. Atualmente, temos discutido muito sobre as eleições em 2022, para que votem em candidatos que tenham a real intenção de mudar o sistema e combater essas injustiças”, explicou.

A importância dos dados para mapear vulnerabilidades

Daniela Saraiva apresentou a pesquisa “Desafios e Oportunidades para a Inclusão Produtiva de Jovens-Potência na cidade de São Paulo”, realizada pelo GOYN SP em parceria com a Accenture Brasil, para mostrar como os dados têm sido utilizados na construção de soluções aos problemas que geram as injustiças estruturais na maior cidade do País. “Um dos pilares do trabalho do GOYN é entender a realidade a partir de dados concretos que indiquem as oportunidades e como trabalhá-las em cooperação. Por isso, além de coletá-los, convidamos 18 jovens para atuarem diretamente nessa pesquisa. Eles foram buscar informações com outros jovens nas periferias. Isso nos deu um escopo maior do mapeamento”, explicou.

Depois dessa ampla coleta, mais de 60 organizações da rede analisaram os dados e identificaram desafios e oportunidades de inclusão produtiva. Toda a pesquisa está contida em uma publicação de cerca de 400 páginas, sistematizada em um documento acessível a todos e todas que têm interesse e trabalham com o tema (leia matéria sobre a pesquisa). O estudo indica quatro grandes áreas a serem trabalhados pela rede GOYN SP: racismo estrutural, evasão escolar, lacuna digital e crise laboral, também identificadas pelos demais participantes da conversa como oportunidades nos seus territórios.

Durante o diálogo, ficou evidente que o uso de dados é essencial para apontar caminhos. “Dados estão no cerne de tudo o que estamos discutindo aqui. Por meio deles também pudemos identificar territórios onde as populações vivem com menos de 1 dólar, não possuem escolas ou as escolas são ruins, as pessoas vivem em favelas sem qualquer estrutura. Os jovens desses lugares não recebem formação adequada e não têm acesso a oportunidades. Os dados mostram onde devemos atuar”, complementa Mahmood Noor, de Mombasa.

“A falta de dados atualizados, especialmente durante a pandemia, em que as injustiças se ampliaram, é um grande problema para nosso país. A suspensão do Censo, previsto para o ano que vem, vai nos impedir de acessar informações cruciais, o que pode impactar negativamente o futuro dos jovens”, alerta Daniela Saraiva na sua exposição.  Por isso, o trabalho em rede do GOYN SP será essencial nessa jornada de gerar oportunidades para garantir a inclusão produtiva aos mais de 700 mil jovens-potência da cidade de São Paulo.

Acesse aqui a pesquisa apresentada pelo GOYN SP no Fórum: https://www.goynsp.org/jovempotencia/ 

Conselho Deliberativo da United Way Brasil tem novos membros empossados hoje

Na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária anual, a organização elegeu o novo conselho, garantindo mais diversidade e vozes para a tomada de decisões. Auditoria externa aprovou, sem ressalvas, números do balanço financeiro de 2020, reforçando a transparência da atuação da United Way Brasil.

Na manhã de 29 de abril, equipe gestora, empresas e instituições associadas à United Way Brasil se reuniram para realizar a Assembleia Ordinária e Extraordinária com o objetivo de eleger presidente, vice e novos membros do Conselho Deliberativo, aprovar as demonstrações financeiras do exercício de 2020 e conhecer o parecer da auditoria externa sobre o balanço financeiro.

Na primeira parte da reunião virtual, candidatos à eleição foram apresentados e aberta a votação. Para assumir a presidência do Conselho Deliberativo, nos próximos dois anos, elegeram Juliana de Azevedo (Presidente da P&G) e para a vice-presidência, Luciene Lopes Sanfilippo (vice-presidente de RH da Lear do Brasil). Passaram a também compor o conselho: Leonardo Framil (CEO Accenture), Marcelo Oromendia (presidente da 3M do Brasil), Nina Silva (fundadora do Movimento Black Money) e Tony Marlon (educador e comunicador social), garantindo mais diversidade à gestão, uma das premissas assumidas pela United Way Brasil para fortalecer a sua governança. 

Nos últimos dois anos, Orson Rhazes (vice-presidente da Ecolab) esteve à frente da presidência desse conselho e sua gestão impecável foi marcada pela equipe da organização por meio de uma homenagem durante o evento. O legado de Orson é essencial para a continuidade de um trabalho que, apesar das constantes crises locais e mundiais, tem avançado no objetivo de apoiar o desenvolvimento das novas gerações de brasileiros.

Clique aqui e conheça todos os membros de nosso Conselho Deliberativo. 

Excelência na prestação de contas 

Na segunda parte da reunião, foi compartilhado o relatório da TATTICA Auditores Independentes, com a análise das demonstrações contábeis da organização, denotando a transparência das informações que compõem todos os tópicos do balanço, aprovado pelos auditores na sua totalidade, sem qualquer ressalva. 

A prestação de contas da United Way Brasil, assim como a formação de um conselho diverso, reflete o trabalho totalmente focado na causa da infância e juventude para apoiar a construção de uma sociedade mais justa para todos. Trabalho este que, em 2021, completa 20 anos no País.

Neste link, acesse o Relatório de Atividades 2020, com descrição da atuação da organização, os resultados alcançados, as demonstrações contábeis e o parecer da auditoria: https://unitedwaybrasil.org.br/wp-content/uploads/2021/04/RA_ABRIL_2021-_.pdf 

Café Goyn lança publicação sobre desafios e oportunidades para a inclusão produtiva de jovens

Evento realizado em 23 de abril reuniu especialistas para comentar os achados da pesquisa “Desafios e Oportunidades para a Inclusão Produtiva de Jovens-Potência na cidade de São Paulo”, realizada pelo GOYN SP em parceria com a Accenture.

