Live debate a importância da parceria família-escola para retorno seguro

Realizado no dia 25 de junho, o evento reuniu especialistas para discutir práticas que possam preparar crianças, suas famílias, professores e funcionários da escola para a retomada das atividades presenciais.

“Parceria família e escola: por uma volta mais segura às atividades presenciais” foi o tema da terceira live de 2021 realizada pelo programa de primeira infância Crescer Aprendendo Digital, da United Way Brasil.

Para debater e trazer informações aos pais, às mães e aos responsáveis participantes do programa, foram convidadas Ana Escobar, pediatra; Paula Mendonça, educadora e coordenadora das áreas de cidade e educação do Programa Criança e Natureza, do Instituto Alana; Joelma Xavier de Oliveira, gestora de escola; e Jamíria Cordeiro de Araújo Andrade, professora de educação infantil, ambas de Sobral (CE), município parceiro do Crescer Aprendendo.

Sobre os riscos de contaminação e transmissão do novo coronavírus, uma questão que continua preocupando muitas famílias, a pediatra Ana compartilhou informações importantes para tranquilizá-las, por exemplo, que, embora as crianças possam se contaminar, o que é mais raro, geralmente os sintomas são leves e não evoluem para quadros graves. Elas também podem transmitir a Covid-19, mas isso pouco acontece, segundo estudos recentes. 

De qualquer forma, é claro que um amplo sistema de prevenção precisa ser implementado nas escolas para a volta presencial. “Este ano, usamos a semana pedagógica para entender e estudar os protocolos de segurança sanitária, quais as adaptações que tínhamos de fazer. O manual foi repassado também para a área administrativa. Depois fomos à prática e hoje nós estamos preparados para o retorno. Vamos atender 35% das crianças matriculadas e toda a equipe vai trabalhar com equipamentos de segurança (EPI)”, revela Joelma, diretora do CEI Domingos Olímpio, em Sobral. 

Natureza e espaços abertos como aliados da educação infantil

Estudar em espaços abertos, especialmente na natureza, traz grandes benefícios para o aprendizado e desenvolvimento da criança, além de fortalecer o seu sistema imunológico. Diante do cenário da pandemia, e pensando na retomada, usar tais espaços se torna uma opção ainda mais valiosa para proteção de todos. “A gente vem sugerindo que as escolas, na volta das aulas presenciais, usem pátios, quadras, jardins para as atividades. As escolas que não possuem espaços assim, podem fazer parcerias dentro de seus territórios para ocupar praças e equipamentos públicos, sempre seguindo os protocolos. Nós acreditamos que o uso desses espaços diminui os riscos de contaminação e promovem o bem-estar das crianças e dos adultos”, explica Paula, do movimento Criança e Natureza.

Crianças, vacinas e retorno

Algumas famílias, temerosas com a situação, ainda crítica em muitas cidades, expressam que só se sentirão seguras quando seus filhos e suas filhas forem vacinados. No entanto, durante o debate, e sabendo-se do baixo nível de contaminação e transmissão entre as crianças, as especialistas chamaram a atenção para uma realidade complexa, relacionada à ausência de escola: as crianças estão no fim da fila da vacinação. Segundo alguns estudos, pelo menos 75% da população terá de tomar as duas doses para se chegar ao controle da pandemia. Depois, quem sabe, os pequenos também serão imunizados. Nesse período, o que pode acontecer com as crianças? Todo esse tempo de espera tende a afetar o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos, comprometendo seu aprendizado.

Por isso, é importante que famílias e escolas trabalhem juntas para garantir a segurança sanitária para que o retorno aconteça, minimizando os prejuízos que já são notórios no desenvolvimento infantil.

Construção de vínculos

A experiência do CEI Domingos Olímpio, em Sobral, na fase de isolamento social, acabou por construir fortes vínculos com as famílias, o que irá facilitar a adaptação ao retorno. “Desenvolvemos o projeto Curadoria Afetiva. Compartilhávamos as atividades para as crianças realizarem, nos grupos de WhatsApp e, às quintas-feiras, fazíamos um monitoramento da participação e retorno dessas interações. Quando percebíamos a ausência de alguma criança, contatávamos a família e fazíamos uma chamada de vídeo. Nesses momentos, os familiares contavam suas dificuldades, algumas em luto. Era um diálogo afetivo, de acolhimento”, contou a professora Jamíria. Para ela, o fortalecimento dos vínculos tende a favorecer todo o processo de retomada, com ampla colaboração da família.

“Eu gosto daquele ditado africano que diz que é preciso de toda uma aldeia para educar uma criança. Todos nós somos parte dessa aldeia, então, vamos em frente, avaliando sempre o que está dando certo e o que não está e, juntos, nessa empreitada, espero que muito em breve a gente se veja livre dessa situação”, completou Paula.

A live “Parceria família e escola: por uma volta mais segura às atividades presenciais” contou com o apoio do Instituto Alana e das empresas associadas do programa Crescer Aprendendo.

Clique aqui e acesse o evento na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=q7JxFJV55uk

Saiba mais sobre o programa Crescer Aprendendo: https://uwb.org.br/o-que-fazemos/nossos-programas/crescer-aprendendo/ 

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