Racismo estrutural, evasão escolar, crise laboral e lacuna digital, os quatro temas que permearam o diálogo da segunda edição do Café GOYN SP, são os eixos-chave trazidos pela publicação, lançada no Café, para mapear os desafios enfrentados pelas juventudes das periferias, e, também, olhar para as oportunidades que eles geram a fim de superar o déficit da inclusão produtiva dos mais de 700 mil jovens-potência da maior cidade do País. Os dados e a apresentação da pesquisa, na abertura do evento, foram complementados pelas reflexões trazidas por especialistas.

Para dialogar sobre racismo estrutural, foram convidados Kelly Quirino, Doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília, professora da disciplina Comunicação e Diversidade e Epistemologias Negras no bacharelado de Comunicação Organizacional da UNB e consultora em gênero e raça, e Hugo Sabino, membro do Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) e líder do Programa Jovens Construtores pelo Brasil. 

Kelly apontou a importância de as instituições investirem no letramento racial porque “maximiza as potencialidades dos jovens e gera valor agregado junto ao mercado produtivo. O Brasil perde muitos talentos não olhando para isso”.  Segundo Hugo, é preciso focar “no que não é evidente, porque o racismo explícito a gente conhece. Por isso, é importante pautar esse olhar para enfrentar o racismo estrutural nas coisas que a gente já naturalizou”.

Monica Pinto, Gerente de Desenvolvimento Institucional da Fundação Roberto Marinho, Mestre em Educação pela PUC-RJ, com MBA pela COPPE/UFRJ, e membro do Conselho de Governança do GIFE, levantou importantes reflexões sobre o tema evasão escolar. Para ela, “antes de falar em evasão, precisamos olhar para a distorção entre idade e série. Se a gente abrir os microdados, os estudantes que abandonam a escola e ficam para trás são, em sua maioria, autodeclarados pardos e negros. A educação reproduz o racismo estrutural do País. É preciso criar políticas públicas intersetoriais, porque a educação é uma questão de toda a comunidade”.

Para falar sobre crise laboral, o terceiro eixo trazido pela pesquisa, o GOYN SP convidou Diogo Jamra Tsukumo, Gerente de Articulação do Itaú Educação e Trabalho, da superintendência da Fundação Itaú para Educação e Cultura, que atua há mais de 15 anos na articulação, concepção e implementação de políticas públicas de redução das desigualdades sociais. O diálogo contou com a participação de Henrique Medeiros, o Riqueza, jovem artista, da região do Grajaú, que integra o Núcleo Jovem do GOYN SP e o coletivo Vilani-se. Para Diogo, “é preciso pensar qual trabalho existirá no futuro. O que se sabe, é que os profissionais precisarão ser mais criativos, possuir habilidades de gestão e saber tomar decisões. O trabalho repetitivo está sendo automatizado e é o que hoje tem inserido mais jovens. Precisamos ter na pauta quatro tendências que vão impulsionar o mercado produtivo: inovação tecnológica, revisão das relações de trabalho, processo de globalização e mudanças demográficas”. Henrique usou o próprio exemplo para ilustrar a crise laboral na vida dos jovens: “Com toda essa situação, não consigo fazer a minha arte. Outro dia fui fazer um ‘bico’ que, segundo a pessoa que me chamou, era para terminar às 17h. Sai de lá às 22h depois de passar o dia descarregando caminhão. Sem benefícios, sem vínculo”, lamentou, explicitando o que o inquieta: “Me preocupa muito o futuro do trabalho para o jovem”.

Coube à Mariana Zuppolini, líder de Cidadania Corporativa para a América Latina na Accenture, cuja função é levar inovação ao setor social para transformar as comunidades, levantar reflexões sobre o último tema da pesquisa: lacuna digital. “O desafio-chave para inserir os jovens é garantir o mínimo de estrutura: internet e acesso às ferramentas tecnológicas que possam apoiá-los a também encontrar vagas de trabalho. Enquanto não se investir na tecnologia das periferias, a distância entre os jovens e o mercado de trabalho permanecerá muito grande”, afirmou.

Na plenária, insigths importantes

Depois das apresentações e falas dos especialistas, os participantes da segunda edição do Café GOYN SP foram convidados a escolher uma das quatro salas (uma para cada tema mapeado pelo estudo) para discutir ideias e soluções que contribuam à inclusão produtiva dos jovens-potência da cidade de São Paulo.

Na plenária, pontos trazidos pelos participantes resumiram as conversas. Na sala do tema racismo estrutural, o letramento racial foi evidenciado como um caminho necessário ao enfrentamento do preconceito e dos vieses inconscientes presentes das instituições. Com relação à evasão escolar, promover a educação integral e integrada e as políticas públicas intersetoriais é ponto de partida para gerar as mudanças necessárias. Sobre a crise laboral, os participantes trouxeram a importância de se investir em arranjos produtivos e na cadeia produtiva dos territórios para atender as necessidades das periferias. No que diz respeito à lacuna digital, a sala discutiu o quanto têm sido levadas para as experiências digitais as mesmas práticas excludentes da realidade offline.

Com o lançamento da pesquisa, o GOYN SP reforça a importância do trabalho colaborativo e coletivo para responder aos desafios que ainda excluem milhares de jovens-potência de postos dignos de trabalho. Por isso, conhecer esse mapeamento é essencial para que alcancemos o objetivo de, em 10 anos, incluir 100 mil jovens-potência no mercado produtivo da cidade e, consequentemente, diminuir a lacuna de desigualdades do país. 

Acesse a pesquisa, leia e compartilhe: https://www.goynsp.org/jovempotencia/

Saiba mais sobre o GOYN SP: https://unitedwaybrasil.org.br/o-que-fazemos/goyn/ 

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